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Anac planeja criar categoria de piloto para “carro voador” no Brasil

13 de Fevereiro de 2026, 12:59
eVTOL da Eve Air Mobility
eVTOL da Eve Air Mobility (imagem: reprodução/Embraer)
Resumo
  • Anac planeja criar categoria de piloto para eVTOLs no Brasil, com consulta pública aberta até março de 2026;
  • Plano inclui modelo de transição para profissionais que já operam helicópteros ou aviões comuns;
  • Embraer, por meio da Eve Air Mobility, realizou primeiro voo não tripulado de eVTOL em 2025 e espera iniciar operações em 2027.

Será que um dia os “carros voadores” realmente deixarão a fase de protótipo? A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acredita que sim, tanto que o órgão já considera criar uma categoria de piloto específica para a operação de veículos do tipo no Brasil.

O que entendemos como “carro voador” diz respeito, principalmente, a um tipo de equipamento chamado eVTOL, sigla em inglês para “veículo elétrico de decolagem e pouso vertical”.

Esses veículos têm sido desenvolvidos e testados em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. No fim de 2025, por exemplo, a Embraer realizou o primeiro voo não tripulado do eVTOL da Eve Air Mobility, sua subsidiária para mobilidade aérea urbana.

Como é a categoria de pilotos que a Anac considera criar?

Ainda não há uma definição clara, até porque a ideia está em fase inicial de desenvolvimento. O que a Anac fez foi abrir uma consulta pública para receber sugestões que possam levar à criação de um conjunto de requisitos para que uma pessoa atue como piloto de eVTOL no Brasil:

A iniciativa busca preparar, de forma gradual e segura, o sistema brasileiro de licenças para a chegada de novos conceitos de aeronaves, popularmente conhecidos como “carros voadores”.

(…) O modelo sugerido contempla um treinamento específico para habilitação em aeronaves com capacidade de decolagem e pouso verticais (VTOL Capable Aircraft — VCA, na sigla em inglês). A denominação VCA visa à harmonização com o que já é adotado na União Europeia.

Agência Nacional de Aviação Civil

Apesar de os requisitos ainda não terem sido definidos, a Anac prevê a criação de um modelo de transição para permitir que pilotos já licenciados para operar aviões ou helicópteros possam atuar com eVTOLs.

Essa abordagem pode ajudar na definição de um modelo de formação específica para “carros voadores”, mesmo para quem não tiver experiência prévia com pilotagem de aeronaves.

eVTOL da Eve em voo não tripulado
eVTOL da Eve em voo não tripulado (imagem: reprodução/Embraer)

Quando teremos “carros voadores” operando no Brasil?

É difícil falar em uma data precisa, afinal, eVTOLs seguem em desenvolvimento. Mas, pelo menos no caso da Eve Air Mobility, a expectativa é a de as operações com os veículos da companhia começarem em 2027 e ganharem escala a partir de 2029.

Para tanto, a Eve já direciona esforços para a certificação do veículo:

A Eve produzirá seis protótipos certificáveis para conduzir a campanha de testes em voo com foco na certificação da aeronave. A empresa segue trabalhando em colaboração com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), autoridade primária do eVTOL da Eve, para avançar na regulação e no processo de certificação.

A Consulta Pública nº 03/2026 da Anac, que trata de requisitos para pilotos de eVTOLs, estará aberta até 16 de março de 2026.

Anac planeja criar categoria de piloto para “carro voador” no Brasil

eVTOL da Eve Air Mobility (imagem: reprodução/Embraer)

eVTOL da Eve em voo não tripulado (imagem: reprodução/Embraer)

Passageiro causa polêmica ao ligar antena da Starlink em voo da Azul

6 de Fevereiro de 2026, 11:50
Passageiro usa Starlink mini e powerbank proibido em voo da Azul (imagem: reprodução/internet e Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Um passageiro da Azul usou uma antena Starlink Mini e um powerbank de 60.000 mAh durante um voo, causando preocupações de segurança.
  • A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permite dispositivos eletrônicos a bordo desde que não interfiram nos sistemas da aeronave.
  • A Azul está investigando o caso e destaca que cumpre todas as normas de segurança, mas não divulgou detalhes do voo.

O uso de internet a bordo de aviões está cada vez mais comum, até mesmo em voos domésticos: Gol, Azul e LATAM oferecem essa conectividade há alguns anos em boa parte de suas frotas. Em vez de usar o Wi-Fi a bordo, um passageiro da Azul se sentiu à vontade para levar a própria internet de casa: ele embarcou com uma antena Starlink Mini e um poderoso powerbank capaz de alimentá-la.

O caso foi filmado pelo próprio passageiro (“sou bom de gambiarra”, segundo ele mesmo), ganhou as redes, e reacendeu a discussão sobre a segurança dentro da aeronave.

Uma antena residencial numa aeronave

O uso da Starlink Mini já é questionável, por obstruir uma das janelas e ser um objeto que pode ser arremessado e causar ferimentos em caso de acidente.

A advogada Ana Luisa Derenusson, que é especialista em aviação e sócia do escritório DDSA, classifica a situação como um “arranjo improvisado”. Ela lembra que, pelas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), este tipo de uso “só é aceitável quando a companhia aérea determinar que não há risco de interferir nos sistemas da aeronave”.

O Tecnoblog procurou a Azul para entender a circunstâncias do embarque e uso deste dispositivo, mas a empresa se limitou a dizer que apura o caso, sem fornecer mais esclarecimentos. Também disse que cumpre todas as normas de segurança. A Azul mantém sob sigilo o número do voo, data e trajeto realizado.

