S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Galaxy S26 teve um aumento de 20% nas vendas em relação ao Galaxy S25 nos primeiros cinco dias de pré-venda na América Latina.
No México, o maior interesse se concentrou na versão Ultra do Galaxy S26.
Já no Brasil, as vendas do Galaxy S26 estão estáveis em comparação a 2025.
A Samsung comemora o interesse pelo Galaxy S26: há uma alta de 20% em relação ao Galaxy S25 nos primeiros cinco dias de pré-venda, segundo revelou o presidente e CEO na região, HS Joo, numa conversa com o Tecnoblog. A nova linha de celulares está em pré-venda desde 25 de fevereiro.
Ainda de acordo com HS, o maior apetite foi registrado no México, onde a versão Ultra vai muito bem. O resultado no Brasil está similar ao do ano passado. O executivo não revelou números absolutos (como já é de praxe).
Os preços da nova geração ficam em R$ 7.499 (base), R$ 9.199 (Plus) e R$ 11.499 (Ultra). No país, as entregas estão marcadas para 20 de março.
As declarações de HS Joo ocorreram durante uma visita ao estande da Samsung na principal feira de telecomunicações, a MWC, que acontece em Barcelona. A gigante sul-coreana destaca o cancelamento ativo de ruído do recém-lançado Galaxy Buds 4 Pro, as inovações do dispositivo de realidade virtual Galaxy XR e a segurança digital do Knox, além da própria linha S26.
Shein enfrentou dificuldades na fabricação no Brasil devido a custos altos e infraestrutura inadequada.
Parceiros comerciais desistiram por não conseguirem atender às exigências de preços baixos e prazos curtos.
A Shein adotará uma abordagem mais seletiva, mantendo o Brasil como seu segundo maior mercado fora dos EUA.
O projeto da Shein de transformar o Brasil em um de seus principais polos de produção na América Latina vem enfrentando dificuldades com as confecções nacionais. A empresa chinesa, famosa pelas roupas de baixo custo, esbarra na desistência de parceiros comerciais, que alegam ser impossível acompanhar os custos baixos e os prazos que são exigidos.
Diante do cenário, a própria Shein reconheceu que a estratégia de nacionalização “não saiu como o planejado”. Em comunicado à Reuters, a companhia afirmou que a produção no país “exigiu tempo para amadurecer” e que, devido às diferenças na infraestrutura industrial brasileira em comparação à chinesa, o progresso tem sido “mais lento” do que o previsto.
Preços muito baixos
Segundo apuração da agência, que entrevistou donos de confecções e líderes sindicais, o modelo de negócios da varejista — baseado em fast-fashion — não se fez viável com a estrutura de custos do Brasil. Para os industriais brasileiros, a conta não fecha.
Um empresário do Rio Grande do Norte, ouvido pela Reuters, conta que a Shein exigiu reduções drásticas nos valores de atacado após os primeiros pedidos. A plataforma teria solicitado que o preço de uma saia e de uma jaqueta, por exemplo, caísse, respectivamente, de R$ 50 para R$ 38 e de R$ 65 para R$ 45.
“O plano era crescer. Mas, para nós, aqui no Nordeste, não era viável”, afirmou o empresário, que encerrou a parceria. Outros dois executivos não identificados confirmaram que a produção local não atingiu as metas inicialmente estabelecidas pela Shein.
Falta de integração entre fábricas e fornecedores
Fábricas e fornecedores de materiais não repetem integração do modelo chinês (imagem: divulgação/Shein)
Além da pressão nos preços, a logística é incomparável com a rede integrada de 7 mil fábricas chinesas próximas a fornecedores de materiais, como botões e zíperes. Por aqui, a dispersão geográfica e as leis trabalhistas mais rígidas dificultam a réplica do modelo chinês.
“Trabalhar no Brasil é diferente da China”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. “Lamento que não tenha dado certo”, completou.
Quando a Shein começou a operar no Brasil?
A Shein havia prometido, em 2023, investir no país cerca de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 787 milhões) para gerar 100 mil empregos até 2026, uma movimentação estratégica que ganhou força em 2024 após a implementação da taxa de 20% sobre importações de até US$ 50, a popular “taxa das blusinhas”. O objetivo era nacionalizar 85% das vendas locais.
Ao final do primeiro ano de operação, a empresa havia anunciado parcerias com 336 fábricas locais. Agora, com o revés na produção em massa, a empresa informou que adotará uma abordagem mais “seletiva”, focando em parcerias com as fábricas mais capacitadas.
