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Dona do Speedtest e Downdetector é vendida por US$ 1,2 bilhão

5 de Março de 2026, 09:22
Imagem mostra o logo da Ookla ao centro, sobre um mapa mundi
Plataformas famosas por testar a conexão e “dedurar” quedas de serviços mudam de dono (imagem: reprodução)
Resumo
  • Accenture comprou a Ookla da Ziff Davis por US$ 1,2 bilhão para integrar dados de conectividade e otimizar infraestrutura de IA.
  • Operação das plataformas Speedtest e Downdetector permanece inalterada, mas dados dos testes integrarão o portfólio de inteligência da Accenture.
  • A aquisição também inclui Ekahau e RootMetrics, visando aprimorar prevenção de fraudes e otimizar tráfego no varejo.

A Accenture, empresa global de consultoria e serviços de TI, anunciou a compra da Ookla, companhia responsável pelas populares plataformas Speedtest e Downdetector. O acordo de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,3 bilhões) foi fechado em dinheiro com a Ziff Davis, atual proprietária das marcas.

Segundo o comunicado, a aquisição deve viabilizar a utilização dos dados globais de rede da Ookla para ajudar clientes corporativos e governamentais a expandir infraestruturas de inteligência artificial com segurança.

O que muda no Speedtest e Downdetector?

No curto prazo, a operação das plataformas permanece inalterada. Um porta-voz da consultoria confirmou ao site Ars Technica que a Accenture planeja administrar os negócios da Ookla “da mesma forma que operam hoje”. Isso significa que as ferramentas continuarão disponíveis gratuitamente para realizar testes de velocidade de internet e verificar o status de serviços online que estejam fora do ar.

Contudo, com a conclusão do negócio — que ainda depende de aprovação regulatória —, os dados agregados dos cerca de 250 milhões de testes mensais realizados pelo público passarão a integrar o portfólio de inteligência da Accenture. Além disso, os usuários estarão sujeitos às novas políticas de privacidade estabelecidas pela compradora.

Foco corporativo e expansão em IA

Imagem mostra um celular testando a velocidade da internet via Speedtest
Accenture planeja usar dados da Ookla para otimizar infraestrutura de IA e nuvem (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A transação vai além dos sites voltados ao consumidor final. O pacote inclui também o Ekahau, que oferece ferramentas para solucionar problemas e projetar redes Wi-Fi, e o RootMetrics, plataforma de monitoramento de desempenho de redes móveis. A consultoria utilizará as métricas de bilhões de amostras diárias para auxiliar provedores de nuvem e infraestruturas de IA.

Na prática, as aplicações envolvem aprimorar a prevenção de fraudes bancárias e otimizar o tráfego no varejo. Atualmente, os clientes corporativos dos serviços incluem plataformas de streaming, bancos e órgãos do setor público, como a Força Aérea e o Departamento de Estado dos EUA.

O negócio representa um grande salto financeiro para a Ziff Davis. Conforme relatado pela Reuters, a editora estadunidense comprou a Ookla em 2014 por US$ 15 milhões (R$ 78,9 milhões). Em 2025, a provedora de dados de rede registrou uma receita de US$ 230,7 milhões (R$ 1,2 bilhão) e lucro líquido de US$ 76,1 milhões (R$ 399 milhões).

Dona do Speedtest e Downdetector é vendida por US$ 1,2 bilhão

Speedtest de 5G DSS da Vivo em Belo Horizonte (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

