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BC Protege+ já defende 1 milhão de pessoas contra contas bancárias falsas

20 de Fevereiro de 2026, 11:39
Carteiras digitais (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
BC Protege+ já defende 1 milhão de pessoas contra contas bancárias falsas (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • BC Protege+ já protege 1 milhão de CPFs ou CNPJs contra contas bancárias fraudulentas;
  • Serviço impede abertura de contas se CPF ou CNPJ estiver ativo no sistema do Banco Central;
  • BC Protege+ pode ser ativado ou desativado via plataforma Meu BC, exigindo conta Gov.br nível prata ou ouro.

O Banco Central está encerrando a semana com a divulgação de uma marca importante: o BC Protege+, serviço que previne a abertura de contas fraudulentas em bancos, fintechs e afins, já teve 1 milhão de ativações por pessoas físicas e jurídicas.

Isso significa que 1 milhão de CPFs ou CNPJs estão protegidos contra a criação indevida de contas de depósitos à vista (corrente), de poupança e de pagamento pré-pagas (como as que são oferecidas por fintechs).

Isso porque as inscrições no Protege+ passam a constar em um sistema do Banco Central que deve ser consultado por instituições financeiras quando elas recebem solicitações para abertura de contas. Se o CPF ou CNPJ cadastrado estiver ativo nessa base, a conta não poderá ser aberta.

Trata-se de um mecanismo realmente relevante, afinal, a abertura de contas fraudulentas não é incomum no Brasil. Elas podem ser criadas com base em documentos roubados ou falsificados, por exemplo. Depois disso, essas contas podem ser usadas em uma série de atividades criminosas.

O BC Protege+ começou a funcionar em 1º de dezembro de 2025. Um mês depois, 545 mil cadastros já haviam sido ativados no BC Protege+. A recente marca de 1 milhão de inscrições deixa claro que cada vez mais pessoas estão conhecendo e ativando a ferramenta.

Como ativar o BC Protege+?

O BC Protege+ pode ser ativado da seguinte forma:

  1. Acesse a página Meu BC e, ali, clique ou toque em “Fazer login”;
  2. Faça login usando uma conta Gov.br nível prata ou ouro;
  3. Vá em BC Protege+, na coluna à esquerda ou na área de mesmo nome à direita;
  4. Marque a opção “Proteção ativada”.
BC Protege+ ativado no site Meu BC
BC Protege+ ativado no site Meu BC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O efeito é imediato: a partir da ativação do recurso, toda e qualquer tentativa de abertura de conta no CPF ou CNPJ cadastrado será barrada.

E se eu tiver que criar uma conta bancária legítima?

Neste caso, você deve repetir o passo a passo anterior, mas, na área BC Protege+, mudar a opção “Proteção ativada” para “Proteção desativada”. Em seguida, você poderá abrir conta em qualquer instituição financeira.

BC Protege+ desativado temporariamente
BC Protege+ desativado temporariamente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Um detalhe interessante é que você pode estabelecer um período de tempo no qual o Protege+ ficará desativado. Na imagem acima, por exemplo, a função está desativada até 28 de fevereiro de 2026. Depois da data estabelecida, a proteção contra abertura de contas é reativada automaticamente.

BC Protege+ já defende 1 milhão de pessoas contra contas bancárias falsas

Carteiras digitais (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

BC Protege+ ativado no site Meu BC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

BC Protege+ desativado temporariamente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Pix: novas regras facilitam devolução de dinheiro em caso de fraude

2 de Fevereiro de 2026, 16:19
Golpes via Pix
Pix: novas regras facilitam devolução de dinheiro em caso de fraude (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • MED 2.0 rastreia todo o caminho do dinheiro, facilitando devolução em casos de fraude via Pix;
  • Botão de contestação de Pix está disponível no aplicativo das instituições financeiras desde 1º de outubro de 2025;
  • Banco Central espera que devolução de valores ocorra em até 11 dias após a contestação.

Fevereiro começou com novas regras para a segurança do sistema do Pix. A principal mudança é a implementação da versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que rastreia com mais profundidade o caminho do dinheiro e, com isso, facilita a devolução de valores em situações de fraude.

O MED está em vigor desde novembro de 2021 e foi criado com o objetivo principal de permitir que vítimas de golpes, fraudes ou erros no sistema do Pix possam recuperar valores transferidos por força dessas circunstâncias.

Imagine, como exemplo, que você fez uma compra em uma loja online pagando com Pix. Logo depois, você descobre que, na verdade, caiu em um golpe. Você pode então entrar em contato com o seu banco ou instituição de pagamento para acionar o MED. O caso será analisado e, se confirmada a fraude, o valor será devolvido à sua conta.

Mas a versão anterior do MED tinha uma limitação importante: o sistema fazia bloqueio e eventual devolução de valores apenas na primeira conta que recebia o valor transferido pela vítima. Cientes disso, os fraudadores começaram a transferir os valores recebidos para outras contas rapidamente, de modo que o MED não pudesse ter efeito.

No MED 2.0, todo o caminho do dinheiro é rastreado em caso de fraude. Assim, mesmo que os valores sejam redistribuídos para várias outras contas, eles poderão ser bloqueados para retornarem às vítimas.

Mãos segurando um celular com o logotipo do Pix na tela
MED 2.0 entra em vigor no sistema do Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que mais mudou na segurança do Pix?

Atrelada ao MED 2.0 está a busca por mais rapidez na prevenção ou resolução de fraudes. Nesse sentido, o cidadão que notar que foi vítima de fraude poderá recorrer a um botão de contestação de Pix diretamente no aplicativo da instituição financeira, sem necessidade de atendimento humano. Esse recurso está disponível desde 1º de outubro de 2025.

