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Apple cancela o Mac Pro, que poderia custar até R$ 688 mil

27 de Março de 2026, 09:27
Apple Pro Display XDR, um monitor com painel IPS e profundidade de cor de 10 bits (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Apple Pro Display XDR ao lado de um Mac Pro (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple descontinuou o Mac Pro, modelo lançado em 2019 com processador Intel Xeon de 28 núcleos e até 1,5 TB de RAM;
  • Mac Pro foi atualizado em 2021 com novas GPUs AMD e em 2023 com o chip Apple Silicon M2 Ultra;
  • Apple pode focar no Mac Studio a partir de agora, que oferece chips M4 Max e M3 Ultra, com até 256 GB de RAM.

Reparou que faz tempo que o Mac Pro não ganha o noticiário? Quem achava que isso era o prenúncio do fim da linha, acertou: o modelo direcionado a atividades profissionais foi descontinuado pela Apple nesta semana, razão pela qual já não aparece no site da companhia.

O até então atual Mac Pro foi lançado em 2019 com um visual sofisticado, mas que o fez virar “meme”: houve quem comparasse o modelo a um ralador de queijo por conta dos furos em seu gabinete.

Piadas à parte, o Mac Pro tinha um hardware deveras poderoso para a época (e até para os dias atuais), que incluía um processador Intel Xeon de 28 núcleos e até 1,5 TB de RAM. Não por acaso, o Mac Pro foi lançado no Brasil com preços variando entre R$ 55.999 e R$ 438.399.

O Mac Pro passou por uma atualização em 2021 que levou novas GPUs AMD ao modelo e elevou seus preços para até R$ 687.599 no Brasil. Em 2023, o modelo foi atualizado para receber um chip Apple Silicon, o M2 Ultra.

Parou por aí. O Mac Pro ficou sem atualizações relevantes desde então. Intervalos longos como esse sugerem que o equipamento iria passar por uma grande atualização ou ser descontinuado. A Apple acabou seguindo pelo segundo caminho. Se você entrar na página do Mac Pro agora, será redirecionado à página de toda a linha Mac.

Apple Mac Pro (2019) e Pro Display XDR
O Mac Pro lançado em 2019 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Por que a Apple descontinuou o Mac Pro?

A Apple não explicou o motivo da decisão, até porque esta foi uma descontinuação “silenciosa”. Mas é de se presumir, porém, que a companhia pretende direcionar seus esforços ao Mac Studio no segmento profissional.

O Mac Studio tem menos poder de fogo em relação ao Mac Pro, mas é muito mais compacto e ainda consegue oferecer recursos suficientes para atividades profissionais exigentes, que envolvem edição de imagens ou produção de vídeo 3D, por exemplo.

Atualmente, o Mac Studio pode ser equipado com um chip M4 Max e de 36 GB a 256 GB de memória RAM. Outra versão inclui um chip M3 Ultra com algo entre 96 GB e 256 GB de RAM. Por motivos não esclarecidos, a Apple descontinuou a expansão de 512 GB de RAM do Mac Studio.

Apple cancela o Mac Pro, que poderia custar até R$ 688 mil

Apple Pro Display XDR, um monitor com painel IPS e profundidade de cor de 10 bits (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

19 de Fevereiro de 2026, 10:06
Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple iniciou alertas no macOS 26.4 Beta sobre o fim do Rosetta 2, indicando incompatibilidades futuras para aplicativos da era Intel.
  • O encerramento definitivo do Rosetta 2 está previsto para o macOS 28, enquanto a maioria dos desenvolvedores já migrou para versões nativas ou universais.
  • A estratégia da Apple visa dar tempo para adaptação, com o Rosetta 2 ainda ativo, mas com a necessidade de adaptação dos desenvolvedores à arquitetura Arm.

A Apple deu mais um sinal de que a transição para seus chips próprios entrou na reta final. Usuários que ainda dependem de aplicativos desenvolvidos para processadores Intel começaram a ver alertas sobre possíveis incompatibilidades futuras nas versões beta mais recentes do sistema.

Os avisos surgiram no macOS 26.4 Beta e funcionam como um lembrete: softwares que não foram adaptados à arquitetura Arm terão suporte temporário. O encerramento definitivo do Rosetta 2, ferramenta que permite rodar apps antigos nos Macs com Apple Silicon, está previsto apenas para o macOS 28, esperado para o próximo ano.

Por que a Apple está mostrando esses alertas agora?

