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Enquanto criptomoedas sangram, uma ação ligada ao setor dispara; por que será?

11 de Junho de 2026, 10:14

O mercado de criptomoedas está passando por algumas semanas difíceis. O Bitcoin (BTC) caiu abaixo de US$ 64 mil e chegou a atingir a marca de US$ 59,1 mil (um pouco abaixo da mínima de fevereiro) na semana passada, com US$ 1,8 bilhão em apostas alavancadas liquidadas em uma única sessão.

Mas enquanto o BTC despencava, a Galaxy Digital (Nasdaq: GLXY), empresa de serviços financeiros nativa do universo das criptomoedas, chegava a subir 30% no pico intraday da segunda-feira (8).

No último dia 5 de junho, o Morgan Stanley começou a encaminhar seus clientes de gestão de patrimônio em cripto para a Galaxy.

Clientes que já possuem BTCETH ou SOL agora podem entregar esses ativos à Galaxy, que cria novos ETPs (produtos negociados em bolsa) de cripto à vista, e os devolve diretamente para a conta de corretagem do cliente.

Fonte: Twitter | X

Tudo isso sem nenhuma promoção no meio, e é exatamente esse o objetivo

A venda gera um fato gerador de imposto, mas esta troca em espécie elimina completamente essa tributação.

As taxas, por si só, não vão impulsionar a receita da Galaxy, que cobra de 15 a 25 pontos-base por conversão. Mas cada corretora ou gestora que encaminha operações com criptomoedas para a Galaxy representa mais um passo para que a empresa se torne parte integrante do sistema financeiro tradicional, sempre que se tratar de criptomoedas.

Ou seja, a empresa topa abrir mão de receita agora para ganhar confiança e credibilidade, e converter isso em receita no futuro.

Além disso, seu CEO, Mike Novogratz, destacou no último fim de semana o potencial do Helios, campus de data centers para inteligência artificial (IA) da companhia situado no Texas. A aposta é ambiciosa: transformar o projeto no maior campus de data center único dos Estados Unidos, posicionando a Galaxy em um dos segmentos mais aquecidos do mercado global.

Os números ajudam a explicar o entusiasmo. A CoreWeave, uma das principais empresas de infraestrutura para IA, já garantiu toda a capacidade inicial de 800 MW (megawatts) do projeto por meio de um contrato de arrendamento de 15 anos. Sozinho, o acordo deve gerar mais de US$ 1 bilhão em receita anual para a Galaxy.

O campus possui 1,6 GW (gigawatts) de capacidade já aprovada, o dobro do volume contratado até agora, e potencial para alcançar 3,5 GW nas próximas fases de expansão.

Com a geração de energia já em andamento, a expectativa é que a receita do Helios comece a aparecer nos resultados do segundo trimestre da Galaxy. Na prática, o mercado está prestes a enxergar a empresa não apenas como ligada ao setor cripto, mas também como uma operação relevante de infraestrutura para IA.

Isso ajuda a explicar por que as ações GLXY vêm apresentando um comportamento mais próximo das empresas de inteligência artificial do que das tradicionais ações expostas ao mercado de criptomoedas.

Enfim, mesmo em um mercado pressionado, algumas empresas ligadas ao setor cripto continuam entregando resultados e atraindo a atenção dos investidores.


Variações semanais (20/05/26 a 10/06/26)

  • Bitcoin (BTC): US$ 61.793 | Var. -19,92%
  • ♦ Ethereum (ETH): US$ 1.631 | Var. -22,96%
  • 🟠 Dominância Bitcoin: 63,46% | Var. +4,60%
  • 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 2,1 tri | Var. -17,65%
  • 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 316,058 bi | Var. -1,83%
  • 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 70,02 bi | Var +15,45%

*dados referentes ao fechamento em 10/06/26


Tópicos da semana

E o Bitcoin (BTC)?

– O Bitcoin (BTC) caiu abaixo de US$ 63 mil pela primeira vez desde fevereiro, em meio a uma forte pressão vendedora de investidores de longo prazo. Carteiras que não movimentavam fundos há mais de 155 dias venderam cerca de US$ 2,4 bilhões nos primeiros dias de junho.

Esse movimento desencadeou aproximadamente US$ 1,5 bilhão em liquidações de posições compradas alavancadas, e ampliou para 13 dias consecutivos a sequência de saídas líquidas dos ETFs spot de Bitcoin.

Segundo analistas da Presto Research, a queda está relacionada à concorrência de ativos como ouro e ações ligadas à inteligência artificial, enquanto investidores revisam suas expectativas sobre possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve nos EUA.

Ademais, a volatilidade implícita de 30 dias atingiu o maior nível desde abril, e o padrão predominante do mercado tem sido a venda durante as altas de preço (distribuição), em vez da compra durante as quedas (acumulação).

Debandada dos ETFs de BTC

– Os ETFs spot de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 3,4 bilhões em apenas uma semana, encerrando um período de 13 dias consecutivos de resgates, que somaram US$ 4,37 bilhões. Trata-se da maior sequência de retiradas desde o lançamento desses produtos, no início de 2025.

O movimento reflete um sentimento mais cauteloso por parte dos investidores institucionais em relação aos ativos de risco, incluindo criptomoedas. A magnitude dos resgates também levantou dúvidas sobre o grau de comprometimento dos investidores de ETFs com estratégias de longo prazo, contrariando expectativas anteriores de que esses produtos serviriam principalmente como veículos de acumulação sustentada de Bitcoin.

Conhece a Zodia Custody?

– A Zodia Custody obteve uma licença de instituição de pagamentos concedida pela CSSF de Luxemburgo, ampliando sua atuação além da custódia de criptoativos para oferecer serviços completos relacionados a stablecoins em toda a União Europeia.