A expectativa do Banco Central é a de que, com o MED 2.0, a devolução de valores às vítimas de fraudes seja executada em até 11 dias após a contestação.

O Banco Central também espera que a nova abordagem facilite a identificação de contas usadas em fraudes, de modo que elas sejam bloqueadas ou limitadas pelas instituições financeiras para prevenir novos usos ilícitos.

As mudanças entraram em vigor nesta segunda-feira (02/02). Porém, as instituições financeiras participantes do Pix têm até maio deste ano para realizar eventuais ajustes em seus sistemas de modo a ficarem totalmente em conformidade com as novas regras.

Pix: novas regras facilitam devolução de dinheiro em caso de fraude

Todo cuidado é pouco: como caí em um golpe do Pix mesmo sendo cauteloso (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fim do Will Bank: FGC deve pagar R$ 6,3 bilhões a clientes, mas há condições

22 de Janeiro de 2026, 11:56
Ilustração de banco digital will bank
Will Bank foi liquidado pelo Banco Central (imagem: divulgação/Will Bank)
Resumo
  • FGC estima restituir R$ 6,3 bilhões a clientes do Will Bank, mas há condições para o ressarcimento;
  • Clientes devem usar o aplicativo do FGC para solicitar o pagamento, que é limitado a R$ 250 mil por CPF/CNPJ;
  • FGC cobre contas correntes, poupanças, CDBs, LCIs e LCAs, mas não cobre ações, debêntures, criptomoedas, COEs e previdência privada.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima que aproximadamente R$ 6,3 bilhões serão restituídos a clientes do Will Bank. Os pagamentos serão efetuados após a execução de uma série de procedimentos, mas há condições para isso. Existe a possibilidade, por exemplo, de clientes que também tinham conta no Banco Master não terem direito ao ressarcimento.

O Will Bank foi liquidado pelo Banco Central na quarta-feira (21/01). A instituição operava como um banco digital ligado ao Banco Master que, por sua vez, foi liquidado em novembro de 2025 devido a uma série de irregularidades.

Com a liquidação, o Will Bank deixou de operar, razão pela qual os clientes da instituição não conseguem mais movimentar suas contas ou usar cartões de crédito, por exemplo.

Quem tinha valores investidos no Will Bank pode reaver essas somas por meio da cobertura do FGC que, como já informado, estima que as restituições alcançarão R$ 6,3 bilhões. Porém, o montante exato ainda não foi determinado. A estimativa atual tem como base dados de um censo entregue pelo Will Bank em novembro de 2025.

Como vai funcionar o ressarcimento do FGC para clientes do Will Bank?

Os clientes do Will Bank precisarão baixar o aplicativo do FGC. No app, será preciso fazer um cadastro. Se não houver nenhum problema com esse procedimento, cada cliente verá o valor que tem a receber e, se estiver de acordo com ele, assinará digitalmente um termo de solicitação de pagamento.

Após o recebimento da assinatura, o FGC efetuará o ressarcimento em até 48 horas úteis na conta informada no momento do cadastro.

Porém, a fase de pagamento não começará imediatamente. O FGC precisa aguardar o liquidante (indicado pelo Banco Central) enviar à entidade a lista de clientes a serem beneficiados, bem como os valores que cada um tem a receber. Não há prazo definido para esse trabalho ser concluído.

Cartão do Will Bank
Cartão do Will Bank, já descontinuado (imagem: Facebook/Will Bank)

Além disso, é necessário levar em conta que há condições para o ressarcimento. Para começar, o FGC ressarce até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Quantias que passarem desse limite entram para os valores a serem recebidos pela massa falida.

Também é necessário levar em conta que, como o Banco Master e o Will Bank fazem parte do mesmo conglomerado, o FGC considera, para o limite de R$ 250 mil, que ambas formam uma única organização. Isso significa que não há um limite separado para cada um desses bancos.

Assim, o cliente que recebeu ou receberá uma restituição do Banco Master no valor de R$ 250 mil não terá direito ao pagamento do Will Bank. Se a pessoa recebeu ou receberá do Banco Master um valor inferior a R$ 250 mil, somente terá direito a um montante do Will Bank equivalente ao que sobrar do limite.

Por fim, convém destacar que o FGC cobre valores existentes em serviços ou produtos como conta corrente, conta poupança, CDB, LCI e LCA. Investimentos como ações, debêntures, criptomoedas, COEs e previdência privada não são cobertos.

Como recuperar o dinheiro no Will Bank?

Se você era cliente do Wil Bank e tem valores a receber da instituição, deve seguir estes passos:

  1. baixe e instale o aplicativo do FGC, disponível para Android e iOS;
  2. vá em “Não tenho cadastro” na tela inicial do app para fazer a sua inscrição, ou toque em “Entrar” se você já tiver uma conta;
  3. complete o seu cadastro, informando, inclusive, uma conta para receber a restituição;
  4. confira os valores a receber informados e, se estiver tudo certo, faça a sua assinatura digital para solicitar a restituição;
  5. em até 48 horas úteis, o montante será depositado na conta informada.

Esse passo a passo terá validade quando o FGC iniciar os pagamentos a clientes do Will Bank. Ainda não há prazo definido para isso, mas é possível que o processo comece ainda neste trimestre.

