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Ex-CEO da KLM decidiu usar o power bank no avião; ele pegou fogo

18 de Setembro de 2026, 13:55
Imagem mostra uma colagem com a foto de um power bank branco sobre uma mesa e um avião azul da KLM
Dispositivo que pegou fogo era de Camiel Eurlings, ex-CEO da companhia aérea (imagem: reprodução)
Resumo
  • Um carregador portátil explodiu na classe executiva do voo KL735, forçando o Boeing 777-300 que ia de Amsterdã para Curaçao a retornar.
  • O equipamento pertencia ao ex-CEO da KLM, Camiel Eurlings, que dormia enquanto recarregava a bateria na tomada da própria poltrona.
  • A explosão causou queimaduras leves em um passageiro e danificou a janela e o assento do avião.

O voo KL735 da KLM, que seguia de Amsterdã para Willemstad, em Curaçao, precisou fazer um desvio de emergência após um carregador portátil explodir a bordo. O detalhe curioso é que o power bank pertencia ao ex-CEO da própria companhia aérea, Camiel Eurlings.

A aeronave, um Boeing 777-300, voava a cerca de 30 mil pés de altitude sobre o Oceano Atlântico Norte nessa quinta-feira (17/09), quando a fumaça começou. A bateria externa estava conectada à tomada do assento e superaqueceu após cerca de duas horas e meia de voo, explodindo e acordando o executivo.

Tripulação controlou o incêndio

Os membros da tripulação de cabine agiram rapidamente para conter as chamas. Segundo a imprensa holandesa, os comissários seguiram os protocolos de segurança da aviação, jogaram água sobre o dispositivo e, na sequência, o colocaram em um recipiente. A medida é recomendada para ajudar a interromper a fuga térmica, fenômeno que pode ocorrer quando baterias de íon-lítio sofrem danos ou superaquecimento.

Passageiros a bordo relataram que o rápido controle da situação evitou um cenário pior, e todos foram transferidos para outra aeronave após o retorno à Holanda. Contudo, a explosão causou estragos visíveis no interior do avião.

Imagem mostra um powerbank derretido e, ao lado, a janela de um avião estilhaçada.
Incêndio ocorreu na cabine da classe executiva (imagem: reprodução/NU.nl)

Imagens do caso mostram marcas de queimado na persiana e na estrutura de uma janela, que teve a tela danificada pela força do estouro. A KLM confirmou que um homem sofreu queimaduras leves, mas recusou-se a informar se a vítima era o executivo, citando regras de privacidade e confidencialidade.

Regras foram ignoradas

O ex-CEO possui vasta experiência no setor de transportes, mas desrespeitou as políticas da companhia: os passageiros só podem levar até duas baterias externas na bagagem de mão, e a capacidade individual não pode ultrapassar 100 Wh.

Mais importante ainda: os power banks devem ficar sempre à vista, sendo proibido armazená-los nos bagageiros superiores ou recarregá-los a bordo. A própria KLM já havia sofrido um susto parecido em agosto de 2025, quando um voo que seguia para São Paulo precisou retornar a Amsterdã após um power bank esquentar e causar fumaça na cabine.

Vale lembrar que, em março deste ano, a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês) emitiu uma diretriz que impõe novas regras para o uso de power banks em aeronaves. As companhias aéreas nacionais seguiram a recomendação e também adotaram restrições para esses dispositivos no Brasil.

Ex-CEO da KLM decidiu usar o power bank no avião; ele pegou fogo

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

1 de Junho de 2026, 09:10
Alto-falante Bluetooth sobre mesa, com mão segurando smartphone próxima. Ao fundo um laptop e um copo d'água
Alto-falante com nome suspeito causa transtorno em voo (imagem: Burst/Pexels)
Resumo
  • Voo UA236 da United, que ia dos EUA à Espanha, voltou ao aeroporto de origem após um speaker Bluetooth mostrar o termo “bomb” no pareamento.
  • A tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, mas dois deles continuaram ativos, levando à decisão de voltar por questões de segurança.
  • O incidente ilustra a preocupação com eletrônicos em voos, especialmente aqueles com baterias de lítio, que podem causar incêndios ou interferências.

Uma única caixa de som Bluetooth a bordo de um voo nos Estados Unidos foi suficiente para mudar a rota do avião, que voltou ao aeroporto de origem por questões de segurança. O motivo não foi interferência de sinal ou bateria, mas o seu nome: ela mostrava um termo “de quatro letras” no pareamento – muito provavelmente “bomb”, bomba em inglês.

Diante disso, os pilotos da United seguiram os protocolos de segurança e retornaram. O voo UA236 saiu de Newark, nos EUA, no último sábado (30/05) rumo a Palma de Mallorca, na Espanha, e já sobrevoava o Oceano Atlântico quando a ameaça foi detectada.

Brincadeira de mau gosto

Avião saiu de Newark rumo à Espanha, mas precisou voltar por “brincadeira de mau gosto” (imagem: reprodução/The Verge)

Segundo relatos de passageiros no Reddit, a tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, insistindo ainda que dois deles seguiam com pareamento ativo mesmo após a solicitação. Alguém da equipe teria até mesmo falado que a “brincadeirinha” prejudicaria a todos.

E o prejuízo realmente foi chato: o avião precisou voltar para dar sequência às medidas de segurança. O Verge noticiou o caso e teve acesso a uma gravação feita pelo Controle de Tráfego Aéreo confirmando que o retorno a Newark seria necessário.

O áudio também explica os protocolos de segurança, que passam por uma inspeção completa da aeronave e a evacuação dos passageiros. Mas, no final das contas, uma coisa não foi confirmada: o nome da caixinha de som em si. Por toda a situação com “uma certo nome de quatro letras”, provavelmente se tratava de mesmo de “bomb”.

