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Gmail ganha IA para resumir e-mails e ajudar com a caixa de entrada

8 de Janeiro de 2026, 12:48
Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Gmail ganha IA para resumir e-mails e ajudar com a caixa de entrada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Gmail começa a oferecer AI Overviews a usuários domésticos, começando pelos Estados Unidos;
  • Recurso Help Me Write, que ajuda a redigir mensagens, é outra novidade;
  • AI Inbox, ainda em teste, ajuda o usuário a lidar com a caixa de entrada, mas requer assinatura dos planos Google AI Pro ou Ultra.

Recursos de inteligência artificial generativa estão chegando oficialmente ao Gmail. Entre eles estão as AI Overviews (Visões Gerais Criadas por IA), que resumem o conteúdo de uma sequência de e-mails. Também há uma função que ajuda o usuário a redigir mensagens. Como ponto de partida está a AI Inbox.

O que são as Visões Gerais Criadas por IA?

As Visões Gerais Criadas por IA “transformam informações em respostas sem que você precise vasculhar o texto”, explica o Google. Na prática, o recurso usa a tecnologia do Gemini 3 para analisar uma sequência de e-mails trocados e exibir um resumo das informações mais importantes no topo da página, antes da thread.

O recurso também permite que o usuário faça perguntas em linguagem natural relacionadas às mensagens usando a caixa de busca que fica no topo do Gmail, desde que a pessoa seja assinante do Google AI Pro ou do Google AI Ultra, que são planos pagos.

As AI Overviews não são exatamente uma novidade. Esse recurso já estava disponível em determinadas contas do Google Workspace, dependendo do plano contratado.

Agora, o Google está liberando o recurso para usuários domésticos do Gmail de modo gratuito, inicialmente para quem está nos Estados Unidos. Ainda não há informação sobre disponibilidade em outros países.

Ajude-me a Escrever

Pelo menos desde 2023 que o Google testa, no Gmail, uma função que usa IA para ajudar o usuário a redigir mensagens. O resultado desses testes é o recurso Help Me Write (Ajude-me a Escrever), que está sendo liberado de modo amplo e gratuito para ajudar o usuário a aprimorar uma resposta ou até a escrever uma mensagem a partir do zero.

Uma função complementar, que também está sendo liberada gratuitamente, são as Suggested Replies (Respostas Sugeridas), que usam IA para analisar o contexto da conversa e gerar uma resposta para o usuário rapidamente, com um clique ou toque.

IA que ajuda a escrever mensagens no Gmail
IA que ajuda a escrever mensagens no Gmail (imagem: reprodução/Google)

Novamente, ambas as funções estão sendo liberadas para usuários baseados nos Estados Unidos nesta fase inicial.

E o que é a AI Inbox?

Podendo ser traduzida como Caixa de Entrada com IA, a AI Inbox aparece como o primeiro item do menu principal do Gmail, à esquerda na versão web do serviço. O seu objetivo é analisar as mensagens que estão na caixa de entrada para te ajudar a organizar as suas pendências e definir prioridades de execução.

AI Inbox no Gmail
AI Inbox no Gmail (imagem: reprodução/Google)

A AI Inbox ainda é um recurso em teste, porém. Por ora, a novidade só está disponível para um grupo restrito de usuários nos Estados Unidos. Essa é outra função que, quando estiver disponível oficialmente, só poderá ser ativada por usuários dos planos Google AI Pro ou Google AI Ultra.

Gmail ganha IA para resumir e-mails e ajudar com a caixa de entrada

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Google reforça integração do Gmail à inteligência artifial ao levar Gemini 3 para o serviço. Confira os recursos de IA oferecidos.

Logo do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA que ajuda a escrever mensagens no Gmail (imagem: reprodução/Google)

AI Inbox no Gmail (imagem: reprodução/Google)

Buscadores com IA priorizam sites menos populares, diz estudo

29 de Outubro de 2025, 15:42
Homem sobre palco. Ao fundo, um telão exibe os escritos "AI Overviews"
Google anunciou as AI Overviews em 2024 (foto: reprodução/Google)
Resumo
  • Uma pesquisa na Alemanha mostra que buscas com IA generativa usam fontes menos populares que buscadores tradicionais.