O Rosetta 2 foi peça-chave na mudança dos Macs com processadores x86 para os chips próprios da Apple, como M1, M2 e seus sucessores. Assim como ocorreu na transição do PowerPC para o Intel anos atrás, a empresa optou por um período de convivência entre tecnologias para evitar rupturas bruscas.

Com a maioria dos desenvolvedores já tendo migrado seus aplicativos para versões nativas ou universais, a Apple entende que o ecossistema está maduro o suficiente para avançar. No macOS 26.4, ao abrir um aplicativo que depende exclusivamente do Rosetta 2, o usuário passa a receber uma notificação com orientações sobre como identificar alternativas compatíveis ou versões atualizadas.

A estratégia não é nova. Em versões anteriores do sistema, a Apple adotou o mesmo método ao preparar o fim dos apps de 32 bits, exibindo avisos durante anos antes de remover o suporte por completo. O objetivo é dar tempo para adaptação, sem cortar funcionalidades de forma imediata.

iOS 26 em execução em diferentes modelos de iPhone (imagem: reprodução/Apple)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Na prática, nada deixa de funcionar agora. O Rosetta 2 continua ativo e permitindo a execução de aplicativos antigos, com exceções pontuais previstas apenas para jogos específicos no futuro. A mudança é mais informativa do que técnica, ao menos por enquanto.

Para usuários, o alerta serve como um sinal de atenção. Quem depende de softwares legados, especialmente ferramentas profissionais que não recebem atualizações frequentes, pode precisar planejar alternativas ou atualizar fluxos de trabalho.

Já para desenvolvedores, a mensagem é direta: o tempo extra concedido pela Apple está chegando ao fim. Adaptar aplicativos à arquitetura Arm não é mais uma recomendação, mas uma exigência para garantir compatibilidade a médio prazo.

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)

Versões beta dos sistemas da Apple já mostram mudanças em teste (imagem: reprodução/Apple)

Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro Linux para fãs do macOS

23 de Dezembro de 2025, 15:12
Captura da tela principal do Elementary OS 8.1
Tela principal do Elementary OS (imagem: divulgação/Elementary)
Resumo
  • O Elementary OS 8.1, inspirado no macOS, agora adota a Secure Session como padrão, usa Wayland e redesenha janelas de autenticação.
  • A atualização da distro Linux lançada em 2024 também melhora multitarefa, AppCenter e adiciona suporte a Arm64 e processadores Intel Lunar Lake.
  • Mais de 1.100 falhas foram corrigidas, e o sistema está disponível para download no modelo “pague o quanto quiser”.

Após mais de um ano desde o último grande lançamento, o Elementary OS 8.1 foi disponibilizado ao público com uma série de melhorias. A distribuição, inspirada no macOS, usa kernel Linux 6.14 e traz novos recursos, ajustes visuais e um pacote robusto de correções relatadas pela comunidade.

A atualização também aprofunda metas traçadas no Elementary OS 8, lançado em novembro de 2024, ao adotar tecnologias mais modernas e reforçar o suporte a diferentes tipos de dispositivos.

Entre os destaques estão a adoção da sessão segura como padrão, avanços em multitarefa, melhorias no AppCenter e uma base técnica atualizada com kernel e drivers mais recentes.

O que o Elementary OS 8.1 tem de novo?

A principal mudança estrutural está na adoção da Secure Session como sessão padrão do sistema. Ela utiliza o Wayland, mecanismo de composição mais moderno e seguro. Contudo, usuários ainda podem optar pela sessão clássica.

As janelas de autenticação também foram redesenhadas, com o restante da tela escurecido durante o uso, em uma experiência semelhante à de sistemas mais recentes do mercado. Além disso, a atualização inclui:

  • Multitarefa ajustada, com o Dock agora exibindo aplicativos em segundo plano;
  • Novo ícone para acesso à visualização de áreas de trabalho;
  • Opção de cantos ativos mesmo com aplicativos em tela cheia;
  • AppCenter agora mostra avaliações do ODRS, capturas de tela específicas do Elementary e suporte a complementos de aplicativos, além de ajustes na forma como apps gratuitos são exibidos.
Imagem mostra um 8.1, sinalizando para a nova versão da distro Linux Elementary OS
Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro que lembra o macOS (imagem: divulgação/Elementary)

Mais avanços técnicos

A nova versão adota a pilha de habilitação de hardware LTS mais recente do Ubuntu, incluindo o já citado kernel Linux 6.14 e a biblioteca gráfica Mesa 25.