Duas capturas do vídeo do passageiro que utilizou Starlink em um voo da Azul (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Cabe lembrar que a constelação de satélites da SpaceX até é utilizada por algumas empresas aéreas para conectividade no avião, mas, independentemente do fornecedor, envolve equipamentos e antenas especificamente projetados para este ambiente.

A Azul oferece Wi-Fi em alguns de seus itinerários, tendo a Viasat como fornecedora da conectividade. Porém, nem todas as aeronaves estão equipadas com a tecnologia e nem sempre a ela funciona. Na descrição do vídeo, o passageiro reclama de que o trajeto deveria ter internet, mas ela não estava ativa.

Powerbank acima do limite permitido

Mas o que mais chama a atenção é o powerbank: além do design genérico, que sugere ser um modelo sem certificação da Anatel, ele tem bateria de 60.000 mAh e opera a supostos 222 Wh, muito superior ao permitido nos aviões. Este tipo de dispositivo não poderia embarcar sob hipótese nenhuma.

Segundo a advogada Ana Luisa, o setor costuma adotar “tolerência praticamente zero” em situações assim porque os kits improvisados de baterias e alimentação elevam os riscos de aquecimento e de incêndio na aeronave.

E não se trata de mero perigo hipotético: no início de janeiro, um carregador portátil pegou fogo num voo da sul-coreana T’way. Já em 29/01, o voo LATAM 3581, que partiu de São Paulo (CGH) para Brasília (BSB) precisou fazer um pouso de emergência em Ribeirão Preto após o powerbank de um dos passageiros também entrar em combustão.

Os casos de incêndios de baterias portáteis durante voos estão ficando tão comuns que o grupo Lufthansa impôs novas regras e passou a impedir seu uso a bordo. Os passageiros devem mantê-los visíveis durante o todo trajeto.

E o controle no aeroporto?

Antena Starlink Mini vista lateralmente (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
Antena Starlink Mini vista de lado (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Alguns leitores questionaram como um passageiro passou pelo raio X e entrou num aeroporto com uma antena para internet via satélite. A Anac explicou ao Tecnoblog que, a priori, este equipamento não consta da lista de itens proibidos de serem transportados na cabine.

De acordo com a agência, os agentes de inspeção nos aeroportos possuem autonomia para restringir um item, desde que possa ser enquadrado numa das categorias já existentes e represente um risco “para a saúde, segurança ou propriedade quando transportado por via aérea”.

A Anac ainda esclareceu que as companhias aéreas podem autorizar a utilização a bordo de qualquer dispositivo eletrônico portátil, desde que não impacte nos sistemas de comunicação ou navegação do avião. “Compete à tripulação avaliar o caso e adotar ações de acordo com a situação”. A decisão final fica a cargo do comandante, que pode determinar o desembarque do passageiro e acionar a Polícia Federal.

Passageiro causa polêmica ao ligar antena da Starlink em voo da Azul

Passageiro usa Starlink mini e powerbank proibido em voo da Azul (imagem: reprodução/internet e Everton Favretto/Tecnoblog)

Duas capturas do vídeo do passageiro que utilizou Starlink em um voo da Azul (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

iFood retoma entregas por drones no Brasil

1 de Outubro de 2025, 12:00
Drone da Speedbird leva entregas do iFood (Imagem: divulgação/iFood)
Drone da Speedbird leva entregas do iFood (imagem: divulgação/iFood)
Resumo
  • O iFood retomou entregas por drones no Brasil, com autorização inédita da ANAC para voos permanentes em áreas com circulação de pessoas.
  • O serviço vai recomeçar em Sergipe, operando diariamente com capacidade de até 280 pedidos por dia e até 5 kg por voo.
  • A modalidade é possível graças à parceria com a Speedbird Aero, responsável por logística de drones.

O iFood anunciou nesta quarta-feira (01/10) a retomada e ampliação de suas entregas por drones. A autorização, concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), é inédita no país e permite voos permanentes sobre áreas com circulação de pessoas.

Segundo a empresa, o serviço funcionará todos os dias da semana e poderá atender até 280 pedidos diários com um drone capaz de transportar até 5 kg. A retomada ocorre no estado de Sergipe, onde o iFood realizou testes com a tecnologia em 2021.

A iniciativa é considerada o primeiro projeto de logística multimodal com drones dedicado a entregas no Brasil e em toda a América Latina. As entregas são possíveis graças a uma parceria entre a plataforma de delivery e a Speedbird Aero, empresa responsável por logística de drones.

O projeto também chegou a ser testado em Campinas (SP) entre 2020 e 2021, com uma rota curta de 400 metros, mas acabou descontinuado pouco depois. Na época, foram realizadas cerca de 300 entregas por drone, em uma parceria com o Shopping Iguatemi e 20 restaurantes.

Com a retomada, o novo trajeto deve conectar, na fase inicial, o Shopping RioMar, em Aracaju (SE), a condomínios residenciais na Barra dos Coqueiros (SE). O percurso aéreo de menos de quatro quilômetros reduz um deslocamento que levaria cerca de uma hora por terra para menos de 30 minutos de voo.

iFood retoma entregas por drones no Brasil

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Operação recomeça em Sergipe com autorização permanente da ANAC. Serviço funcionará todos os dias.

Drone da Speedbird leva entregas do iFood (Imagem: divulgação/iFood)
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