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Uber implementa viagens com robotáxis nos EUA em parceria com a Zoox

11 de Março de 2026, 16:22

Nesta quarta-feira (11), a Uber anunciou oficialmente à mídia que instituiu uma parceria com a empresa Zoox, famosa pela produção de carros autônomos. A cooperação visa fornecer aos passageiros a oportunidade de viajar em robotáxis produzidos pela Zoox, desde que em rotas elegíveis.

No comunicado publicado pela Uber, o objetivo é iniciar estas viagens em Las Vegas (EUA) ainda neste verão e, em seguida, em Los Angeles (EUA) em meados de 2027.

Novidades para os usuários da Uber nos Estados Unidos

zoox
Carro autônomo da Zoox (Divulgação: Zoox)

Nos Estados Unidos, a Zoox oferece um aplicativo para celular onde já permitia aos usuários chamar por um robotáxi para viajarem. Mesmo após a parceria com a Uber, o app e serviços da Zoox continuarão a funcionar normalmente.

Embora a empresa de autônomos esteja atrás da Alphabet, a qual já é lidar no mercado local, a implementação dos veículos da Zoox permanece em expansão na cidade de Las Vegas. A Uber declara que os robotáxis da companhia não são simples carros de passeios, mas opções para “transporte e projetados para conforto, conversa e conexão com amigos e familiares.

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, informa o seguinte sobre a segurança dos autônomos da Zoox.

O compromisso da Zoox com a segurança e sua avançada tecnologia de direção autônoma fazem deles um parceiro ideal. Estamos muito felizes em trabalhar juntos para apresentar mais ciclistas ao futuro da mobilidade.

— Dara Khosrowshahi, CEO da Uber

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Os carros autônomos da Zoox contam com uma carroceria quadrada que chama atenção e ausência de volantes ou pedais, feito sob medida para os passageiros. Segundo a Reuters, os carros da empresa já percorreram mais de um milhão de milhas autônomas e atendeu mais de 300.000 passageiros.

A parceria com a empresa de autônomos, contudo, não foi a primeira: a Uber já firmou acordos com outras companhias (como Baidu e Waymo, subsidiária da Alphabet) para fornecer corridas em veículos autônomos em cidades como Phoenix, Austin, Atlanta e até em Dubai.

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Robotáxi da Waymo atinge criança nos Estados Unidos

29 de Janeiro de 2026, 14:59
Veículo autônomo da Waymo andando em uma rua
Waymo agora é investigada pela autoridade rodoviária do país (imagem: reprodução/Waymo)
Resumo
  • Um robotáxi da Waymo atingiu uma criança em Santa Monica (EUA), próximo a uma escola, enquanto operava de forma autônoma.
  • A criança sofreu escoriações leves, mas a autoridade rodoviária do país investiga o sistema de direção da Waymo.
  • Waymo afirma que o veículo reduziu a velocidade de 27 km/h para 9,6 km/h antes do impacto, alegando que um humano teria causado impacto maior.

Um veículo autônomo operado pela Waymo atingiu uma criança na última sexta-feira (23/01). O acidente ocorreu próximo a uma escola primária em Santa Monica (EUA) e levou a autoridade rodoviária do país a abrir uma investigação formal para avaliar o desempenho do sistema de direção da companhia em áreas escolares.

O episódio ocorreu durante o horário de entrada e saída de alunos, período com fluxo intenso de pessoas. Conforme os relatórios oficiais, a criança — cuja identidade foi preservada — atravessou a via repentinamente, saindo de trás de um utilitário esportivo (SUV) que estava estacionado em fila dupla, o que teria limitado o campo de visão.

No momento da colisão, o veículo da Waymo operava sem motorista humano. Ao detectar o pedestre, o software iniciou uma frenagem de emergência, conseguindo reduzir a velocidade de 27 km/h para 9,6 km/h antes do contato.

Segundo o TechCrunch, o jovem sofreu escoriações leves, levantou-se imediatamente e foi encaminhado para atendimento médico após a própria empresa acionar os serviços de emergência. O automóvel permaneceu no local até a liberação policial.

Investigação em curso

Imagem mostra a parte superior de um veículo autônomo da Waymo
Veículo conseguiu reduzir a velocidade rapidamente (imagem: reprodução/Waymo)

A investigação da Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, na sigla em inglês) foca no comportamento do Sistema de Direção Automatizada (ADS) de 5ª geração da Waymo em cenários de alta complexidade urbana.

O Escritório de Investigação de Defeitos (ODI) pretende apurar se o software adotou as precauções necessárias ao transitar a menos de dois quarteirões de uma escola, onde a presença de usuários vulneráveis exige cautela redobrada.

No local, além de veículos parados irregularmente, havia um guarda de trânsito e outros estudantes na calçada. O órgão regulador planeja ainda examinar se o automóvel respeitou os limites de velocidade locais e como o sistema processa a imprevisibilidade de pedestres que surgem de pontos cegos. A análise técnica também deve verificar se a resposta da inteligência artificial foi rápida o suficiente para as condições do perímetro.