Fim do Will Bank: FGC deve pagar R$ 6,3 bilhões a clientes, mas há condições

Cartão do Will Bank, já descontinuado (imagem: Facebook/Will Bank)

Will Bank deixa de operar após ser liquidado pelo Banco Central

21 de Janeiro de 2026, 11:58
Ilustração de banco digital will bank
Aplicativo do Will Bank (imagem: divulgação/Will bank)
Resumo
  • Banco Central liquidou extrajudicialmente o Will Bank, antes controlado pelo Banco Master, devido a irregularidades e insolvência;
  • Will Bank estava em Regime Especial de Administração Temporária pelo Banco Central desde novembro de 2025, quando o Banco Master foi liquidado;
  • Cabe ao Fundo Garantidor de Créditos devolver valores a clientes, no limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

O Banco Central (BC) determinou, nesta quarta-feira (21/01), a liquidação extrajudicial do Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, que se posicionava como um banco digital e era conhecido como Will Bank. A instituição era controlada pelo Banco Master, também liquidado pelo BC devido a uma série de irregularidades.

As operações do Will Bank estavam em Regime Especial de Administração Temporária (Raet) desde novembro de 2025, quando o Banco Master foi liquidado.

Nessas circunstâncias, a instituição passa a ser controlada temporariamente pelo BC para que haja tempo de uma solução ser encontrada com o intuito de evitar o fechamento do negócio, o que causaria transtornos para clientes e para o próprio sistema financeiro do Brasil.

Uma das possíveis soluções seria a de o banco digital ser adquirido por outras instituições ou investidores, o que não se confirmou. Diante disso e do fato de o Will Bank não ter conseguido honrar pagamentos recentes com a Mastercard, o Banco Central entendeu que a instituição não tem mais condições de operar:

Tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial.

Banco Central do Brasil

O que acontece agora com o Will Bank?

Com a liquidação imposta pelo BC, o Will Bank não pode mais manter as suas operações. De certo modo, esse processo começou na terça-feira (20/01), pois, diante da falta de pagamentos, a Mastercard suspendeu as transações com os cartões do Will Bank emitidos com a sua bandeira.

A página inicial do site do Will Bank já exibe um documento, em PDF, que informa sobre a sua liquidação extrajudicial pelo Banco Central.

Site do Will Bank com aviso de liquidação pelo Banco Central
Site do Will Bank com aviso de liquidação pelo Banco Central (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Agora, o BC deve conduzir procedimentos para levantamento de bens, carteiras de crédito, credores e afins, de modo a concluir a liquidação com os devidos ressarcimentos ou pagamentos necessários, dentro do possível.

Com relação aos clientes do Will Bank, caberá ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) devolver eventuais valores aplicados na instituição, dentro do limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis.

Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição objeto da liquidação decretada.

Banco Central do Brasil

O Tecnoblog entrou em contato com o Will Bank pedindo um posicionamento sobre a liquidação, mas a instituição informou que não irá se pronunciar sobre o assunto.

Will Bank deixa de operar após ser liquidado pelo Banco Central

Site do Will Bank com aviso de liquidação pelo Banco Central (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

BC Protege+ já bloqueou abertura de 111 mil contas bancárias suspeitas

7 de Janeiro de 2026, 13:43
Imagem ilustrativa que mostra moedas saindo de um celular e indo para outro para insinuar fraude
BC Protege+ já bloqueou abertura de 111 mil contas bancárias suspeitas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • BC Protege+ bloqueou 111 mil aberturas de contas suspeitas entre 1º de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026;
  • 33 milhões de consultas ao serviço já foram feitas por instituições financeiras para verificar pedidos de abertura de contas;
  • 545 mil pessoas se cadastraram no BC Protege+ para ativar a proteção contra aberturas não autorizadas de contas.

O BC Protege+ é uma ferramenta online oferecida pelo Banco Central que previne a abertura não autorizada de contas em bancos e outros serviços financeiros, diminuindo o risco de fraudes. Em um mês de funcionamento, o mecanismo superou a marca de 111 mil aberturas de contas suspeitas bloqueadas.

Esse número considera o período entre 1º de dezembro de 2025, quando o BC Protege+ começou a funcionar, e 6 de janeiro de 2026. Durante esse intervalo de dias, as instituições financeiras fizeram 33 milhões de consultas ao serviço para verificar a legitimidade de pedidos de abertura de contas.

Ainda dentro do mesmo período, 545 mil pessoas se cadastraram no BC Protege+. Eis um aspecto importante: o BC Protege+ funciona para pessoas físicas e jurídicas, mas é preciso que cada uma ative proativamente seu CPF ou CNPJ no serviço.

Ao fazer a ativação, a pessoa física ou jurídica informa ao sistema financeiro que não deseja abrir contas em bancos ou em outras instituições do setor. Para tanto, cada instituição financeira consulta o sistema após um pedido de abertura de conta para verificar se aquele CPF ou CNPJ está ativo no BC Protege+.

Se positivo, a abertura da conta não é efetuada. Note que, com isso, tentativas de abertura de contas fraudulentas (sem conhecimento ou autorização da pessoa física ou jurídica) são coibidas.

O Protege+ funciona com contas de depósitos à vista (corrente), de poupança e de pagamento pré-pagas (como as que são oferecidas por fintechs).

Porém, a pessoa que tiver seu CPF ou CNPJ ativado no sistema e quiser abrir uma conta legítima precisará acessar o Protege+ novamente para desativar a proteção.

BC Protege+ ativado no site Meu BC
BC Protege+ ativado no site Meu BC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como ativar o BC Protege+?

O BC Protege+ pode ser ativado (ou desativado) a qualquer momento com o seguinte passo a passo:

  1. Acesse a página Meu BC e, ali, clique ou toque em “Fazer login”;
  2. Faça login usando uma conta Gov.br nível prata ou ouro;
  3. Vá em BC Protege+, na coluna à esquerda ou na área de mesmo nome à direita;
  4. Marque a opção “Proteção ativada” (desmarque-a se o objetivo for o de desativar a proteção para realizar uma abertura legítima de conta).

