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Received today — 18 de Agosto de 2026Negócios

Cyrela (CYRE3): Expansão das margens e geração de caixa são destaques do 2T26; ações valem a pena?

14 de Agosto de 2026, 09:52

Nesta quinta-feira (13), a Cyrela (CYRE3) divulgou seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026 (2T26). Os principais destaques ficaram por conta da expansão das margens e da forte geração de caixa no período.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou 20 empreendimentos, totalizando R$ 3,84 bilhões em VGV na participação Cyrela e excluindo permutas, crescimento de 34% frente ao 2T25 e de 120% em relação ao trimestre anterior. As vendas líquidas somaram R$ 2,56 bilhões, avanço de 14% na comparação anual e de 18% frente ao 1T26.

A VSO em 12 meses recuou para 42,8%, ante 51,4% no 2T25 e 44,7% no trimestre anterior. Já a VSO dos lançamentos ficou em 32%, indicando absorção razoável diante da forte aceleração do volume lançado.

Na demonstração financeira, a receita líquida alcançou R$ 2,48 bilhões, crescimento de 18% frente ao 2T25 e de 23% na comparação trimestral.

Rentabilidade e geração de caixa são destaques do 2T26

A rentabilidade foi uma boa notícia: a margem bruta atingiu 37,3%, aumento de 2,4 p.p. na comparação anual. Segundo a companhia, a evolução foi impulsionada pela melhora da rentabilidade da Vivaz e pelo aumento da participação do segmento econômico na receita. A tendência é que esse cenário continue no curto prazo, sinalizado pela estabilidade da margem a apropriar.

Por outro lado, assim como observado em outros resultados do setor, as despesas comerciais saltaram no trimestre, com alta de 30% na comparação anual, para R$ 294 milhões.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 452 milhões, alta de 16% frente ao 2T25 e de 52% em relação ao trimestre anterior, com margem líquida de 18,2%. O ROE dos últimos 12 meses encerrou o período em 20,9%.

A geração de caixa foi outro destaque, atingindo R$ 272 milhões no trimestre. Com isso, a dívida líquida ajustada recuou de R$ 2,18 bilhões para R$ 1,91 bilhão no trimestre, levando a relação dívida líquida/patrimônio líquido ajustado de 19,6% para 16,5%.

Cyrela (CYRE3): vale a pena comprar ações agora?

De forma geral, o 2T26 apresentou uma leitura positiva, com aceleração de receita, recuperação de margens e forte geração de caixa. Inclusive, o caixa da companhia deve ser reforçado com a venda extraordinária de ativos non-core, anunciada na última semana.

Com isso, cresce a possibilidade de uma remuneração adicional aos acionistas, incluindo dividendos. Negociando a um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Moura Dubeux (MDNE3): Resultados do 2T26 reforçam boa dinâmica financeira da empresa

13 de Agosto de 2026, 10:59

Nesta quarta-feira (12), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo uma boa dinâmica financeira. Os números vieram ligeiramente acima das nossas estimativas, especialmente nas linhas finais.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,01 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% frente ao 2T25. No semestre, porém, os lançamentos somaram R$ 2,32 bilhões, crescimento de 2,5% na comparação anual.

Destaques do 2T26 da Moura Dubeux

As vendas e adesões líquidas atingiram R$ 1,02 bilhão, retração de 14,7% na comparação anual e praticamente estabilidade frente ao 1T26. O desempenho continuou sustentado principalmente pelos condomínios, que representaram 64% das vendas brutas na participação da companhia. A VSO trimestral ficou em 20,9%, enquanto o indicador em 12 meses permaneceu em patamar saudável, de 51,1%.

No âmbito financeiro, a receita líquida alcançou R$ 731 milhões, crescimento de 10% frente ao 2T25 e de 16,5% em relação ao trimestre anterior. A margem bruta atingiu 38,6%, expansão de 5,3 p.p. na comparação anual, enquanto a margem bruta ajustada chegou a 40,2%. Segundo a companhia, parte importante dessa evolução veio da maior contribuição do modelo de condomínio e do reconhecimento do fee de comercialização de terrenos dos projetos Casa Macedo, Moura Dubeux Plaza e Salvador 220.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 179 milhões, alta de 34,7% frente ao 2T25, com margem de 24,5%, expansão de 4,5 p.p. na comparação anual. Por outro lado, as despesas comerciais e administrativas apresentaram crescimento relevante no período, refletindo, entre outros fatores, maiores gastos com comissões e expansão da estrutura da companhia.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 174 milhões, novo recorde trimestral e crescimento de 44,6% frente ao 2T25. Além do avanço operacional, o resultado foi favorecido por um resultado financeiro líquido positivo de R$ 34,7 milhões. A margem líquida alcançou 23,8%, enquanto o ROAE dos últimos 12 meses ficou em 28%.

MDNE3: evolução financeira e qualidade operacional

Em relação à estrutura de capital, a Moura Dubeux encerrou junho dívida líquida de apenas R$ 56 milhões, equivalente a 2,5% do patrimônio líquido. A companhia apresentou geração de caixa de R$ 27 milhões no trimestre, influenciado pela alienação de recebíveis, revertendo o consumo observado no 1T26.