Waymo alega que humano teria causado impacto maior

Em posicionamento oficial, a Waymo afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades. Para contextualizar o evento, a empresa apresentou dados de um modelo de simulação revisado por especialistas que compara a reação do software com o comportamento humano.

Segundo a companhia, em uma situação idêntica, um condutor humano totalmente atento atingiria o pedestre a uma velocidade de aproximadamente 22,5 km/h, enquanto o veículo autônomo conseguiu reduzir para 9,6 km/h. “Essa redução na velocidade e na gravidade do impacto demonstra o benefício em segurança proporcionado pelo sistema Waymo Driver”, defendeu a empresa.

Esse novo inquérito amplia a pressão sobre a subsidiária da Alphabet. O procedimento se soma a outros da NHTSA e do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB). De acordo com o TechCrunch, eles também investigam relatos de veículos autônomos que teriam ultrapassado ilegalmente ônibus escolares em outros estados americanos.

Robotáxi da Waymo atinge criança nos Estados Unidos

Veículo autônomo da Waymo (Imagem: Reprodução/Waymo)

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

26 de Dezembro de 2025, 16:13
Imagem mostra um homem com camisa social azul escura em uma fábrica, com o braço direito apoiado em um robô
Crijn Bouman é CEO e cofundador da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)
Resumo
  • A Rocsys, startup holandesa fundada em 2019, desenvolveu braços robóticos para automatizar o carregamento de veículos elétricos.
  • Segundo o CEO da empresa, Crijn Bouman, a solução pode reduzir os custos operacionais em até 70%.
  • A automação do carregamento permitiria dobrar o número de veículos atendidos por funcionário, economizando tempo e recursos.

A Rocsys, startup holandesa de carregamento autônomo fundada em 2019, afirma ter identificado um gargalo no mercado de robotáxis. Segundo o CEO Crijn Bouman, o carregamento manual dos veículos consome recursos demais e encarece as operações. Mas a empresa apresentou uma solução: braços robóticos para automatizar o processo.

A economia seria de 70% com a medida, já que, de acordo com Bouman, os depósitos de robotáxis nos Estados Unidos e na China mantêm um funcionário para cada 12 ou 14 veículos.

Com essa proporção, para manter uma frota de dez mil carros, seria necessário contratar até mil pessoas apenas para operações de carregamento e manutenção básica dos veículos.

Como funciona o carregamento automatizado?

A Rocsys é uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções de carregamento para veículos elétricos. O sistema da startup adiciona um braço robótico aos pontos de recarga já existentes, transformando estações convencionais em carregadores autônomos. Essa solução pretende reduzir a necessidade de trabalhadores para conectar e desconectar os veículos constantemente.

Bouman explica ao Business Insider que o processo manual leva entre 300 e 400 segundos por veículo. Isso inclui conectar o cabo, fazer inspeção visual, limpar o interior rapidamente e depois voltar para desconectar. De acordo com o CEO, essas interrupções constantes tornam o trabalho ainda menos eficiente.

Antecipando questionamentos sobre o impacto nos empregos, o executivo argumenta que esse tipo de função já mantém uma rotatividade altíssima.

“Na verdade, não é uma carreira. É apenas andar por um depósito do lado de fora, conectar um veículo e limpar uma tela. A permanência média é de cerca de três meses.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

Além disso, com a automação do carregamento, a startup afirma que é possível dobrar o número de veículos atendidos por funcionário. A Rocsys desenvolve protótipos para inspeção automatizada e já construiu um sistema funcional de limpeza interna.

Carro elétrico branco estacionado em área de teste com equipamentos de sensor no teto, utilizado para operações de robotaxi com carregamento automatizado
Rocsys oferece soluções de carregamento autônomo para carros elétricos (imagem: divulgação/Rocsys)

Mercado em alta nos EUA

O CEO também menciona a alta no mercado de robotáxis nos EUA e na China, locais onde a empresa tem focado. Atualmente, existem entre três mil e quatro mil robotáxis circulando nas ruas norte-americanas, somando as frotas de Waymo, Zoox e outras fabricantes.

Segundo os cálculos da Rocsys, para atender seis mil veículos, seriam necessários aproximadamente mil pontos de carregamento. Com a automação do processo, a economia de custos pode variar entre 30% e 70% no primeiro ano.

“As operações (de manutenção e carregamento) são uma área completamente negligenciada, que, se você não acertar, quebra o modelo de negócio.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

No entanto, o setor de carros autônomos também enfrenta movimentos opostos. A GM encerrou, em 2024, os serviços do Cruise, sua subsidiária de táxis autônomos. Já no começo desta semana, um apagão em San Francisco (EUA) deixou robôtáxis da Waymo confusos, gerando um congestionamento e críticas ao serviço.

Ainda assim, a startup vê os próximos dois anos como uma disputa de mercado acelerada. Uber e Nuro anunciaram uma parceria em julho, enquanto a própria Rocsys fechou contrato com um grande cliente de robotáxis nos Estados Unidos, que ainda não foi revelado.

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Crijn Bouman é CEO da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)

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