BC Protege+ já bloqueou abertura de 111 mil contas bancárias suspeitas

DOC será encerrado às 22h desta segunda-feira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

BC Protege+ ativado no site Meu BC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

BC Protege+ já barrou 16 mil aberturas de contas bancárias suspeitas

10 de Dezembro de 2025, 10:36
DOC será encerrado às 22h desta segunda-feira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
BC Protege+ já barrou 16 mil aberturas de contas bancárias suspeitas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Desde 1º de dezembro, BC Protege+ já bloqueou 15.904 tentativas de abertura indevida de contas em serviços financeiros;

  • BC Protege+ impede que CPFs ou CNPJs cadastrados tenham novas contas dos tipos corrente, poupança ou de pagamento abertas em instituições financeiras;
  • Cerca de 330 mil pessoas ativaram proteção nos primeiros dez dias de serviço.

O BC Protege+ foi lançado pelo Banco Central para impedir a abertura não autorizada de contas bancárias ou em outros serviços financeiros em nome de pessoas físicas ou jurídicas que se cadastraram no sistema. Em quase 10 dias de operação, cerca de 16 mil tentativas de aberturas de contas foram barradas pelo serviço.

É o que revela um balanço divulgado pelo Banco Central. O BC Protege+ começou a funcionar em 1º de dezembro de 2025 e, até a última terça-feira (09/12), 329,6 mil pessoas já haviam ativado a proteção.

Ainda de acordo com o Banco Central, as instituições financeiras já fizeram 8,8 milhões de consultas ao sistema dentro do mesmo período. Isso levou o BC Protege+ a impedir a abertura não autorizada de 15.904 contas, para ser exato.

Isso significa que a ferramenta tem cumprido o seu propósito. Quando uma pessoa ativa seu CPF ou CNPJ no BC Protege+, passa a informar ao sistema financeiro que não deseja a abertura de novas contas-correntes, de poupança ou de pagamento em seu nome ou no nome de sua organização.

Essa é uma medida que ajuda a evitar, por exemplo, que criminosos usem dados pessoais vazados ou roubados para criar contas bancárias em nome de “laranjas” para receber valores oriundos de atividades fraudulentas.

Isso porque as instituições financeiras estão condicionadas a consultar o sistema sempre que receberem uma solicitação de abertura de conta. Se o CPF ou CNPJ consultado estiver cadastrado no Protege+, a criação da conta deve ser recusada e o solicitante precisa ser avisado da restrição.

Quem tiver seu CPF ou CNPJ ativo no BC Protege+ precisa estar ciente, porém, de que essa proteção deverá ser desativada antes de uma tentativa legítima de abertura de conta em uma instituição financeira atuante no Brasil.

BC Protege+ ativado no site Meu BC
BC Protege+ ativado no site Meu BC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como ativar o BC Protege+?

O passo a passo é o seguinte:

  1. comece por acessar a página Meu BC e, ali, clique ou toque em “Fazer login”;
  2. faça login usando uma conta Gov.br nível prata ou ouro;
  3. vá em BC Protege+, na coluna à esquerda ou na área de mesmo nome à direita;
  4. marque a opção “Proteção ativada”.

Se você precisar abrir uma conta em alguma instituição financeira, faça o mesmo procedimento, mas para desativar a proteção.

Com informações de Agência Brasil

BC Protege+ já barrou 16 mil aberturas de contas bancárias suspeitas

DOC será encerrado às 22h desta segunda-feira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

BC Protege+ ativado no site Meu BC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil

3 de Dezembro de 2025, 10:42
Ilustração da sede do Nubank
Sede do Nubank em São Paulo (foto: divulgação)

O Nubank anunciou hoje que tomará medidas para manter o nome inalterado no Brasil. Uma decisão recente do Banco Central impede o uso de termos associados a bancos por empresas que, a rigor, não possuem autorização para esse tipo de atividade – caso do Nubank.

De acordo com o Nubank, o objetivo é obter uma licença bancária no país em 2026, o que poderia ocorrer via solicitação direta ao Banco Central ou, conforme apurado pelo Tecnoblog, a partir da aquisição de alguma instituição financeira que possua a autorização. O caminho a ser seguido ainda não está definido.

Com isso, a instituição financeira mais valiosa da América Latina poderia continuar se chamando Nubank no país de origem, sem ter de migrar para algo como Nu, nome utilizado na Colômbia e no México. A marca também continuaria a mesma.

“A mudança pretendida não tem qualquer impacto para os clientes e todas as operações seguem normalmente. Hoje o Nubank tem mais de 110 milhões de clientes no país.”

O conglomerado declarou em comunicado que “segue sendo uma fintech, com a mesma missão de sempre, mas agora buscando a quarta licença de operação”. Hoje, ela tem autorização para atuar como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores.

Resolução Conjunta n° 17, de 28 de novembro de 2025, deu prazo de 120 dias para que as instituições afetadas apresentem um plano de adequação de nomenclatura. Ele deve incluir um cronograma de implementação.

Não custa lembrar: não há qualquer obrigação de abrir agências físicas ao se tornar oficialmente um banco.

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil

Nubank é considerada a maior fintech do Brasil e da América Latina (Imagem: Divulgação/Nubank)

BC lança Protege+ para barrar abertura fraudulenta de conta bancária

1 de Dezembro de 2025, 16:14
Carteiras digitais (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
BC lança Protege+ para barrar abertura fraudulenta de conta bancária (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Banco Central lança Protege+ para evitar abertura fraudulenta de contas;

  • Cadastro no serviço bloqueia novas contas do tipo corrente, poupança ou de pagamento, e exige desativação para abertura legítima;

  • BC Protege+ vale para pessoas físicas e jurídicas.