Apesar das dificuldades fabris, o Brasil segue como o segundo maior mercado da companhia fora dos EUA, e o marketplace continua operando com “mais de 45 mil vendedores locais”, segundo a Shein.
TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)Resumo
TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.
O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.
A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.
Confira o ranking da América Latina
TikTok — 156 milhões de downloads
Temu — 128 milhões
ChatGPT — 123 milhões
Instagram — 83 milhões
Roblox — 72 milhões
Gemini — 67 milhões
Facebook — 64 milhões
WhatsApp — 62 milhões
Mercado Livre — 62 milhões
CapCut — 61 milhões
ReelShort — 60 milhões
DramaBox — 59 milhões
Seekee — 55 milhões
Shein — 55 milhões
Block Blast! — 51 milhões
Spotify — 47 milhões
Threads — 47 milhões
Telegram — 45 milhões
Free Fire — 45 milhões
Mercado Pago — 40 milhões
IA generativa no topo
ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.
É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.
Apenas dois apps latino-americanos no top 20
Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.
Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.
Ranking da Ookla mostra o Brasil isolado no topo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Brasil lidera a América Latina em velocidade de 5G, com média de 430,83 Mb/s, devido ao leilão de frequências da Anatel em 2021.
A disponibilidade de 100 MHz para operadoras como Claro, TIM e Vivo evita congestionamento e garante alta velocidade.
A neutralidade tecnológica do Brasil, permitindo fornecedores como Huawei, Ericsson e Nokia, facilita a modernização das redes.
O Brasil foi o país com a rede 5G mais rápida da América Latina no terceiro trimestre de 2025. Segundo o relatório recente da Ookla, baseado em dados do Speedtest, a velocidade média de download em território nacional atingiu a marca de 430,83 Mb/s, resultado que coloca o país à frente de todos os vizinhos regionais.
O avanço é atribuído ao modelo de leilão de frequências adotado pela Anatel em 2021. Vale recordar que o certame priorizou obrigações de infraestrutura e investimentos na expansão das redes de banda média (3,5 GHz), que oferecem o melhor equilíbrio entre alcance de sinal e capacidade de dados.
Por que o 5G brasileiro lidera?
A explicação passa por fatores como a agilidade regulatória. Enquanto alguns países ainda enfrentam dificuldades para liberar faixas de frequência, a Anatel disponibilizou grandes blocos de 100 MHz para as principais operadoras do país – Claro, TIM e Vivo.
O espectro funciona como as faixas de uma rodovia: quanto mais larga a “pista”, maior a largura de banda e mais dados conseguem trafegar ao mesmo tempo. No Brasil, o fato de as operadoras terem “pistas” de 100 MHz de largura evita o congestionamento da rede e garante que a informação flua sem gargalos, resultando em velocidades mais altas.
Velocidade média no país supera 430 Mb/s (imagem: reprodução/Ookla)
Além disso, o modelo de obrigações de investimento vinculou a concessão à conectividade de rodovias, escolas públicas e à limpeza da faixa de 3,5 GHz (antes ocupada por antenas parabólicas) para evitar interferências.
O estudo da Ookla indica que essa estratégia tem surtido efeito: 38,5% dos usuários de 5G no Brasil passam a maioria do tempo conectados à rede de quinta geração, a maior taxa de disponibilidade entre os grandes mercados da região.
Outro pilar dessa liderança foi a neutralidade tecnológica. O Brasil optou por não banir fornecedores específicos, permitindo que as operadoras utilizassem equipamentos da chinesa Huawei, da sueca Ericsson e da finlandesa Nokia. Essa diversidade na cadeia de suprimentos facilitou a modernização das redes, sem atrasos críticos ou custos elevados que afetaram mercados com restrições geopolíticas.
Ranking de operadoras na região
No Brasil, o trio principal consegue manter uma média que impulsiona o índice nacional para cima.
Operadora
País
Download médio
Claro
Brasil
400 Mb/s
Vivo
Brasil
400 Mb/s
TIM
Brasil
400 Mb/s
Personal
Argentina
300 Mb/s
Antel
Uruguai
300 Mb/s
E o “5G puro”?
