A Venezuela foi o país da América Latina onde a fraude digital mais cresceu no ano passado, de acordo com o relatório Fraud Beat 2026 elaborado pela AppGate, uma empresa líder em soluções integradas de segurança cibernética.
O relatório explica como o phishing, o uso indevido de marcas e as redes sociais estão impulsionando uma cadeia de fraudes cada vez mais industrializada, tanto na região quanto no mundo.
“O aumento constante do phishing, aliado ao uso não autorizado de marcas como principal vetor de ataque, tem sido determinante. Esses incidentes estão impulsionando uma cadeia de fraudes mais eficiente, na qual a usurpação de identidade facilita a obtenção de credenciais e, posteriormente, o acesso a contas para a retirada de fundos”, afirma David López Agudelo, vice-presidente de vendas para a América Latina da AppGate.
O phishing, como principal forma de ataque cibernético, utiliza e-mails, mensagens de texto, ligações telefônicas, sites fraudulentos, redes sociais e até mesmo códigos QR para enganar as pessoas, fazendo com que compartilhem dados confidenciais de suas organizações.
Somente na Venezuela, as fraudes digitais em 2025 aumentaram 228% em relação ao ano anterior, sendo o país da região mais exposto a esse problema. Em seguida, vêm a Guatemala (206%), a Costa Rica (182%), a Nicarágua (170%) e a Bolívia (89%).
Completam o top 10 a Dominica (67%), República Dominicana (63%), Brasil (53%), Chile (40%) e El Salvador (28%).
O relatório revela que, ao contrário do que se imagina, a fraude digital já não tem origem em canais tradicionais, como o e-mail, mas sim em plataformas externas, especialmente nas redes sociais.
“Nessas plataformas, os golpes e a falsificação de identidade representam 86% das ameaças detectadas”, revela o relatório.
O fato de a falsificação de identidade nas redes sociais estar servindo de ponto de partida para fraudes não é por acaso: isso diminui a visibilidade sobre a origem do ataque e aumenta o risco de invasão de contas.
Os setores mais ameaçados nas redes sociais são: finanças (35,5%), comércio varejista (17,7%), governo federal (15,7%), tecnologia (8,9%), hotelaria e turismo (6,1%), manufatura (4,5%), transporte (3,7%) e outros (7,9%).
O que parece ser uma rede de fraudes cada vez mais industrializada é composta por quatro elos:
Exposição externa (redes sociais, falsificação de marca)
Roubo de identidade (phishing, smishing, códigos QR)
Controle de contas (uso de credenciais roubadas)
Saques (transferências, fraude BEC, pagamentos)
Um aspecto notável no final da cadeia de fraudes, na etapa de levantamento de fundos, são as fraudes BEC, nas quais altos executivos das empresas são falsamente representados para solicitar dados confidenciais ou dinheiro aos seus subordinados.
“O número de transferências relacionadas ao golpe de e-mail corporativo (BEC) cresceu 136% no último trimestre de 2025, evidenciando o foco dos invasores em lucrar rapidamente”, afirma o relatório.
Para as instituições financeiras, cada dólar perdido devido a fraudes equivale a US$ 5,16 em custo total, em razão de uma série de fatores: perda direta, investigação do ocorrido, impacto nas operações, recuperação do valor perdido, sobretaxas, reputação e perda de clientes.
A AppGate destaca que as organizações líderes estão repensando suas estratégias de controle, passando de modelos reativos para esquemas baseados em decisões em tempo real. Em vez de acumular ferramentas isoladas, elas têm adotado abordagens integradas que incluem:
Redução da exposição externa (monitoramento e eliminação de ameaças);
Avaliação contínua de riscos em sessões e dispositivos;
Aplicação de atrito adaptativo apenas em momentos críticos;
Automatização do bloqueio de ataques com tempos de resposta definidos;
Em 1996, dois anos depois de a Colômbia ter sido eliminada prematuramente da Copa do Mundo de futebol nos Estados Unidos, apesar de ser uma das seleções favoritas, Carlos “El Pibe” Valderrama foi apresentado como jogador do Tampa Bay Mutiny, da recém-criada Major League Soccer (MLS).
A contratação dele, juntamente com a de outros jogadores latino-americanos na primeira temporada da história da MLS, tinha um objetivo: impulsionar o crescimento dessa liga, atraindo o público de língua espanhola nos Estados Unidos.
“O público de língua espanhola foi muito importante porque sabíamos que já havia paixão pelo esporte e pelo futebol nessa comunidade; por isso, contratamos jogadores de renome, como Valderrama, colocando-os para jogar em cidades importantes como Miami”, afirma o vice-presidente executivo e diretor de Negócios da MLS, Camilo Durana, em entrevista à Bloomberg Línea.