Atenção a eletrônicos na aviação

Power-banks têm sido o “alvo” da vez na aviação civil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Alguns eletrônicos não são bem-vindos na aviação civil, principalmente por conta das baterias de lítio. Em 2024, por exemplo, um incêndio causado pelo superaquecimento do componente em um notebook levou à evacuação de um avião no aeroporto de São Francisco, nos EUA. Essa preocupação é frequente para agências de aviação pelo mundo pelo menos desde a explosão de um Galaxy Note 7 em 2016, também nos Estados Unidos.

Outra situação semelhante envolveu a proibição de MacBooks Pro de 15 polegadas fabricados entre 2015 e 2017, justamente pelo risco de incêndio. Mais recentemente, os power banks também têm passado por restrições após uma medida da Organização Internacional de Aviação Civil.

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Latam orienta que power bank fique no bolsão de aeronave (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Companhias aéreas proíbem uso de power banks em voos

15 de Janeiro de 2026, 17:18
Passageiros podem embarcar com baterias de até 100 Wh (imagem: divulgação/Grupo Lufthansa)
Resumo
  • Grupo Lufthansa proibiu o uso de power banks em voos por segurança, afetando todas as suas companhias aéreas.
  • Power banks devem ficar ao alcance do passageiro, não podem ser despachados e há limite de duas unidades por pessoa.
  • Outras companhias, como Air China e Emirates, têm regras semelhantes, restringindo o uso de power banks durante o voo.

A partir desta quinta-feira (15/01), o Grupo Lufthansa adota uma nova política de segurança para o transporte de baterias portáteis — os populares power banks. A medida proíbe o uso do acessório para recarregar smartphones, tablets ou laptops durante o voo, e vale para todas as companhias aéreas do conglomerado.

Além da própria alemã Lufthansa, integram a holding as companhias SWISS (Suíça), Austrian Airlines (Áustria), Brussels Airlines (Bélgica), Air Dolomiti (Itália), ITA Airways (Itália) e Eurowings (Alemanha). A nova regulamentação altera a logística dentro da cabine: os dispositivos não podem mais ser guardados nos compartimentos superiores (overhead bins).

Agora, eles devem permanecer ao alcance físico ou visual do passageiro durante todo o trajeto, seja no bolso do assento à frente, junto ao corpo ou em uma bagagem de mão posicionada embaixo do assento.

Segundo o comunicado, o objetivo é evitar que uma bateria superaquecida passe despercebida dentro de uma mala fechada no bagageiro. No começo da semana, noticiamos aqui no Tecnoblog o caso de um power bank que emitiu fumaça com gases tóxicos durante um voo.

Pelas novas regras, cada passageiro está limitado a levar no máximo duas baterias portáteis, e o despacho desses itens na bagagem de porão segue estritamente proibido. A decisão alinha os protocolos da empresa às recomendações mais recentes de autoridades internacionais, como a EASA (Europa) e a FAA (EUA), visando reduzir riscos de incêndio e garantir uma resposta rápida da tripulação em caso de incidentes.

Qual o risco das baterias externas durante o voo?

Assim como na Emirates, passageiros não poderão usar ou recarregar power banks a bordo (imagem: reprodução/Emirates)

A principal preocupação técnica é o fenômeno conhecido como “fuga térmica”. Esse processo ocorre quando as células de uma bateria de lítio entram em colapso devido a defeitos, danos físicos, curto-circuitos ou temperaturas extremas.

Quando a fuga térmica acontece, a bateria libera uma quantidade significativa de energia em segundos, gerando calor intenso, gases tóxicos e chamas. O fogo resultante é quimicamente complexo e difícil de ser extinto com os agentes convencionais disponíveis a bordo.

Ao proibir o uso durante o voo, a companhia elimina dois fatores de estresse para o componente: o calor gerado pela transferência de energia e o risco de sobrecarga. Além disso, a obrigatoriedade de manter o dispositivo próximo ao passageiro tem uma função estratégica: qualquer anomalia, como fumaça ou aquecimento, é percebida quase imediatamente.

Especificações e exceções

A nova política estabelece critérios técnicos claros para o embarque:

  • Até 100 Wh: permitido sem necessidade de aviso prévio (limite de duas por pessoa);
  • Entre 100 Wh e 160 Wh: o passageiro deve solicitar aprovação prévia da companhia aérea antes do embarque;
  • Acima de 160 Wh: proibido tanto na cabine quanto no porão.

Vale ressaltar que as mesmas regras de armazenamento e proibição de recarga se aplicam aos cigarros eletrônicos (vapes). Contudo, há uma exceção importante: dispositivos médicos essenciais que dependem de baterias externas continuam autorizados a funcionar durante o voo, sujeitos a verificação.

Outras companhias aéreas já fizeram o mesmo

Aeronave Airbus A380 da Emirates em voo, com o trem de pouso acionado, vista de baixo contra um céu azul.
Air China e Emirates também possuem restrições severas (imagem: divulgação/Emirates)

O movimento do Grupo Lufthansa não é isolado. Outras grandes empresas já possuem regras semelhantes ou até mais restritivas. A Air China, por exemplo, proíbe o uso de power banks durante todo o voo e é rígida na inspeção: exige que os dispositivos tenham a capacidade e voltagem claramente impressas na carcaça, sob pena de confisco.

A Emirates também veta o despacho e restringe o uso conectado durante etapas críticas do voo (decolagem e pouso). Na Europa, a TAP Air Portugal segue a linha de proibir o despacho e limitar a potência das baterias de mão.

Companhias aéreas proíbem uso de power banks em voos

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