A transição para o chamado “5G puro” (Standalone ou SA) ainda é um desafio na América Latina. Diferente da versão Não-Autônoma (NSA), que utiliza o núcleo de rede do 4G para funcionar, o 5G SA opera de forma independente, oferecendo latência baixíssima. No Brasil, embora a tecnologia já esteja disponível, apenas 1,6% das conexões utilizam o padrão até aqui. Porto Rico lidera neste quesito, com 41,1%, impulsionado pela infraestrutura da T-Mobile.
Paralelamente, o Acesso Fixo Sem Fio (FWA) começa a ganhar força como alternativa à fibra óptica. A tecnologia permite entregar internet banda larga residencial através do sinal 5G. No Brasil, a Claro lançou planos com velocidades de até 1 Gb/s, enquanto a Vivo comercializa franquias de até 200 GB mensais. Operadoras regionais, como a Brisanet, também investem na modalidade.
Apesar da liderança brasileira, o cenário regional ainda é de amadurecimento. A GSMA Intelligence projeta que o 5G alcançará 50% das conexões totais na América Latina apenas em 2030, totalizando cerca de 410 milhões de acessos.
Falha força Netflix a rodar em baixa resolução (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)Resumo
Galaxy A34 enfrenta problemas de streaming em HD após atualização de segurança de setembro de 2025.
Segundo o relato de usuários, o bug afeta a resolução ao conectar fones de ouvido com fio, reduzindo a qualidade de vídeo de apps como a Netflix.
O problema parece estar ligado ao conflito entre o chipset MediaTek e o sistema DRM Widevine, que rebaixa a segurança para o nível L3 ao usar a porta USB-C.
Usuários do Galaxy A34 no Brasil e outros países da América Latina estão reclamando da queda na qualidade de streaming em HD após uma atualização de software. O problema ocorre ao conectar fones de ouvido ou adaptadores na porta USB-C, o que faz serviços como a Netflix interromperem a reprodução em alta definição.
A falha afeta o modelo SM-A346M após a instalação do pacote de segurança de setembro de 2025 (firmware A346MUBUBEYI7). Segundo os relatos, a imagem fica pixelada imediatamente após a conexão de acessórios com fio, independentemente da velocidade ou da qualidade da internet, mas ao usar fones Bluetooth, o streaming volta para a alta definição.
Por que a falha acontece?
Galaxy A34 perde qualidade de vídeo ao conectar fones com fio (imagem: divulgação/Samsung)
De acordo com o Gizmochina, tudo indica que a raiz do problema está no sistema de gerenciamento de direitos digitais (DRM) Widevine. Investigações preliminares e registros técnicos no GitHub sugerem um conflito de drivers entre a descriptografia de hardware do padrão Widevine L1 — necessária para streaming em HD e Full HD — e o roteamento de áudio via USB-C.
O chipset MediaTek, que equipa o Galaxy A34, parece falhar no processo de verificação (handshake) quando a porta física está em uso para áudio. O Widevine é um componente crítico utilizado por serviços como Netflix, Disney+ e Prime Video para proteger conteúdos contra pirataria.
Enquanto o nível L1 utiliza segurança via hardware para liberar resoluções 720p ou superiores, o nível L3 depende de software.
Como resultado dessa falha de comunicação, o sistema não consegue validar a certificação L1 e rebaixa a segurança para o nível Widevine L3. Na prática, isso restringe a reprodução a resoluções como 480p ou 540p. Problemas similares de certificação já foram documentados em outros aparelhos com processadores da MediaTek.
Sem previsão de correção
Até o momento, não há uma solução definitiva ou previsão oficial de correção. Como o erro envolve certificação de segurança e drivers de hardware, a resolução depende exclusivamente de uma nova atualização de firmware enviada pela fabricante.
O Tecnoblog entrou em contato com a equipe de comunicação da Samsung. Este texto será atualizado quando recebermos uma resposta.
Enquanto a correção não chega, a única solução paliativa é evitar fones com fio ao assistir a vídeos ou optar por dispositivos Bluetooth. A recomendação é que os usuários afetados enviem relatórios de erro através do aplicativo Samsung Members para auxiliar a equipe de desenvolvimento a identificar e priorizar o reparo.
Starlink supera demais empresas de satélite na América Latina (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Starlink lidera média de taxas de download na América Latina, segundo levantamento da Ookla;
Na sequência da lista, aparecem Viasat e HughesNet;
No Brasil, Starlink perde para a média da banda larga fixa, mas mantém desempenho alto dentro da categoria de satélites.