O Banco Central começou o mês de dezembro com o anúncio do BC Protege+, serviço que permite a pessoas físicas e jurídicas comunicarem ao sistema financeiro que não desejam a abertura de novas contas bancárias com seu CPF ou CNPJ.

O objetivo do BC Protege+ é munir cidadãos e organizações de ferramentas contra ações fraudulentas que envolvem aberturas de contas. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando criminosos usam documentos roubados ou dados vazados para abrir contas em nome de “laranjas”.

Essas contas podem ser usadas para recebimento de valores de outras ações criminosas ou para obtenção de crédito, por exemplo. Nessas circunstâncias, as pessoas físicas ou jurídicas cujos dados foram usados indevidamente podem enfrentar prejuízos financeiros e outros transtornos.

Quando contas bancárias são criadas de modo fraudulento, as instituições envolvidas devem encerrá-las e anular eventuais dívidas. Mas, não raramente, essas medidas requerem o registro de queixas em serviços como Consumidor.gov.br e Procons ou até processos judiciais.

Ao aderir ao Protege+, o cidadão ou a organização passa a contar com um mecanismo adicional de segurança para evitar que contas bancárias sejam abertas em seu nome sem a devida autorização.

Como funciona o Protege+?

As inscrições no Protege+ passam a constar em um sistema do Banco Central que deve ser consultado por instituições financeiras quando elas recebem solicitações para abertura de contas. Se o CPF ou CNPJ cadastrado estiver ativo nessa base, a conta não poderá ser aberta.

Neste caso, a pessoa física ou jurídica deve ser avisada de que a abertura da conta não foi possível em razão de seu cadastro no Protege+. Se a intenção de abertura de conta for legítima, a pessoa precisa desativar o serviço para então continuar com o procedimento.

BC Protege+ ativado no site Meu BC
BC Protege+ ativado no site Meu BC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

De acordo com o Banco Central, o Protege+ funciona com contas de depósitos à vista (corrente), de poupança e de pagamento pré-pagas (como as que são oferecidas por fintechs).

O Protege+ pode ser ativado a partir da página Meu BC. É preciso ter uma conta Gov.br nível prata ou ouro para acessar o serviço.

A novidade chega pouco tempo depois de o Banco Central anunciar restrições para o uso de termos como “banco” e “bank” por instituições financeiras. Essa medida proíbe o uso dessas palavras por empresas do setor que não são instituições bancárias. Trata-se de uma decisão que visa evitar que clientes confundam fintechs com bancos, por exemplo.

BC lança Protege+ para barrar abertura fraudulenta de conta bancária

Carteiras digitais (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

BC Protege+ ativado no site Meu BC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

BC toma decisão final e Nubank avalia mudar de nome

1 de Dezembro de 2025, 11:12
Ilustração da sede do Nubank
Sede do Nubank (imagem: divulgação/Nubank)
Resumo
  • BC e CMN publicaram resolução que proíbe uso de “banco” e “bank” por instituições que não são bancos;

  • Nubank e PagBank estão entre as empresas que podem ter que ajustar seus nomes comerciais;

  • Instituições afetadas terão 120 dias para apresentar um plano e até um ano para concluir as mudanças.

Em uma reunião realizada na última quinta-feira (27/11), o Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) definiram uma resolução conjunta que proíbe que termos como “bank” e “banco” sejam usados por instituições financeiras que não são bancos. Nubank e PagBank estão entre as empresas que poderão ser afetadas pela decisão.

De acordo com o BC, a resolução que trata de nomenclatura condiciona as instituições a utilizarem nome empresarial, nome fantasia, marca, meios de comunicação e até domínio de endereço na internet com termos que sejam condizentes com seus ramos de atividade.

Tomando o Nubank como exemplo, a empresa é autorizada pelo Banco Central a atuar no Brasil como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores. Apesar do “bank” no nome, o Nubank não é uma instituição bancária.

Outro exemplo vem do PagBank. A despeito do “bank” no nome comercial, a empresa opera junto ao Banco Central como uma instituição de pagamento, não como um banco.

Estima-se que cerca de 20 instituições financeiras estejam em situação semelhante aos casos do Nubank e PagBank, o que significa que todas terão que adotar nomes sem os termos “bank” ou “banco”.

A Resolução Conjunta n° 17 de 28 de novembro de 2025 dá um prazo de 120 dias para que as instituições afetadas apresentem um plano de adequação de nomenclatura, o que deverá incluir um cronograma de implementação. Esta última, por sua vez, deverá ser concluída em até um ano a partir da publicação das regras.

Em linhas gerais, a nova resolução surge com o propósito de permitir que cidadãos identifiquem mais facilmente instituições que são consideradas fintechs, sociedades de crédito, financeiras e semelhantes, de modo a evitar que elas sejam confundidas com bancos.

Vale destacar que a decisão foi divulgada agora, mas o BC vinha estudando implementar regras para o uso dos termos “banco” e “bank” desde o início do ano.

Símbolo do PagBank e celulares exibindo o app do serviço logo abaixo
PagBank também pode ter que mudar de nome (imagem: divulgação/PagBank)

O que diz o Nubank sobre a resolução do CMN e BC?

O Nubank enviou o seguinte posicionamento ao Tecnoblog:

O Nubank informa que está analisando a nova determinação do Banco Central sobre nomenclatura de instituições financeiras. Reforçamos nosso compromisso histórico e inegociável de seguir rigorosamente toda a legislação e regulamentação vigente no país, respeitando os prazos e as determinações da Autoridade Monetária.

O Nubank reforça, ainda, que a norma diz respeito apenas ao nome das instituições e não aos serviços prestados e que conta com todas as licenças necessárias para oferecer os produtos atualmente disponíveis em sua plataforma. Nossas operações e a oferta de nossos produtos e serviços seguem normalmente, sem nenhum impacto para os clientes.