  • Ferramentas como AI Overviews e o GPT-4o citaram sites fora do top 1.000 do ranking Tranco, rastreador que classifica sites por tráfego e popularidade.

  • Os pesquisadores afirmam que a amplitude das informações é similar, mas a IA tende a condensar contextos.

Um estudo constatou que buscadores com IA generativa recorrem com mais frequência a sites pouco populares ou fora dos padrões tradicionais. A pesquisa foi realizada pela Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha, e o Instituto Max Planck de Sistemas de Software.

O levantamento analisa como ferramentas de busca baseadas em inteligência artificial generativa selecionam suas fontes de informação. O resultado difere dos mecanismos de busca tradicionais, que priorizam listas de links baseadas em relevância e autoridade.

Enquanto sistemas convencionais operam indexando e classificando páginas, retornando listas ordenadas, o estudo mostrou que as IAs das buscas compactam informações de múltiplas fontes para criar respostas resumidas.

Metodologia da comparação

Para realizar a análise, a equipe extraiu milhares de consultas de um conjunto de dados públicos. As consultas incluíam perguntas baseadas em interações do ChatGPT, tópicos sociais e políticos do site de monitoramento AllSides, os 100 itens mais pesquisados na Amazon e tópicos em alta no Google Trends.

Cada consulta foi submetida simultaneamente à pesquisa tradicional do Google e a vários sistemas baseados em IA: as AI Overviews do Google, o Gemini 2.5 Flash e duas variantes do GPT-4o da OpenAI (seu modo de busca na web integrado e a Ferramenta de Busca GPT-4o).

Robô humanoide sentado e segurando tela
Sistemas priorizam “síntese” de dados em vez de “ranqueamento” de links (imagem: Andrea De Santis/Unsplash)

Os pesquisadores então compararam os domínios citados nas respostas geradas pela IA com os domínios que aparecem nos primeiros 10 e 100 links orgânicos da página de resultados padrão do Google. Para medir a popularidade dos domínios, foi utilizado o Tranco, um rastreador independente que classifica sites por tráfego e popularidade. Os resultados comprovaram diferenças significativas.

No caso das AI Overviews, mais da metade das fontes citadas não apareceu nos 10 principais resultados orgânicos do Google para a mesma consulta. Além disso, 40% das fontes estavam ausentes até mesmo dos 100 principais links tradicionais.

O Gemini apresentou um padrão semelhante, citando frequentemente domínios classificados fora dos 1.000 principais do ranking Tranco. O GPT-4o e sua versão web também se basearam em fontes menos proeminentes.

Qualidade da informação é pior nas IAs?

Ilustração com uma lupa sobre uma caixa de busca. Atrás estão alguns robôs.
Pesquisa revela diferenças entre os resultados de buscadores com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O estudo não vai por esse caminho. Utilizando a LLOOM, ferramenta de avaliação independente desenvolvida pela Universidade Stanford, a equipe descobriu que, embora as fontes sejam diferentes, a amplitude geral das informações resumidas pela IA é semelhante àquela encontrada nos resultados tradicionais.

No entanto, os pesquisadores observaram que a busca padrão tende a fornecer uma cobertura contextual mais ampla. Em contrapartida, as respostas da IA frequentemente consolidavam esses casos em interpretações únicas, omitindo alguns resultados alternativos. Ou seja, as IAs tendem a condensar contextos.

A pesquisa também observou que os sistemas se beneficiam do conhecimento pré-treinado. O GPT-4o, por exemplo, por vezes oferecia resumos abrangentes sem citar dados externos, baseando-se apenas em sua base de conhecimento interna. Esse comportamento foi eficaz para tópicos bem estabelecidos, mas menos confiável para eventos recentes ou notícias de última hora.

Buscadores com IA priorizam sites menos populares, diz estudo

Google anuncia AI Overviews durante I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

Inteligência artificial (imagem: Andrea De Santis / Unsplash)

Inteligência artificial generativa chega à busca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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