Como a IA pode otimizar as decisões dos líderes

2 de Julho de 2018, 05:05
Apesar de a tarefa de tomar decisões ser um dos principais papéis de um líder, o assunto é, muitas vezes, negligenciado em meio às inúmeras conversas sobre os atributos e missões da liderança. É discutível que a enorme quantidade de informação disponível para o executivo moderno tenha tornado o ato de tomar uma decisão mais difícil do que fácil. No entanto, isso não deve continuar a ser um obstáculo. Nesse sentido, há uma visão crescente de que a inteligência artificial poderia ter um efeito benigno, apesar de ser amplamente vista como o fim de toda uma gama de empregos. VEJA TAMBÉM: Como utilizar a inteligência artificial para apoiar o trabalho humano Como já publicado pela FORBES, um novo livro - “Prediction Machines” (algo como “Máquinas de Previsão”, em tradução livre), de Ajay Agrawal, Joshua Gans e Avi Goldfarb, da Universidade de Toronto - sugere que o poder da IA ​​reside na sua capacidade de reduzir o custo da previsão, dando aos profissionais maior certeza - uma mercadoria inestimável em um momento em que há um consenso geral de que a volatilidade e a incerteza estão entre as forças dominantes no atual clima de negócios. De fato, o potencial desta tecnologia para desvendar os segredos nas quantidades cada vez maiores de dados que estão sendo coletados pode ajudar a transformar uma parte específica e importante do negócio - previsão e planejamento. Na vanguarda dessa revolução está a Anaplan, fundada em 2006 por Michael Gould, no celeiro de uma propriedade em Yorkshire. O fundador estava convencido de que havia uma maneira melhor de fornecer às empresas as ferramentas de previsão de que precisava. Usando a nuvem para permitir que as unidades de negócios colaborassem de forma mais eficaz, a Anaplan reuniu rapidamente uma lista de clientes renomados, como a Coca-Cola, a seguradora RSA e o braço farmacêutico da Johnson & Johnson. Estas companhias contaram suas histórias em uma conferência - que parecia mais uma manifestação religiosa do que um evento de negócios convencional - realizada em Londres no início deste verão europeu. O executivo-chefe Frank Calderoni deu o tom dizendo: "O planejamento, da forma como conhecemos, está morto". Ao salientar que empresas de todos os setores estavam sendo prejudicadas por novos participantes, que em geral eram muito mais ágeis do que as atuais, acrescentou: “O grande ponto quando se fala em disrupção é a necessidade de uma tomada urgente de decisões.” Ao reconhecer que ainda há uma lacuna entre o planejamento e a tomada de decisão, Calderoni falou com confiança em levar essa diferença a zero. Dado o valor deste objetivo, não é de surpreender que, apesar de todo o seu sucesso frente a empresas de software muito mais conhecidas, a Anaplan não seja a única. A consultoria Accenture, por exemplo, recebeu recentemente uma patente norte-americana para sua plataforma ZBx, que usa IA e aprendizado de máquina para categorizar rapidamente transações financeiras e, assim, analisar gastos instantaneamente. David Axson, diretor-gerente da Accenture Strategy e especialista de longa data no papel das finanças nos negócios, vê os avanços na tecnologia e o crescimento do ZBx, como a criação de um "momento mais estimulante para atuar em finanças". Entrevistado no início deste mês, ele disse: "É a libertação do profissional da tirania das planilhas". E AINDA: Inteligência artificial: previsões para 2018 Mas não é apenas o caso de colocar uma mola no caminho dos especialistas e planejadores financeiros, que podem passar mais da metade do seu tempo dedicados a reunir informações para estudar e avaliar as implicações de diferentes cenários. As empresas já estabelecidas que estão sob ameaça de novos players, de repente, têm a chance de se transformar, simplesmente porque têm muito mais dados sobre as diferentes partes de seus negócios para analisar e, então, agir. Como diz Naomi Hudson, colega de Axson na Accenture Strategy, “melhorias incrementais não são mais suficientes” e pouquíssimas empresas não tentaram mudar seus padrões e, muitas vezes, suas cadeias de suprimentos de uma forma ou de outra. Graças ao big data e à capacidade crescente da inteligência artificial de peneirar as pistas que permitem a profissionais qualificados fornecer insights que, por sua vez, podem levar a decisões melhores e mais rápidas, a Holy Grail, fabricante de produtos pessoais, deixou de ser capaz de fechar os livros apenas quando o período de negociação terminasse para ter acesso instantâneo a contas de gerenciamento que dizem muito sobre a saúde da empresa. Isso significa que ela tem tempo hábil para que o profissional tome decisões de efeito - o que Avi Goldfarb e seus colegas autores de “Prediction Machines” chamam de julgamento. Na opinião de Axson, da Accenture, o valor do tempo extra é semelhante ao da luz no painel do carro avisando que o combustível está acabando. Se a luz acender quando ainda há combustível para 100 quilômetros, é muito mais útil do que se ela surgir quando houver apenas o suficiente para 10, diz ele.
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