Isso resulta em melhor desempenho, menor consumo de energia em certos chips AMD e Intel, novos recursos de segurança e suporte a processadores Intel Lunar Lake. Um dos avanços mais relevantes é o suporte a PCs Arm64 com firmware UEFI, incluindo Macs com Apple Silicon.

Em acessibilidade, o Elementary OS 8.1 amplia o suporte a leitores de tela, melhora o contraste de textos, adiciona opções como reduzir animações e permite pausar o agendamento do modo escuro. Há também novos aplicativos, como Monitor e Maps, além de atualizações em ferramentas nativas como Files, Terminal e Music.

Segundo a fundadora e CEO do projeto, Danielle Foré, o foco esteve em consolidar objetivos e responder às demandas dos usuários. “Com o OS 8.1, nos concentramos em cumprir os objetivos do lançamento do OS 8, melhorar o suporte aos seus dispositivos e atender ao feedback”, escreve. Ela afirma que mais de 1.100 relatos de problemas foram corrigidos.

O Elementary OS 8.1 está disponível no modelo “pague o quanto quiser” no site oficial do projeto.

Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro Linux para fãs do macOS

Tela principal do Elementary OS 8.1 (imagem: divulgação/Elementar)

Elementary OS 8.1 (imagem: divulgação/Elementar)

Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas

26 de Setembro de 2025, 13:14
Arte com o logotipo da Intel ao centro, em fonte de cor branca, e o fundo em cor azul.
Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Intel estaria buscando parceria com a Apple após fechar acordos com a Nvidia e a SoftBank;

  • É improvável que a Apple volte a usar processadores Intel no Macs; novo acordo poderia envolver o desenvolvimento de tecnologias específicas;

  • Segundo as fontes, conversas estão em fase inicial.

É possível que a crise que a Intel enfrenta seja encerrada por conta das parcerias que a companhia tem fechado. Uma delas, recente, envolve a Nvidia. Outra pode ser anunciada em algum momento: um acordo que faria Intel e Apple voltarem a trabalhar juntas por meio de um investimento desta última.

A Bloomberg afirma ter ouvido fontes próximas ao assunto que relatam que Intel e Apple estariam explorando formas de estreitar as relações entre ambas as companhias, que esfriaram depois que a linha Mac passou a ser equipada com chips Apple Silicon, de arquitetura Arm. Até então, os Macs eram equipados com processadores Intel, de arquitetura x86.

Como a linha Mac é renomada no mundo todo, a mudança para Apple Silicon fez a Intel perder uma parceria importante, que pode inclusive ter contribuído para a crise que a companhia enfrenta atualmente.

Mas, se um novo acordo sair, o efeito poderá ser o contrário: a Apple ajudaria a Intel a sair da crise, em alguma medida.

Como seria a parceria entre Intel e Apple?

É improvável que a Intel volte a fornecer processadores para a linha Mac. Em termos de eficiência energética e desempenho geral, os chips M1, M2, M3 e, mais recentemente, M4, têm agradado aos usuários e à própria Apple. Além disso, ao desenvolver os próprios chips, a Apple aumenta o controle sobre o seu ecossistema.

Contudo, os Macs atuais utilizam tecnologias cujo desenvolvimento tiveram participação direta ou indireta da Intel, como DisplayPort, PCI Express e USB. Nesse sentido, o Tom’s Hardware destaca que os controladores Thunderbolt 5 do MacBook Pro atual foram desenvolvidos pela Apple, mas certificados pela Intel.

É de se imaginar, então, que uma eventual aproximação entre Intel e Apple envolveria o desenvolvimento ou aprimoramento de tecnologias específicas.

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
MacBook Pro (2020) com chip Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Intel já tem apoio da Qualcomm e SoftBank

De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, as conversas entre Intel e Apple estão em fase inicial. É possível até que, no fim das contas, nenhuma parceria surja por meio da aproximação entre ambas.

Pesa a favor o fato de a Intel ter tido sorte nesses acordos. Em agosto, a SoftBank concordou em investir US$ 2 bilhões na Intel. Neste mês de setembro, a Nvidia concordou em investir US$ 5 bilhões na Intel, parceria que deverá resultar no desenvolvimento de chips com CPU x86 e GPU RTX.

Levemos em conta ainda que, novamente em agosto, o governo dos Estados Unidos assumiu quase 10% do controle da Intel, e isso também pode ter algum peso positivo no estabelecimento de parcerias da companhia com outros grupos americanos.

Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas

Intel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
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