TIM decreta fim do zero rating de redes sociais nos planos controle (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A TIM liberou a transferência de eSIM entre Android e iPhone.
A operadora é a primeira da América do Sul a oferecer essa solução.
A função está disponível para iPhones (desde o iOS 16.5) e telefones da Motorola.
Trocou de celular? Não tem problema: a TIM liberou a ferramenta para transferir o eSIM entre Android e iPhone. Até agora, as operadoras brasileiras ofereciam opções mais limitadas, como de iPhone antigo para um novo, ou de Android velho para u mais moderno.
Nós avistamos a página oficial dedicada ao assunto. Em resposta exclusiva ao Tecnoblog, a TIM confirmou a novidade e explicou que ela dá mais autonomia para os consumidores. Ela é a primeira operadora da América do Sul com a tecnologia.
Por enquanto, a função está disponível para iPhones (de várias gerações, desde que tenham iOS 26.5) e telefones da Motorola, em ambos os sentidos de troca. A TIM utilizou o Entitlement Server como plataforma orquestradora para habilitar o uso, a partir de padrões determinados pela GSMA no Android, e uma especificação proprietária da Apple suportada pelos iPhones.
O processo leva poucos minutos. Os aparelhos precisam estar próximos e é exibido um PIN para confirmar a transferência. Ao contrário de outras prestadoras, não é preciso fazer biometria para concluir o procedimento.
A novidade envolve somente duas marcas de celular. A TIM nos explicou que outras fabricantes devem adotar a solução com o passar do tempo, mas nenhum prazo foi divulgado. O lançamento envolveu um trabalho conjunto de diferentes áreas, com os principais players globais de sistemas operacionais.
OpenAI e Sur Energy construirão data center focado em IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI e Sur Energy construirão um data center de 500 MW na Patagônia (Argentina), parte do projeto Stargate, com investimento entre US$ 20 e US$ 25 bilhões.
O centro usará energia renovável e infraestrutura local, aproveitando incentivos fiscais e aduaneiros do governo argentino.
A primeira fase, com 100 MW, deve entrar em operação até o fim de 2027.
A OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou uma parceria com a empresa de energia Sur Energy para a instalação de um grande data center na América do Sul. Focado em inteligência artificial, o projeto prevê uma infraestrutura com capacidade de 500 megawatts na região da Patagônia argentina.
A iniciativa faz parte do programa global Stargate, que busca criar infraestrutura de IA soberana em diferentes países. O projeto foi apresentado nesta quinta-feira (09/10) ao presidente argentino, Javier Milei. O investimento estimado será entre US$ 20 e US$ 25 bilhões.
O programa Stargate começou nos Estados Unidos em janeiro, mas já firmou acordos semelhantes com Reino Unido, Alemanha, Japão e Coreia do Sul. A Argentina é o primeiro país da América Latina a entrar na rede. Para Sam Altman, a expansão se trata de “colocar a inteligência artificial nas mãos das pessoas de toda a Argentina”.
Data center pensado para IA
Diferente de data centers tradicionais, o projeto é específico para altas demandas de processamento de inteligência artificial. O modelo de negócio consiste em uma joint venture entre a Sur Energy e um desenvolvedor de infraestrutura em nuvem, com a OpenAI se comprometendo a comprar a capacidade de computação gerada.
O objetivo é utilizar essa capacidade para impulsionar o desenvolvimento de uma nova economia digital no país, com tecnologia local. O jornal argentino La Nación reporta que o projeto busca adesão ao Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI) do governo local, que oferece benefícios fiscais e aduaneiros.
Por que a Argentina?
Empresas visam aproveitar vantagens ambientais da região (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo as empresas, a escolha da Patagônia envolve uma combinação de fatores técnicos e estratégicos. Entre eles:
Energia Renovável: a região possui grande disponibilidade de energia hidrelétrica, eólica e solar.
Infraestrutura: proximidade com linhas de alta tensão, subestações e anéis de fibra óptica que conectam os oceanos Atlântico e Pacífico.
Recursos Naturais: acesso a água fria, essencial para os sistemas de resfriamento de um data center de alta densidade.
Capital Humano: a OpenAI destacou a alta adoção de suas ferramentas no país. Segundo a empresa, um em cada três adultos argentinos usa o ChatGPT regularmente.
A joint venture construirá o data center em uma área de cinco a sete hectares e deve começar as obras em 2026. A primeira fase, com 100 MW de capacidade, tem previsão para entrar em operação até o final de 2027. O objetivo é escalar progressivamente até atingir a capacidade total.
“Este será, provavelmente, o maior centro de dados que já se construiu na América Latina”, afirmou Emiliano Kargieman, sócio da Sur Energy, ao La Nación.
Apesar de não ter entrado no projeto Stargate da OpenAI, o Brasil tem alguns planos de infraestrutura para data centers em discussão. Em agosto, a prefeitura do Rio de Janeiro apresentou o projeto Rio AI City, com previsão de US$ 65 bilhões em investimento para a construção de um mega campus na Zona Oeste do Rio.
A primeira fase, com capacidade de 1,5 GW, deve ser entregue até 2027. A ideia é transformar a cidade em um polo de IA até a próxima década.