A Starlink não é o único provedor de acesso à internet disponível na América Latina, mas é, de longe, o que apresenta as taxas de download mais elevadas na região. É o que revela um levantamento feito pela Ookla, empresa que está por trás de serviços como o Speedtest (mede a velocidade de conexões à internet).
Com base em medições realizadas durante o terceiro trimestre de 2025, a Ookla constatou que a empresa liderada por Elon Musk alcançou uma taxa média de download de 82,54 Mb/s (megabits por segundo) na América Latina. Viasat e HughesNet completam o ranking:
Starlink: 82,54 Mb/s
Viasat: 32,73 Mb/s
HughesNet: 15,93 Mb/s
A diferença da Starlink em relação ao segundo e ao terceiro colocado é expressiva, mas é importante enfatizar que essas empresas operam com tecnologias distintas entre si.
Enquanto a Starlink trabalha com uma grande rede de pequenos satélites de órbita baixa (cerca de 550 km em relação à Terra), Viasat e HughesNet atuam com satélites maiores e de órbita geoestacionária (cerca de 36.000 km em relação à Terra). O número de satélites de cada empresa e suas respectivas altitudes de operação influenciam em parâmetros como taxa de download e latência.
Em alguns mercados, a exemplo da República Dominicana, a taxa média de download da Starlink superou as velocidades registradas por provedores de internet fixa (como os que oferecem planos de fibra óptica). Em outros, esse cenário se inverte.
No Brasil, por exemplo, a Starlink registrou taxa média de download de 109,98 Mb/s no terceiro trimestre de 2025, enquanto provedores de internet fixa obtiveram taxa média de 210,81 Mb/s no período.
A Ookla observa que, em linhas gerais, as taxas de download da Starlink diminuíram nos meses posteriores ao lançamento de seus serviços em cada mercado. Trata-se de um efeito do aumento progressivo do número de clientes da empresa, que faz a sua rede ter mais usuários ao mesmo tempo.
Novamente usando o Brasil como exemplo, a Starlink estreou no país em janeiro de 2022, quando, então, as medições da Ookla registraram uma média de 173,22 Mb/s no download. Houve um declínio, portanto. Apesar disso, uma média superior a 100 Mb/s é muito interessante para um serviço de acesso à internet baseado em satélites.
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/Starlink)
Quanto custa a Starlink no Brasil?
Atualmente, o serviço de acesso à internet da Starlink no Brasil custa a partir de R$ 236 por mês para uso residencial. Esse plano pode ser contratado com a antena Starlink Mini, que sai por R$ 799 à vista, ou por meio do kit com antena padrão, com preço de R$ 1.680.
Já os planos Viagem custam R$ 315 por mês na opção com franquia de 50 GB, ou R$ 576 mensais na modalidade sem limite de dados.
Pacote padrão do Meli+ perde canais da ESPN (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O plano Meli+ Total do Mercado Livre terá redução de preço de R$ 24,90 para R$ 19,90 a partir de 11 de dezembro.
A redução de preço está ligada à remoção dos canais ESPN da assinatura.
A mudança afeta assinantes no Brasil e em outros países da América Latina.
Os assinantes do Mercado Livre vão perceber uma mudança importante a partir do próximo mês: o plano Meli+ Total ficará mais barato, passando de R$ 24,90 para R$ 19,90. A mudança tem a ver com o fim da oferta de conteúdo dos canais ESPN nesta modalidade. Ou seja, o cliente paga menos, mas também fica com menos conteúdo no streaming.
O Mercado Livre começou a comunicar a clientela sobre a modificação nos últimos dias. O email oficial explica que o novo Meli+ Total passa a valer em 11 de dezembro. Os atuais assinantes serão automaticamente migrados para as condições atualizadas.
A mudança corre não apenas no Brasil, mas também em outros países da América Latina, e tem a ver com o posicionamento mais recente da Disney no mundo todo. A companhia optou por, aos poucos, descolar o conteúdo esportivo da ESPN – em especial os canais ao vivo – da modalidade padrão do Disney+.
Meli avisa sobre mudança no acesso ao Disney+ (imagem: reprodução)
No caso do Mercado Livre, os clientes podem optar pela assinatura do Meli+ combinado com o serviço Disney+ Premium. O custo, no entanto, é bem mais salgado: R$ 66,90 por mês.
O Tecnoblog tentou contato com o Mercado Livre nesta sexta-feira (21), mas não obteve resposta. O feriado pode ter impactado a rotina das equipes de comunicação. Este texto será atualizado quando a companhia se pronunciar.