Também em nota enviada ao Tecnoblog, o PagBank deu a seguinte declaração:

A regulamentação do BC não tem impacto para o PagBank, pois desde 2019 temos licença de banco múltiplo.

BC toma decisão final e Nubank avalia mudar de nome

Nubank é considerada a maior fintech do Brasil e da América Latina (Imagem: Divulgação/Nubank)

Operadora mineira adota Pix Automático para pagamentos recorrentes

30 de Outubro de 2025, 09:19
Algar Pix Automático
Algar Telecom anuncia Pix Automático para pagamento de faturas (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Algar adotou o Pix Automático para pagamentos recorrentes, permitindo configuração única via QR Code nas faturas e no app.
  • A solução oferece controle sobre faturas, com definições de limites, vigência e bloqueios, beneficiando 1,2 milhão de clientes.
  • O Pix Automático realiza pagamentos automaticamente após autorização inicial, com notificação prévia ao cliente, e é válido para qualquer instituição financeira.

A operadora de telefonia Algar começou a oferecer a função de Pix Automático, nova modalidade de pagamento recorrente do Banco Central lançada em junho. Os clientes agora podem configurar o pagamento única vez via QR Code nas faturas e no app. A solução também permite definir limites de valores, vigência e bloqueios. A empresa explicou ao Tecnoblog que a novidade vai beneficiar 1,2 milhão de clientes.

O Banco Central lançou o Pix Automático como nova opção de pagamento recorrente e a funcionalidade permite que usuários autorizem uma única vez a cobrança automática de faturas, como contas de energia, água ou serviços de telefone e internet, sem precisar repetir o pagamento manualmente todo mês.

O que é o Pix Automático?

A função do Pix Automático funciona mais ou menos como um débito automático tradicional, mas usa o sistema do Pix para realizar as transações. Depois da primeira autorização feita pelo usuário, o pagamento ocorre automaticamente nas datas pré-definidas.

Além disso, o banco do pagador notifica o cliente antes da cobrança, permitindo conferência do valor.

Mãos segurando um celular com o logotipo do Pix na tela
Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Serviços digitais como streamings de vídeos foram os primeiros a aderir ao Pix Automático, mas o recurso também permite o pagamento de boletos de contas – o que deve deixá-lo mais popular com o passar do tempo.

Como funciona o Pix Automático na Algar?

Os clientes da operadora Algar podem aderir ao Pix Automático escaneando o QR Code do pagamento Pix localizado fatura. Já com o primeiro pagamento via Pix e confirmação no app da Algar e no banco, os débitos subsequentes são realizados automaticamente.

Vale destacar que a solução é válida para clientes de qualquer instituição financeira, incluindo bancos tradicionais ou digitais.

Algar Pix Automático banner
Algar oferece Pix Automático para seus clientes (imagem: divulgação)

Gustavo Matsumoto, diretor da companhia mineira, disse em nota que o Pix Automático cria uma “alternativa para nossos clientes efetuarem o pagamento de contas, totalmente digital e livre de fricção”. Ele também realiza a baixa instantânea das faturas, de modo a atualizar o saldo e evitar atrasos de pagamento.

Operadora mineira adota Pix Automático para pagamentos recorrentes

Algar oferece Pix Automático para seus Clientes (Imagem: Algar/Divulgação)

Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Algar Telecom (Imagem: Divulgação)

Bancos fecham o cerco contra contas laranjas e bets irregulares

27 de Outubro de 2025, 18:28
Ilustração de segurança mostra um escudo com uma digital
Normas partiram das próprias instituições financeiras ligadas à Febraban (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Autorregulação da Febraban passou a exigir bloqueio de transações suspeitas e encerramento imediato de contas laranjas, frias e bets irregulares.
  • As normas incluem compartilhamento de informações com o Banco Central e supervisão pela Autorregulação da Febraban.
  • Bancos participantes incluem o Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

A Autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) adotou novas medidas para o setor financeiro. Com isso, bancos serão obrigados a bloquear movimentações suspeitas e encerrar imediatamente contas frias (abertas sem o conhecimento do titular) e contas laranjas (usadas de maneira ilícita com anuência do titular).

As normas também exigirão das instituições financeiras o encerramento imediato de bets irregulares, isto é, aquelas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA). Elas se somam a normas anunciadas em setembro pelo Banco Central.

Foto de smartphone na mão de homem usando um aplicativo de apostas (bets)
Bets ilegais s ão um dos alvos das novas normas (foto: Areli Alvarez/Qualcomm Institute at UC San Diego)

A Autorregulação da Febraban é um sistema criado pelas próprias instituições financeiras para estabelecer regras e compromissos, bem como fiscalizar o cumprimento delas.

O que muda com as novas regras?

As novas regras passam a valer já nessa segunda-feira (27/10) e impõem as seguintes obrigações:

  • Políticas rígidas e critérios próprios para verificação de contas laranjas, contas frias e contas usadas por bets irregulares.
  • Recursa de transações e encerramento imediato de contas envolvidas em atividades ilícitas, com comunicação ao titular.
  • Compartilhamento obrigatório de informações com o Banco Central.
  • Monitoramento e supervisão pela Autorregulação da Febraban.
  • Participação ativa das áreas de prevenção a fraudes, lavagem de dinheiro, jurídica e ouvidoria dos bancos.

As instituições participantes também devem manter políticas internas para identificação e encerramento de contas suspeitas, apresentar declarações de conformidade à Autorregulação da Febraban e promover ações de comunicação e orientação sobre golpes e fraudes.

