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Alexa monitora preços e compra sozinha quando produto fica mais barato

10 de Dezembro de 2025, 08:25
Telão exibe a marca da Alexa+
Amazon apresenta Alexa+ durante evento em Nova York (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Alexa Plus pode agora monitorar preços e realizar compras automáticas quando um item fica mais barato nos EUA e Canadá.
  • A Amazon introduziu a interface “Compras Essenciais” para dispositivos com tela, permitindo rastreamento de entregas e histórico de pedidos.
  • Os novos recursos de compra da Alexa Plus ainda não estão disponíveis no Brasil.

A Amazon lançou novas funcionalidades de compras para a Alexa Plus, versão da assistente virtual turbinada com IA generativa. Uma atualização recente para usuários nos Estados Unidos e Canadá permite que ela monitore preços e até faça compras automáticas quando um item fica mais barato.

A ideia é centralizar a gestão de pedidos e ofertas. Em fase de testes desde junho, os novos recursos possibilitam monitorar produtos no carrinho de compras ou na lista de desejos.

Um consumidor pode, por exemplo, ser notificado caso um eletrônico fique abaixo de um valor estipulado. A assistente pode, então, concluir a transação sozinha quando o preço atingir o limite desejado, utilizando o endereço de entrega e o método de pagamento cadastrados na conta Amazon.

Embora a automação prometa conveniência para aproveitar ofertas relâmpago, a própria empresa alerta para a necessidade de cautela para não ter surpresas na fatura do cartão.

Como funciona o novo hub de compras?

Para organizar essas novas interações, a Amazon introduziu uma seção de Compras Essenciais (Shopping Essentials) nos dispositivos Alexa com tela, como o Echo Show 15 e o Echo Show 21.

Este painel funciona como um centro de comando. Ao utilizar comandos de voz como “Alexa, onde estão minhas compras?” ou “Abrir Compras Essenciais”, o usuário acessa uma tela que exibe o rastreamento de entregas em tempo real, o histórico de pedidos recentes, listas de compras e itens salvos.

Nova tela também permite finalizar compras manualmente (imagem: reprodução/Amazon)

Outra nova função é a capacidade de adicionar itens a um pedido já realizado, além de gerar recomendações personalizadas de presentes baseadas na descrição do destinatário ou da ocasião, organizando as sugestões por categorias na tela do dispositivo.

Disponibilidade e mercado brasileiro

É importante ressaltar que a Alexa Plus e seus novos recursos de compra automática ainda não estão disponíveis no Brasil e não possuem data prevista de lançamento.

Por aqui, o foco da discussão recente foi outro. Clientes notaram um aumento na exibição de publicidade nas telas dos dispositivos Echo Show. Em resposta a questionamentos do Tecnoblog, a country manager da Alexa no Brasil, Talita Bruzzi Taliberti, afirmou que a exibição de anúncios é fundamental para manter a sustentabilidade do negócio e cobrir custos operacionais. Ela também disse que a Amazon está atenta aos comentários dos consumidores.

Alexa monitora preços e compra sozinha quando produto fica mais barato

Amazon apresenta Alexa+ durante evento em Nova York (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Consultoria passa vergonha novamente com inteligência artificial

27 de Novembro de 2025, 07:26
Consultoria incluiu citações falsas geradas por IA em relatório (imagem: reprodução)
Resumo
  • A Deloitte entregou um relatório a um governo do Canadá com citações acadêmicas inexistentes e atribuições erradas, usando IA para embasar o conteúdo.
  • A empresa admitiu falhas na verificação dos dados, mas defendeu as recomendações do relatório e prometeu revisar o documento e melhorar práticas de governança de IA.
  • O governo da província de Terra Nova e Labrador manteve o relatório no site oficial e solicitou revisão das diretrizes para evitar falhas futuras.

A consultoria Deloitte, uma das maiores do mundo, está novamente envolvida em polêmica sobre o uso irresponsável de inteligência artificial. A empresa entregou um relatório com citações e estudos acadêmicos que não existem ao setor público do Canadá.

De acordo com o The Independent, o material de 526 páginas possui referências bibliográficas fabricadas para embasar análises de custo-efetividade e estratégias de retenção pessoal. O documento custou 1,6 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 6 milhões) ao governo da província de Terra Nova e Labrador.

A Deloitte tentou minimizar o uso da tecnologia. Num comunicado emitido nesta terça (25), ela disse que não usou IA para escrever o relatório completo, mas apenas para embasar o conteúdo em “um pequeno número de citações de pesquisa”.

As invenções da IA

O relatório deveria fornecer base técnica para retenção de médicos e enfermeiros, além de estratégias de atendimento virtual. No entanto, para embasar análises de custo-efetividade e incentivos financeiros, o texto citou artigos acadêmicos que não existem.

Além disso, o documento listava estudos e os atribuía a pesquisadores sem vínculo na vida real, indicando alucinação de IA — quando a ferramenta inventa informações e as utiliza nas respostas como se fossem verdade. Entre elas, a revista científica Canadian Journal of Respiratory Therapy, que declarou não ter sido consultada durante a elaboração do documento e que desconhece a origem dos dados.

A investigação apontou que, em pelo menos dois casos, a Deloitte citou pesquisadores de verdade como autores dos artigos inexistentes. Alguns desses acadêmicos confirmaram que sequer trabalharam juntos, muito menos produziram o estudo mencionado.

Deloitte defende resultados

Deloitte não vê impacto nos dados (imagem: reprodução)

Apesar de admitir a falha na verificação dos dados, a Deloitte adotou uma postura de defesa do produto final. A empresa declara que “mantém firmemente as recomendações apresentadas no relatório”.

A consultoria prometeu revisar o documento e fazer “um pequeno número de correções de citação”, alegando que os erros não impactam no resultado. Disse também que vai evoluir as práticas de governança em torno do uso de IA.

Até o momento, o governo da província manteve o relatório “Plano de Recursos Humanos em Saúde” no site oficial. O gabinete do primeiro-ministro de Terra Nova e Labrador, Tony Wakeham, informou apenas que solicitou uma revisão das diretrizes para impedir que falhas do tipo voltem a ocorrer em contratos futuros, sem comentar possíveis sanções.

Erro vem se repetindo

A ocorrência no Canadá repete outra gafe cometida pela mesma consultoria há apenas um mês na divisão australiana da empresa. Lá, um relatório de US$ 290 mil (R$ 1,5 milhão) sobre fraudes previdenciárias também foi flagrado contendo citações acadêmicas inexistentes.

Naquela ocasião, a Deloitte admitiu ter utilizado o sistema Azure OpenAI, da Microsoft, para auxiliar na criação do conteúdo. Por lá, no entanto, a Deloitte concordou em reembolsar parcialmente o governo pelo trabalho mal feito.

Consultoria passa vergonha novamente com inteligência artificial

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