As contratações do mexicano Jorge Campos e do salvadorenho Mauricio Cienfuegos, pelo Los Angeles Galaxy; do colombiano Leonel Álvarez, pelo Dallas Burn; e do boliviano Marco ‘El Diablo’ Etcheverry, pelo D.C. United, também fizeram parte dessa aposta.
Naquela época, a MLS contava com dez times que disputavam partidas em estádios de futebol americano com pouca audiência, já que esse é o esporte mais popular nos Estados Unidos.
“A estratégia era levar jogadores de futebol famosos para comunidades onde sabíamos que havia pessoas originárias de seus países”, acrescenta Durana. E funcionou: em grande parte, a liga cresceu graças a isso.
Três décadas depois, a MLS conta com 30 clubes dos Estados Unidos e do Canadá, 27 dos quais possuem estádio próprio, após um investimento que ultrapassa US$ 11 bilhões. Além disso, a liga conta com jogadores de 78 países, sendo a liga mais diversificada do mundo.
Os latino-americanos, é claro, continuam sendo protagonistas dentro e fora de campo, com nomes de destaque como Lionel Messi, Luis Suárez e James Rodríguez.
Apenas Messi ganha entre US$ 70 e US$ 80 milhões por ano no Inter de Miami, revelou recentemente o proprietário do time, Jorge Mas. Mas seu talento e o marketing em torno dele valem a pena: aos 38 anos, ele ajudou o clube a conquistar pela primeira vez a MLS Cup e se tornou o jogador com as camisetas mais vendidas da liga por três anos consecutivos até 2025.
“Os países mais representados em nossa liga, entre os 78 que têm jogadores na MLS, são os Estados Unidos e o Canadá, mas também a Argentina, o Brasil, o México e a Colômbia”, diz Durana. “Crescer na América Latina é nossa prioridade”.
Um fator fundamental para o crescimento da MLS tem sido a criação de clubes e identidades que reflitam a comunidade, na qual o público de língua espanhola não poderia ficar de fora.
“A distribuição da população hispânica varia muito dependendo da cidade: em Los Angeles, por exemplo, representa quase 50% da população, e tanto em Dallas quanto em Houston a situação é muito semelhante”, comenta Durana. “Se você for aos estádios em Los Angeles, ouve-se muito espanhol, enquanto em cidades como Minnesota, onde James foi contratado, a população hispânica é menor; então, jogadores como ele dão ao clube a oportunidade de se aproximar e estabelecer mais contato com essa comunidade”.
Concorrência com a Premier League
Há uma década, com contratações de peso como a do brasileiro Hulk, do argentino Carlos Tévez e do colombiano Jackson Martínez, o futebol chinês parecia estar se posicionando no cenário internacional, mas não conseguiu.
Por outro lado, a MLS começou a atrair não apenas jogadores latino-americanos, mas também de outras partes do mundo, como comprovam o atacante sul-coreano Son Heung-min e o goleiro francês Hugo Lloris. Em breve, Antoine Griezmann, o maior artilheiro da história do Atlético de Madrid, também chegará para se juntar ao Orlando City SC.
Durana aprofunda-se no segredo do crescimento e do sucesso da MLS: “Tudo começa com um grupo de proprietários comprometidos com a liga a longo prazo, não com o objetivo de obter um retorno financeiro imediato, mas sim de torná-la sustentável. Temos proprietários com muitos recursos, que poderiam gastar mais com jogadores, mas a ideia é que o negócio sustente esses investimentos; por isso, nos dedicamos a construir estádios que nos ajudem a sustentar o negócio e a vender patrocínios”.
O dirigente destaca que a MLS continua focada no mercado interno, sem deixar de lado sua internacionalização.
Os jogos da liga são assistidos sem restrições em mais de 100 países graças a um acordo de transmissão com a Apple TV; no entanto, a produção televisiva de todas as partidas é centralizada pela MLS, seguindo o exemplo da Premier League, o que garante maior “controle” e “qualidade” no conteúdo oferecido ao público.
A MLS também alterará seu calendário em 2027, alinhando-o com o futebol internacional e permitindo que a liga participe das principais janelas de transferências, um aspecto fundamental para continuar atraindo superestrelas e exportando jovens talentos.
Durana afirma que a MLS pretende competir com a Premier League, mas sem definir um prazo: “Não nos colocamos esse tipo de pressão; fazemos tudo na hora certa, para não colocar em risco o futuro da liga”.
A MLS, que surgiu como uma exigência da FIFA para que os Estados Unidos pudessem sediar a Copa do Mundo de 1994, disponibilizará 13 sedes da Copa do Mundo e mais de 15 centros de treinamento para a edição de 2026. Além disso, espera que 40 de seus jogadores representem suas seleções.
Durana prevê que a Copa do Mundo traga mais “energia” e “impulso” à MLS, abrindo novas oportunidades de negócios.