Os participantes do sistema que descumprirem as normas sofrerão punições, como ajuste de conduta, advertência e exclusão da Autorregulação da Febraban.

Quais são os bancos participantes?

A Febraban lista os seguintes bancos como participantes da Autorregulação:

  • ABC Brasil
  • BMG
  • Bradesco
  • BTG Pactual
  • Citibank
  • Sicredi
  • Daycoval
  • BRB
  • Banco do Brasil
  • Banco do Estado do Pará
  • Banco do Estado do Rio Grande do Sul
  • Banco do Nordeste do Brasil
  • Fibra
  • J.P. Morgan
  • Banco Mercantil
  • Original
  • Pan
  • Safra
  • Santander
  • Banco Toyota
  • Banco Votorantim
  • Bank of China (Brasil)
  • Caixa Econômica Federal
  • Itaú Unibanco

Com informações da Febraban

Bancos fecham o cerco contra contas laranjas e bets irregulares

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pix Parcelado gera impasse entre bancos e Banco Central

24 de Outubro de 2025, 10:42
Ilustração da seção Pix em um app bancário
Idec alerta para risco de superendividamento com a nova funcionalidade (imagem: Bruno Peres/Agência Brasil)
Resumo

O Banco Central (BC) e as principais instituições financeiras do país discordam sobre o modelo técnico e operacional para o uso do chamado Pix Parcelado, próxima novidade do sistema de pagamentos instantâneos que pode ficar para 2026. O obstáculo seria a infraestrutura que processará o financiamento: os bancos defendem a utilização do cartão de crédito, enquanto a autarquia prefere que a cobrança seja direto na conta corrente do usuário.

Embora diversos bancos e fintechs já ofereçam versões próprias de parcelamento via Pix, o plano do Banco Central é unificar essas regras para criar uma experiência mais uniforme e padronizada. A informação foi divulgada pelo portal Mobile Time nesta quinta-feira (22/10),

Quais são as propostas dos bancos e do BC?

A ideia dos bancos é permitir que o consumidor escolha por lançar as parcelas futuras da compra em sua fatura de cartão de crédito. Eles citam pesquisas internas que indicam uma preferência do consumidor por esse modelo, dada a familiaridade com a mecânica de pagamento das faturas.

Diante da resistência do Banco Central, os bancos teriam apresentado uma contraproposta: permitir a coexistência das duas modalidades. Desta forma, o consumidor poderia escolher se o parcelamento seria debitado mensalmente da conta corrente associada à chave Pix ou se seria lançado na fatura do cartão.

Cartão de crédito
Bancos citam preferência do consumidor pelo cartão (imagem: rupixen.com/Unsplash)

O Banco Central, contudo, tem se mantido firme na preferência pelo débito em conta. A autarquia entende que vincular a operação diretamente à conta corrente mantém a arquitetura original do Pix. Segundo o BC, o consumidor tomaria o crédito diretamente com a instituição onde possui a chave Pix.

O recebedor (lojista ou outra pessoa física) receberia o valor total da transação instantaneamente. O pagador, por sua vez, quitaria o valor em parcelas junto à sua instituição. Caberia a cada banco ou fintech definir os juros, encargos e procedimentos em caso de inadimplência, com base no perfil de risco de cada cliente, assim como ocorre em outras linhas de crédito pessoal.

Preocupações com endividamento

Além da discussão técnica, o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) se posicionou contra a proposta e solicitou a divulgação das regras que estão sendo estudadas. Para a entidade, o Pix Parcelado ameaça “descaracterizar o Pix, expor consumidores ao superendividamento e confundir o meio de pagamento gratuito com um produto financeiro”.

O Idec ainda argumenta que a marca Pix foi consolidada com base nos pilares da instantaneidade, simplicidade e gratuidade. A associação dessa marca a um produto de crédito, que envolve juros, encargos e contratos, colocaria em risco a confiança do usuário.

O instituto alerta que a mudança pode induzir o consumidor a acreditar que está realizando uma simples transferência parcelada, quando, na verdade, está contratando um crédito e assumindo uma dívida.

Pix parcelado chega em setembro de 2025, prevê Banco Central (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Principal entrave é a divergência sobre mecanismo de cobrança (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outra preocupação da entidade é o contexto econômico. O Idec aponta que o Pix Parcelado chega em um “cenário crítico de endividamento no país”. O instituto cita dados do próprio Banco Central que evidenciam o aumento da inadimplência, especialmente entre famílias de baixa renda.

“É justamente esse público, com menor acesso a cartões de crédito e histórico bancário, que será mais impactado — e potencialmente explorado — pela nova funcionalidade. O que se apresenta como ‘acesso ampliado ao crédito’ pode, na prática, significar armadilhas financeiras e aprofundamento da desigualdade”, pontuou a entidade.

Idec cobra regras claras

O Idec sugeriu algumas medidas caso o BC decida prosseguir com a padronização:

  • Que o produto não utilize a marca Pix, adotando nome e identidade visual próprios
  • Que siga as mesmas exigências regulatórias de outros produtos de crédito, com regras padronizadas, contratos claros e direitos garantidos
  • Que preveja seguranças reais contra o superendividamento, como análise de risco proporcional e limites de contratação
  • Que a funcionalidade seja ativada exclusivamente por iniciativa do usuário
  • Que a implementação seja precedida por ampla consulta e debate público, com foco na proteção do consumidor

Pix Parcelado gera impasse entre bancos e Banco Central

Pix parcelado chega em setembro de 2025, prevê Banco Central (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pix Parcelado só deve ser lançado pelo Banco Central em 2026

6 de Outubro de 2025, 12:19
Logotipo do Pix
Pix Parcelado só deve ser lançado pelo Banco Central em 2026 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pix Parcelado permitirá dividir pagamentos via Pix, com parcelas podendo ser acrescidas de juros;

  • Banco Central publicará regras ainda em 2025, mas modalidade só deve estrear em 2026;

  • Previsão inicial era de lançamento em setembro de 2025; adiamento ocorreu por causa da complexidade técnica da modalidade.