OpenAI e Sur Energy construirão data center focado em IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI e Sur Energy construirão um data center de 500 MW na Patagônia (Argentina), parte do projeto Stargate, com investimento entre US$ 20 e US$ 25 bilhões.
O centro usará energia renovável e infraestrutura local, aproveitando incentivos fiscais e aduaneiros do governo argentino.
A primeira fase, com 100 MW, deve entrar em operação até o fim de 2027.
A OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou uma parceria com a empresa de energia Sur Energy para a instalação de um grande data center na América do Sul. Focado em inteligência artificial, o projeto prevê uma infraestrutura com capacidade de 500 megawatts na região da Patagônia argentina.
A iniciativa faz parte do programa global Stargate, que busca criar infraestrutura de IA soberana em diferentes países. O projeto foi apresentado nesta quinta-feira (09/10) ao presidente argentino, Javier Milei. O investimento estimado será entre US$ 20 e US$ 25 bilhões.
O programa Stargate começou nos Estados Unidos em janeiro, mas já firmou acordos semelhantes com Reino Unido, Alemanha, Japão e Coreia do Sul. A Argentina é o primeiro país da América Latina a entrar na rede. Para Sam Altman, a expansão se trata de “colocar a inteligência artificial nas mãos das pessoas de toda a Argentina”.
Data center pensado para IA
Diferente de data centers tradicionais, o projeto é específico para altas demandas de processamento de inteligência artificial. O modelo de negócio consiste em uma joint venture entre a Sur Energy e um desenvolvedor de infraestrutura em nuvem, com a OpenAI se comprometendo a comprar a capacidade de computação gerada.
O objetivo é utilizar essa capacidade para impulsionar o desenvolvimento de uma nova economia digital no país, com tecnologia local. O jornal argentino La Nación reporta que o projeto busca adesão ao Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI) do governo local, que oferece benefícios fiscais e aduaneiros.
Por que a Argentina?
Empresas visam aproveitar vantagens ambientais da região (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo as empresas, a escolha da Patagônia envolve uma combinação de fatores técnicos e estratégicos. Entre eles:
Energia Renovável: a região possui grande disponibilidade de energia hidrelétrica, eólica e solar.
Infraestrutura: proximidade com linhas de alta tensão, subestações e anéis de fibra óptica que conectam os oceanos Atlântico e Pacífico.
Recursos Naturais: acesso a água fria, essencial para os sistemas de resfriamento de um data center de alta densidade.
Capital Humano: a OpenAI destacou a alta adoção de suas ferramentas no país. Segundo a empresa, um em cada três adultos argentinos usa o ChatGPT regularmente.
A joint venture construirá o data center em uma área de cinco a sete hectares e deve começar as obras em 2026. A primeira fase, com 100 MW de capacidade, tem previsão para entrar em operação até o final de 2027. O objetivo é escalar progressivamente até atingir a capacidade total.
“Este será, provavelmente, o maior centro de dados que já se construiu na América Latina”, afirmou Emiliano Kargieman, sócio da Sur Energy, ao La Nación.
Apesar de não ter entrado no projeto Stargate da OpenAI, o Brasil tem alguns planos de infraestrutura para data centers em discussão. Em agosto, a prefeitura do Rio de Janeiro apresentou o projeto Rio AI City, com previsão de US$ 65 bilhões em investimento para a construção de um mega campus na Zona Oeste do Rio.
A primeira fase, com capacidade de 1,5 GW, deve ser entregue até 2027. A ideia é transformar a cidade em um polo de IA até a próxima década.
Disney+ abandona Star+ após quatro anos (imagem: divulgação/Disney)Resumo
A Disney substituirá o Star+ pelo Hulu no Brasil a partir de 8 de outubro, integrando o serviço ao Disney+.
O Hulu, lançado em 2007 nos EUA, passa a ser a marca global de entretenimento geral da Disney.
Séries e filmes do Star, incluindo produções da FX, 20th Century Studios e Searchlight Pictures, migrarão para o Hulu.
A Disney vai aposentar de vez o selo Star no Disney+. A partir de 8 de outubro, o catálogo passará a ser identificado pela marca Hulu, que assume o posto de hub de entretenimento geral dentro do serviço de streaming.
A mudança ocorrerá em todos os mercados internacionais, incluindo a América Latina. Com a alteração, todo o conteúdo de filmes e séries voltado para o público adulto, que hoje fica sob a aba “Star” dentro do Disney+, será reorganizado na nova seção Hulu.