“Se conseguirmos aumentar a base de fãs, isso impulsiona o negócio e nos permite justificar mais investimentos, além de atrair mais jogadores que decidam escolher a liga como o próximo passo em suas carreiras. As empresas que investem na Copa do Mundo para aproveitar o interesse no torneio buscarão, posteriormente, outras oportunidades conosco”.
Camilo Durana.
O dirigente, que reconhece o legado da Copa do Mundo de 1994 no lançamento da MLS, acredita que a base, a infraestrutura e o investimento da liga neste momento permitirão que o legado deixado pela edição de 2026 seja “ainda maior”.
Além disso, ele não descarta a possibilidade de a MLS contratar um dos destaques do Mundial: “Temos flexibilidade (...) a figura do ‘jogador-franquia’ nos permite contratar quem quisermos. A cada dia, mais jogadores de alto nível das ligas europeias entram em contato e manifestam interesse em vir para cá em algum momento”.
Do colombiano Carlos ‘El Pibe’ Valderrama a Lionel Messi, campeão da MLS Cup em 2025, os jogadores e torcedores da América Latina têm sido fundamentais para o crescimento da liga. (Foto: Inter de Miami)
O Equador e a Venezuela são as nações da América Latina com as jornadas de trabalho legalmente estabelecidas mais baixas, de 40 horas semanais, embora Chile e México caminhem para seguir o mesmo exemplo de forma progressiva nos próximos anos.
A Colômbia é outro país que apostou na redução gradual da jornada de trabalho, ainda que a diminuição seja apenas para 42 horas, a partir do próximo dia 15 de julho.
Brasil, Bolívia, República Dominicana, Peru e Paraguai propuseram reduzir ou redistribuir a jornada de trabalho nos últimos dois anos, mas sem avanços concretos.
A Bloomberg Línea mapeou como é a jornada de trabalho em cada país e qual é o estado do debate sobre o tema na região:
Argentina
Os argentinos devem trabalhar no máximo 48 horas semanais de acordo com a legislação, embora a recente reforma trabalhista impulsionada pelo presidente Javier Milei, aprovada em fevereiro, permita ajustes na sua distribuição.
Antes, a jornada dos trabalhadores era de no máximo oito horas diárias; agora, pode chegar a 12 horas mediante acordo voluntário com os empregados, e o pagamento de horas extras passa a ser opcional.
Bolívia
A jornada de trabalho na Bolívia é de 48 horas semanais para os homens e de 40 horas para as mulheres, conforme a Lei Geral do Trabalho de 1939, que o presidente Rodrigo Paz quer “modernizar”.
“Não podemos continuar trabalhando com algo que tem mais de 100 anos. A base, a essência, tenho certeza de que está correta, mas precisamos nos modernizar para ser mais dinâmicos e eficientes diante dos novos problemas”, afirmou Paz em fevereiro.
Brasil
No Brasil, a jornada de trabalho é de 44 horas semanais distribuídas em seis dias, embora o Congresso tenha debatido a possibilidade de reduzi-la. Alguns legisladores defendem uma redução para 36 horas, enquanto o governo apoia que seja de 40 horas, ou seja, oito horas diárias por cinco dias.
“Há um clamor, sobretudo entre os trabalhadores mais jovens, para que analisemos a possibilidade de acabar com a jornada 6x1. O governo apoia essa iniciativa e queremos que avance o mais rápido possível”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, no final de março.
Chile
O Congresso Nacional do Chile aprovou em 2023 a Lei 21.561 para reduzir progressivamente de 45 para 40 horas a jornada semanal de trabalho. Em 2024, a carga foi reduzida para 44 horas; a partir do próximo dia 26 de abril, passará para 42; e em 2028 deverá chegar a 40.
As empresas que já adotam voluntariamente uma jornada de 40 horas podem implementar o modelo 4x3: quatro dias de trabalho para cada três de descanso.
Colômbia
Os colombianos trabalhavam 48 horas por semana até 2021, quando foi aprovada a Lei 2.101 para reduzir gradualmente a jornada e chegar a 42 horas em 2026.
Hoje, a jornada semanal é de 44 horas; a partir do próximo dia 15 de julho, porém, passará definitivamente para 42, ou seja, sete horas diárias.
Cuba
A duração normal da jornada de trabalho é de oito horas diárias e em média 44 horas semanais, conforme o Código do Trabalho. Isso implica trabalhar oito horas de segunda a sexta e quatro horas no sábado.
A Costa Rica adota uma jornada de trabalho de 48 horas semanais. No Legislativo, debate-se a adoção de um modelo 4x3, semelhante ao argentino, com quatro dias de trabalho de 12 horas e três de descanso.