A autorização complementa a estrutura regulatória já existente sob o MiCA, e permite que a empresa atue na camada de pagamentos, realizando o recebimento, armazenamento e transferência de valores em stablecoins.

Além disso, a licença garante direitos de “passaporte europeu”, possibilitando que a Zodia opere em todos os países-membros da UE sem precisar solicitar aprovações regulatórias separadas em cada jurisdição, fortalecendo sua posição na expansão da infraestrutura de pagamentos digitais no bloco.


A inteligência artificial está quebrando as criptomoedas?

No último episódio do Crypto Never Sleeps, recebemos Rafael Castaneda (Casta Crypto), co-fundador e COO da Oxus Finance, para destrinchar o que realmente está acontecendo com o mercado de criptomoedas.

Assista ao episódio aqui:

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Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

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Marcello Cestari: Onde estamos no ciclo do bitcoin (BTC)? Quatro gráficos (explicados) para entender o momento

10 de Março de 2026, 16:06

Salve, salve, meus entusiastas do mercado de criptomoedas! Hoje vamos usar uma bússola no meio da tempestade. Afinal, em que ponto do ciclo do bitcoin (BTC) estamos?

Acompanhamos alguns indicadores de ciclo e eles nos mostram que estamos em uma boa “zona de compra”.

Vamos destrinchá-los.

Coinbase Bitcoin Premium Index:

Fonte: CoinGlass

O cálculo desse índice é feito da seguinte maneira:

Prêmio = (Preço Coinbase – Preço médio Global) / Preço médio Global

Quando esse índice está positivo, significa que os norte-americanos estão pagando BTC mais caro na Coinbase do que outros investidores estão ao redor do mundo.

Assim, normalmente sugere:

  • forte demanda de compra nos EUA;
  • entrada de capital institucional;
  • alta liquidez em dólares e otimismo dos investidores.

Através desse índice dá para ter uma noção do apetite por risco e o nível de participação dos investidores dos EUA, acompanha entradas e saídas do capital institucional e fornece sinais sobre tendências de preços de curto prazo e mudanças na estrutura de mercado.

Esse gráfico acima condiz exatamente com o gráfico abaixo que mostra a entrada de capital institucional nos ETFs de bitcoin nos EUA.

Total Bitcoin Spot ETF Net Inflow:

Fonte: SoSoValue

Tivemos uma captação líquida positiva nas últimas três semanas indicando que apesar de todo esse pessimismo de mercado e cenário conturbado com todo contexto mundial, os institucionais nos EUA voltaram a acumular bitcoin, o que pode significar que estamos em uma região favorável de compra.

Além disso, outro indicador interessante de acompanharmos é a posição líquida dos detentores de bitcoin de longo prazo, os long-term holders (LTH):

Fonte: Glassnode

Esse gráfico nos permite analisar se os detentores de longo prazo estão comprando ou vendendo bitcoin e, apesar de nos últimos meses termos visto eles se desfazendo dos BTCs, quando olhamos na direita temos uma barrinha verde bem fininha nos mostrando que eles voltaram a acumular.

Corroborando ainda mais a tese de que parece estarmos em uma região interessante de compra.

Um outro indicador que gostamos de comparar é a média móvel de 200 semanas do preço do bitcoin vs preço atual do bitcoin:

Fonte: TradingView

A média móvel de 200 semanas virou uma referência no bitcoin porque representa o custo média de longo prazo do mercado.

Usamos as 200 semanas, uma vez que ela suaviza 4 anos de preço, pois 200 semanas são aproximadamente 3,8 anos que é praticamente um ciclo completo do bitcoin (halving cycle) e por isso vira uma espécie de linha estrutural do ciclo.

Hoje esse indicador está na faixa dos 1,22. Em outras palavras, ela está indicando que estamos em um território de “valor justo”.

No bear market de 2018, o preço do BTC não caiu abaixo da média móvel de 200 semanas (200 SWA).

Porém em 2022, o preço do BTC caiu significamente abaixo da média móvel de 200 semanas (200 SWA), chegando a um índice de apenas de 0,68.

Segue uma tabela de como interpretar essa métrica para termos uma noção de onde estamos:

Em resumo…

Esses valores são aproximados e precisam ser interpretados de acordo com o contexto.

No momento acreditamos que o bear market atual é mais parecido com o de 2022.

Em 2022, oscilamos em torno da zona de “valor justo” (US$ 22 mil) por aproximadamente 5 meses antes da queda final em novembro, durante o colapso da FTX. Esse foi o caminho para o fundo.

Durante esse período, não houve nenhuma alta que tenha ultrapassado o suporte anterior (US$ 30 mil na época).

No atual mercado de baixa, podemos observar uma estrutura semelhante começando a se formar. Já houve duas vezes em que o preço se recuperou a partir do suporte na faixa dos US$ 60 mil.

Acredito que a resistência de alta esteja na faixa de US$ 74 mil a US$ 80 mil.

Portanto, acredito que o cenário base é que oscilaremos entre US$ 60 mil e US$ 75 mil, aproximadamente.

Eu ainda acho que podemos ver preços mais baixos dentro dessa faixa, ou seja, o mercado ainda pode oscilar um pouco mais para baixo antes de encontrar um fundo mais claro.

Mas mesmo que isso aconteça, a realidade é que já estamos em uma região de preço que, olhando no longo prazo, dificilmente vai fazer tanta diferença milimétrica no resultado final.

A verdade é que acertar o fundo exato é praticamente impossível. Quem investe há mais tempo no mercado aprende isso cedo ou tarde.

No fim das contas, o mais importante não é acertar o fundo em cheio, mas sim estar posicionado com racionalidade ao longo do ciclo.

Forte abraço,

Marcello Calbo Cestari

Aviso obrigatório

Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

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