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Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

8 de Abril de 2026, 15:50
Ilustração sobre bitcoin
Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • The New York Times publicou reportagem que aponta o Adam Back como Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin;
  • Adam Back, um britânico de 55 anos e criador do Hashcash, negou ser Satoshi Nakamoto e afirmou que não sabe quem usa esse nome;
  • mistério continua porque não há confirmação do Adam Back nem provas concretas sobre a identidade real de Satoshi Nakamoto.

Um dos maiores mistérios dos últimos tempos parecia ter chegado ao fim. Só parecia: o jornal The New York Times publicou uma matéria recentemente revelando a identidade de Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin. Mas, pouco tempo depois, Adam Back, o homem apontado na reportagem, negou ser o criador da criptomoeda.

O Bitcoin surgiu em 2009 e, um ano antes, um artigo foi publicado descrevendo o conceito dessa criptomoeda. O artigo é assinado por Satoshi Nakamoto, mas, até hoje, ninguém sabe quem é essa pessoa. Existe até a crença de que, em vez de representar um único indivíduo, o nome represente um grupo de autores.

Depois de muitos anos de especulações, o New York Times publicou, nesta quarta-feira (08/04), uma reportagem que aponta que Satoshi Nakamoto é um pseudônimo de Adam Back, um britânico de 55 anos especializado em criptografia.

Adam Back é mencionado no documento que descreve o Bitcoin. No artigo, ele é descrito como o criador do Hashcash, um sistema que inspirou o mecanismo de proof of work (“prova de trabalho”, em tradução livre) usado no Bitcoin para validar blocos de transações por meio da resolução de problemas matemáticos.

Por conta disso, Back já foi apontado em outras ocasiões como a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto, mas ele sempre negou esse tipo de apontamento.

A reportagem do New York Times surgiu como a resposta definitiva para o mistério, não só por conta da relevância do veículo, mas também devido ao peso do nome de seu autor: John Carreyrou, jornalista que ficou muito conhecido depois de publicar um livro que expôs a fraude da startup de saúde Theranos e de Elizabeth Holmes, sua fundadora.

A investigação de Carreyrou é extensa, mas, basicamente, ele afirma que começou a desconfiar de Back depois de assistir ao documentário Money Electric: The Bitcoin Mystery e, ali, notar que o britânico pareceu ter ficado tenso ao ser questionado se é Satoshi Nakamoto.

Depois disso, Carreyrou descreveu uma série de associações pertinentes entre Back e Nakamoto que o fizeram concluir que ambos são uma só pessoa.

Adam Back
Adam Back (imagem: YouTube/Forbes)

Adam Back: “eu não sou Satoshi”

Logo depois da publicação da reportagem, Back usou a rede social X para negar, mais uma vez, ser a real identidade de Satoshi Nakamoto, bem como afirmar que desconhece quem está por trás desse nome:

Não sou o Satoshi, mas fui um dos primeiros a me concentrar intensamente nas implicações positivas para a sociedade da criptografia, privacidade online e moeda digital, daí meu interesse ativo a partir de ~1992 em pesquisa aplicada sobre ecash, tecnologia de privacidade na lista cypherpunks, o que levou ao Hashcash e a outras ideias.

(…) Eu também não sei quem é o Satoshi, e acho que é bom para o Bitcoin que seja assim, pois ajuda o Bitcoin a ser visto como uma nova classe de ativos, a commodity digital matematicamente escassa.

Adam Back

Sem a confirmação do “acusado” e sem provas concretas, o mistério sobre a identidade verdadeira de Satoshi Nakamoto continua. E eu diria que a diversão em torno dessa história também.

Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

Bitcoin foi a primeira moeda digital criada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Adam Back (imagem: YouTube/Forbes)

China acusa Estados Unidos de roubo de bitcoins

12 de Novembro de 2025, 14:18
Ilustração mostra duas moedas ilustrando o bitcoin, ao lado de notas de yuan chinês
Ataque hacker esvaziou ativos de pool de mineração chinês em 2020 (imagem: reprodução)
Resumo
  • O governo da China acusa os EUA de roubar US$ 13 bilhões em bitcoin do pool de mineração LuBian em 2020.
  • EUA confirmam posse dos fundos, mas dizem que se tratou de apreensão por lavagem de dinheiro ligada a Chen Zhi, do Prince Group.
  • A defesa de Chen Zhi contesta a versão e alega que os fundos foram roubados.

Os Estados Unidos teriam roubado aproximadamente US$ 13 bilhões em bitcoin da China, segundo a agência de cibersegurança do país asiático. Em um relatório publicado no domingo (09/11), a instituição acusa os EUA de estarem por trás do roubo de 127.272 bitcoins do pool de mineração LuBian, que ocorreu em dezembro de 2020.

A denúncia partiu do Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus de Computador da China (CVERC), segundo reportagem do Nikkei Asia. Vale lembrar que a China combate o bitcoin desde 2021 e negociações da moeda são proibidas no país, ainda que não seja ilegal possuí-las.

Segundo o CVERC, o comportamento dos fundos após o roubo sugere uma ação coordenada e não comum. O relatório aponta que os tokens permaneceram parados na carteira do invasor por quatro anos, o que “claramente não é o comportamento de um hacker típico, ansioso para lucrar”, diz o documento. Por conta disso, a agência classifica o ato como uma operação hacker de nível estatal.

A China já havia acusado os EUA de outros ataques cibernéticos este ano. No mês passado, o país acusou o governo estadunidense de atacar o Centro Nacional de Serviços de Tempo. A Bloomberg observa, contudo, que as alegações chinesas carecem de detalhes forenses.

O que dizem os EUA?

Imagem mostra uma moldura no Departamento de Justiça dos EUA
Departamento de Justiça dos EUA nega participação em roubo (imagem: Dallas County District Attorney’s Office/Flickr)

O governo dos EUA admitiu que, de fato, está com os fundos. O Departamento de Justiça (DOJ) anunciou em outubro a apreensão de 127.271 bitcoins, no que chamou de maior ação de confisco da história. No entanto, as autoridades norte-americanas negam o roubo.

A versão estadunidense é que os fundos foram apreendidos como parte de um processo contra Chen Zhi, um magnata sino-cambojano fundador do Prince Group. Chen foi indiciado em Nova York por acusações de fraude e lavagem de dinheiro, além de supostamente comandar operações de centros de golpes com uso de trabalho forçado no Camboja.

Segundo a acusação do DOJ, Chen e outros cúmplices usaram lucros ilícitos para financiar operações de mineração de criptomoedas “em grande escala”, incluindo a LuBian.

Magnata também tem uma versão

Ilustração sobre bitcoin
Defesa de magnata chinês rejeita acusações do governo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O advogado de Chen Zhi, Matthew L. Schwartz, rejeitou as acusações do governo dos EUA e classificou o confisco dos bitcoins como uma “apreensão ilegal de ativos”.

Em carta ao tribunal dos EUA, conforme relatado pela Bloomberg, a defesa de Chen pediu mais tempo para “rastrear o bitcoin que o governo apreendeu”. Segundo o advogado, os fundos foram, na verdade, roubados em 2020, corroborando a data do hack.

O Prince Group, de Chen Zhi, também é alvo de investigações em outros países. Autoridades de Hong Kong, Taiwan e Singapura já congelaram ou apreenderam centenas de milhões de dólares em ativos ligados à empresa.

China acusa Estados Unidos de roubo de bitcoins

Departamento de Justiça dos EUA (Imagem: Dallas County District Attorney's Office/Flickr)

Bitcoin foi a primeira moeda digital criada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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