A novidade segue o processo de reorganização dos serviços de streaming da Disney, que busca simplificar a oferta e fortalecer o Hulu como sua marca global de entretenimento. Agora, o Hulu aparece ao lado de selos como Pixar, Marvel e Star Wars.
O que é o Hulu?
Hulu deixa exclusividade nos EUA e passa a integrar o Disney+ (imagem: reprodução/Hulu)
Embora novo para o público brasileiro, o Hulu é um nome conhecido no mercado de streaming norte-americano. O serviço foi lançado em 2007 como uma joint venture entre grandes conglomerados de mídia, incluindo News Corp, NBC Universal e, posteriormente, a própria Disney.
Com a aquisição da 21st Century Fox em 2019, a Disney se tornou acionista majoritária do streaming e, no final de 2023, a empresa finalizou a compra das participações restantes que pertenciam à Comcast (dona da NBC Universal) e assumiu o controle total da plataforma.
Importante notar que algumas das séries de sucesso no Star são, na verdade, do Hulu: O Conto da Aia, The Bear, Only Murders in the Building e Dopesick, por exemplo, nasceram no selo antes exclusivo dos Estados Unidos e chegaram ao resto do mundo pelo Star+.
A nova seção Hulu no Disney+ herdará todo o catálogo já conhecido do Star, reunindo produções de estúdios como FX, 20th Century Studios e Searchlight Pictures. Entre os destaques que continuarão na plataforma estão Grey’s Anatomy, Alien: Earth, além de reality shows e documentários.
Star reunia conteúdo maduro da Disney
Star+ foi solução da Disney para mercados estrangeiros (imagem: reprodução/Disney)
A existência do Star+ em alguns mercados seguia a resistência da Disney em trazer, em seu streaming principal, conteúdos mais “maduros”. As produções que não se encaixavam na ideia “family friendly” do Disney+ iam para o Hulu (nos EUA) e, na América Latina, para o Star+ — reaproveitando o nome de um conglomerado indiano que possui participação da Disney.
O serviço só chegou em agosto de 2020, incluindo produções do antigo estúdio Fox e todo o conteúdo esportivo da ESPN. Já na Europa e Ásia, a Disney integrou o mesmo conteúdo em uma aba dentro do próprio Disney+, chamada Star, em fevereiro de 2021.
Mais de três anos depois, a Disney finalmente pensou o mesmo para o mercado latino-americano. Em junho de 2024, a companhia decidiu descontinuar o aplicativo Star+ e migrar toda a biblioteca para dentro do Disney+. A mudança, claro, ocorreu com aumento de preços. Agora, a marca Star deve sumir completamente.
Drone da Speedbird leva entregas do iFood (imagem: divulgação/iFood)Resumo
O iFood retomou entregas por drones no Brasil, com autorização inédita da ANAC para voos permanentes em áreas com circulação de pessoas.
O serviço vai recomeçar em Sergipe, operando diariamente com capacidade de até 280 pedidos por dia e até 5 kg por voo.
A modalidade é possível graças à parceria com a Speedbird Aero, responsável por logística de drones.
O iFood anunciou nesta quarta-feira (01/10) a retomada e ampliação de suas entregas por drones. A autorização, concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), é inédita no país e permite voos permanentes sobre áreas com circulação de pessoas.
Segundo a empresa, o serviço funcionará todos os dias da semana e poderá atender até 280 pedidos diários com um drone capaz de transportar até 5 kg. A retomada ocorre no estado de Sergipe, onde o iFood realizou testes com a tecnologia em 2021.
A iniciativa é considerada o primeiro projeto de logística multimodal com drones dedicado a entregas no Brasil e em toda a América Latina. As entregas são possíveis graças a uma parceria entre a plataforma de delivery e a Speedbird Aero, empresa responsável por logística de drones.
O projeto também chegou a ser testado em Campinas (SP) entre 2020 e 2021, com uma rota curta de 400 metros, mas acabou descontinuado pouco depois. Na época, foram realizadas cerca de 300 entregas por drone, em uma parceria com o Shopping Iguatemi e 20 restaurantes.
Com a retomada, o novo trajeto deve conectar, na fase inicial, o Shopping RioMar, em Aracaju (SE), a condomínios residenciais na Barra dos Coqueiros (SE). O percurso aéreo de menos de quatro quilômetros reduz um deslocamento que levaria cerca de uma hora por terra para menos de 30 minutos de voo.