Equador
O Equador adotou uma jornada de trabalho de 40 horas semanais em 11 de agosto de 1980 e, posteriormente, estabeleceu que fossem distribuídas em cinco dias.
Em 10 de março de 2026, entrou em vigor um ajuste: a possibilidade de trabalhadores e empregadores acordarem uma jornada de dez horas diárias por quatro dias, com os três seguintes de descanso. A mudança deve constar no contrato por meio de um aditivo.
El Salvador
A jornada de trabalho em El Salvador é de oito horas no período diurno ou sete horas no período noturno, “de modo que, na semana, deve-se trabalhar um total de 44 horas diurnas ou 39 noturnas”, segundo o Ministério do Trabalho.
Para trabalhadores menores de idade, a jornada é de seis horas diurnas, totalizando 34 horas semanais.
Guatemala
A jornada de trabalho na Guatemala varia conforme o turno — diurno, noturno ou misto:
Diurno: até oito horas diárias e 44 horas semanais, embora a remuneração seja calculada com base em 48 horas. Trabalhadores do setor agropecuário e de empresas com menos de dez funcionários podem trabalhar até 48 horas semanais. Noturno: até seis horas diárias e 36 semanais. Misto: até sete horas diárias e 42 semanais.
Honduras
Em Honduras, a situação é a mesma de El Salvador e Guatemala. A jornada de trabalho é de 44 horas semanais, embora a remuneração dos trabalhadores seja calculada com base em 48 horas.
México
O México seguiu os passos do Chile e da Colômbia e aprovou em 26 de fevereiro uma redução gradual da jornada de trabalho por meio de uma emenda constitucional impulsionada pela presidenta Claudia Sheinbaum. A intenção é que a carga passe de 48 horas semanais para 40 horas em 2030.
Atualmente, o Congresso mexicano debate se deve incluir ou não na Lei Federal do Trabalho um modelo explícito de cinco dias de trabalho por dois de descanso.
A redução da jornada seguirá o seguinte cronograma:
48 horas em 2026
46 horas em 2027
44 horas em 2028
42 horas em 2029
40 horas em 2030
Panamá
No Panamá, a jornada de trabalho é de 48 horas semanais e oito horas diárias para o turno diurno; de 42 horas semanais e sete horas diárias para o noturno; e de 45 horas semanais e sete horas e meia diárias para o horário misto.
Paraguai
No Paraguai, a jornada de trabalho é de 48 horas semanais e oito horas diárias para o turno diurno; de 42 horas semanais e sete horas diárias para o noturno; e de 45 horas semanais e sete horas e meia diárias para o horário misto.
No Congresso paraguaio já foram apresentadas iniciativas para reduzir a jornada para 40 horas, sem que nenhuma avançasse. O governo do presidente Santiago Peña defende que eventual redução deve ser resultado de um consenso tripartite entre empresários, trabalhadores e Estado.
Peru
O Peru também não deu passos concretos para reduzir a jornada de trabalho, que é de no máximo 48 horas semanais e oito horas diárias. Em 2025, alguns congressistas propuseram projetos para reduzir a carga horária de profissionais de saúde e pais de família, por exemplo, mas nenhum foi aprovado.
Resta saber se o novo Congresso, eleito pela população em 12 de abril e que tomará posse no próximo dia 28 de julho, colocará o tema na pauta.
República Dominicana
Na República Dominicana, a jornada de trabalho é de até oito horas diárias e 44 semanais, embora o governo tenha defendido em fevereiro a necessidade de reduzi-la ainda mais, para 35 horas.
Uruguai
A legislação uruguaia estabelece duas jornadas de trabalho semanais, que variam conforme o setor:
Trabalhadores da indústria: jornada máxima de oito horas diárias e 48 horas semanais, conforme a Lei 5.350 de 1915.
Trabalhadores do comércio: jornada máxima de oito horas diárias e 44 semanais, conforme o Decreto-Lei 14.320, de 1974.
Uma particularidade do Uruguai é que, além da jornada geral entre 44 e 48 horas semanais, o país negociou coletivamente com sete setores a redução do tempo de trabalho:
Metalúrgico: 46 horas
Naval: 44 horas
Construção: 44 horas
Pedágios: 44 horas
Envase de gás liquefeito: 40 horas
Centros de entretenimento: 40 horas
Coletores de resíduos domiciliares: 40 horas
Venezuela
Com a promulgação da Lei Orgânica do Trabalho, dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (LOTTT), assinada pelo presidente Hugo Chávez em 30 de abril de 2012, a Venezuela estabeleceu uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Os trabalhadores cumprem oito horas diárias por cinco dias e descansam dois dias consecutivos.
Cidade do México: país aprovou redução gradual da jornada de trabalho, para passar das atuais 48 horas semanais para 40 horas em 2030. (Foto: Mayolo Lopez Gutierrez/Bloomberg)