A previsão inicial dizia que o Pix Parcelado começaria a funcionar em setembro deste ano. Mas já estamos em outubro. Ainda que com atraso, o Banco Central já faz os preparativos finais para lançar a modalidade de modo oficial no Brasil. Mas ela só chega em 2026.

A premissa básica da novidade é permitir que o cidadão obtenha crédito ou realize um financiamento via Pix, mas pague o valor devido em parcelas que podem ser acrescidas de juros.

Por conta disso, o Pix Parcelado deverá ser interessante especialmente para o varejo, pois facilitará a aquisição de bens ou serviços por clientes que não contam com cartão de crédito, por exemplo. Mas a modalidade também poderá ser usada para outras finalidades de crédito, não somente para compras diretas.

De acordo com o Banco Central, o regulamento do Pix Parcelado será divulgado na última semana deste mês de outubro. Em dezembro, o órgão fará a divulgação dos procedimentos operacionais e da padronização da experiência do usuário referentes à modalidade.

Depois disso, as instituições financeiras participantes do Pix terão um prazo, ainda a ser determinado, para se adequarem ao novo regulamento. Isso significa que o Pix Parcelado só deverá ser oferecido à população em 2026, talvez no segundo trimestre do ano.

Algumas instituições financeiras já oferecem serviços que envolvem parcelamento de valores via Pix, a exemplo do Itaú. Enquanto o Pix Parcelado não entrar em vigor, esses serviços poderão continuar sendo ofertados.

Sede do Banco Central, em Brasília
Sede do Banco Central, em Brasília (imagem: Reprodução/Senado Federal)

Por que o Pix Parcelado atrasou?

O Banco Central realizou a edição mais recente do Fórum Pix na semana passada. Durante o evento, o órgão deu a entender que a implementação do Pix Parcelado é mais complexa do que o previsto inicialmente, e isso motivou o adiamento da modalidade.

Os reforços de segurança do sistema financeiro do Brasil que o Banco Central implementou em setembro também contribuíram para o atraso.

Falando em segurança, convém destacar que, desde 1º de outubro, bancos e instituições de pagamento devem oferecer um botão de contestação de Pix em seus aplicativos. A medida visa tornar mais fácil a devolução de valores ao cliente que for vítima comprovada de golpes ou fraudes.

Pix Parcelado só deve ser lançado pelo Banco Central em 2026

Pix, do Banco Central (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Sede do Banco Central, em Brasília (Imagem: Reprodução/Senado Federal)

Botão para contestar Pix passa a ser obrigatório; veja como funciona

1 de Outubro de 2025, 13:25
Mãos segurando um celular com o logotipo do Pix na tela
Pix conta com Mecanismo Especial de Devolução (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A partir de 1º de outubro de 2025, bancos e instituições de pagamento devem oferecer um botão para contestar transações do Pix, automatizando o processo sem interação humana.
  • O prazo para devolução após comprovação de fraude é de até 11 dias após a contestação, com análise do caso em até sete dias pelos bancos envolvidos.
  • O rastreamento de dinheiro obtido em golpes será obrigatório a partir de 2 de fevereiro de 2026, com início facultativo em 23 de novembro de 2025.

Bancos e instituições de pagamento devem passar a oferecer nesta quarta-feira (01/10) um botão para contestar transações do Pix. A norma é obrigatória e faz parte da reforma do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do sistema. Caso fique comprovado que se trata de um golpe ou fraude, o valor é devolvido em até 11 dias.

Como funciona o botão para contestar Pix?

O Pix já oferecia formas de questionar e, se for o caso, bloquear pagamentos feitos, mas era necessário passar pelos canais de atendimento das empresas.

Com o novo botão, o processo passa a ser automatizado, sem depender de interação humana. Esse atalho, formalmente chamado de autoatendimento do MED, deve ser criado pelo banco e implementado em seu aplicativo.

Sede do Banco Central, em Brasília
Banco Central anunciou mudanças em agosto de 2025 (imagem: reprodução/Senado Federal)

A ideia é que a contestação aconteça de forma mais ágil, permitindo bloquear com mais rapidez os recursos transferidos indevidamente. Breno Lobo, do Banco Central, explica que, após a contestação, a informação é compartilhada instantaneamente com o banco de quem recebeu o dinheiro, que deverá bloquear os recursos na conta.

Os bancos do cliente que transferiu e do cliente que recebeu têm até sete dias para analisar o caso. Se ficar comprovado que se trata de um golpe, a devolução é feita diretamente para a conta de quem pagou, em até 11 dias, contados a partir da data da contestação.

O Banco Central ressalta que o botão é específico para fraude, golpe ou coerção. Ele não pode ser usado em desacordos comerciais, arrependimento em compras ou erros no envio do Pix.

Pix terá rastreamento do dinheiro obtido em golpes

O botão de contestação é parte das novas regras contra fraudes via Pix. Além dele, os bancos deverão rastrear possíveis caminhos do dinheiro obtido ilegalmente, compartilhando as informações com outras empresas do sistema financeiro envolvidas.

O rastreamento passa a funcionar em 23 de novembro de 2025, de modo facultativo. A partir de 2 de fevereiro de 2026, ele será obrigatório.

Com informações do Banco Central

Botão para contestar Pix passa a ser obrigatório; veja como funciona

Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sede do Banco Central, em Brasília (Imagem: Reprodução/Senado Federal)
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