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a boa evolução financeira da Moura Dubeux, com expansão de margens e novo recorde de lucro. Mantemos uma leitura positiva sobre a qualidade operacional de MDNE3, que negocia a apenas 3,5 vezes os seus lucros projetados para 2027.

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Direcional (DIRR3): Números do 2T26 mantém ritmo de crescimento e consistência operacional da empresa; veja análise

12 de Agosto de 2026, 10:48

Na última terça-feira (11), a Direcional (DIRR3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo o bom ritmo de crescimento observado nos últimos trimestres.

Conforme antecipado na prévia operacional, os lançamentos totalizaram R$ 2,1 bilhões em VGV (R$ 1,6 bilhão na participação da companhia), crescimento de 8% frente ao 2T25 e mais que o dobro do volume registrado no trimestre anterior. As vendas líquidas atingiram R$ 1,65 bilhão (R$ 1,37 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis na comparação anual e 5% acima do 1T26. A VSO consolidada ficou em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva.

Na demonstração financeira, a receita líquida atingiu novo recorde de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% frente ao 2T25 e de 10% na comparação trimestral. Considerando também as SPEs não consolidadas, a receita líquida total chegou a R$ 1,60 bilhão, enquanto o indicador acumulado em 12 meses superou R$ 6 bilhões.

Rentabilidade é destaque no 2T26 da Direcional

A rentabilidade permaneceu como um dos principais destaques. A margem bruta ajustada atingiu 42,8%, praticamente estável frente ao 1T26 e 110 bps acima do ano anterior. Olhando para frente, a receita a apropriar alcançou R$ 4,1 bilhões, avanço de 21% em 12 meses, enquanto a margem REF ficou em 43,9%, abaixo dos 44,9% do 2T25, mas ainda em patamar elevado.

As despesas comerciais cresceram 33% na comparação anual, refletindo o maior volume de lançamentos e esforços comerciais, além do impacto dos distratos. Com isso, o Ebitda ajustado alcançou R$ 348 milhões, crescimento de 27% em relação ao 2T25, com margem de 27,2%.

Na última linha, o lucro líquido operacional atingiu R$ 202 milhões, avanço de 10% na comparação anual e praticamente estável frente ao trimestre anterior. O ROE anualizado ficou em 35%, mantendo a companhia entre os melhores níveis de rentabilidade do setor.

A geração de caixa também foi destaque, alcançando R$ 130 milhões no trimestre. Mesmo desconsiderando cessões de recebíveis, operações societárias e efeitos relacionados aos repasses da Caixa Econômica Federal, a geração de caixa operacional foi positiva em R$ 80 milhões. Com isso, a dívida líquida caiu para R$ 492 milhões, levando a relação dívida líquida/PL para 18% no trimestre.

DIRR3: recomendação de compra

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a consistência operacional da Direcional, com crescimento de receita, manutenção de margens elevadas e melhora projetada para a estrutura de capital.

Em nossa visão, assim como outros players do setor, o papel foi exageradamente pressionado na última janela. Não a toa, a companhia anunciou um novo programa de recompra, com potencial de aquisição de até 32 milhões de ações.

Negociando a um múltiplo P/L de 5,5 vezes para o próximo ano, as ações de DIRR3 seguem em patamar de compra atrativo.

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Cyrela (CYRE3): Venda de ativos em SP pode destravar dividendos extraordinários aos acionistas; entenda

6 de Agosto de 2026, 10:07

Na última quarta-feira (5), a Cyrela (CYRE3) comunicou a assinatura de memorando de entendimentos não vinculante para a potencial venda de um portfólio de ativos imobiliários por cerca de R$ 2,14 bilhões. A operação inclui quatro galpões logísticos e lajes corporativas do Oscar Freire Corporate em São Paulo.

Como parte dos imóveis pertence a parceiros, a parcela atribuível à Cyrela é estimada entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Aproximadamente metade do valor deverá ser recebida em dinheiro e o restante por meio de cotas do TRXF11 e de novos fundos imobiliários (compradores).

As estimativas apontam para um ganho entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, além de uma melhora relevante na estrutura de capital.

Venda abre espaço para dividendos extraordinários

A entrada dos recursos também abre espaço para dividendos extraordinários, embora parte do montante provavelmente seja preservada para desenvolvimento de projetos, terrenos e investimentos. Os cálculos preliminares indicam um dividend yield adicional de 7%, dependendo da destinação dos valores.

A transação ainda depende de diligências, aprovações e condições precedentes. Mesmo assim, o anúncio é positivo para a tese, ao combinar monetização de ativos non-core, redução da alavancagem e maior flexibilidade para remunerar os acionistas.

Negociando um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Vinci Shopping Centers (VISC11): fundo imobiliário dá mais um passo na renovação de seu portfólio; vale a pena comprar?

3 de Agosto de 2026, 17:10

O Vinci Shopping Centers (VISC11) assinou um Memorando de Entendimentos para a potencial venda de participações em nove shopping centers, pelo valor indicativo de aproximadamente R$ 573 milhões — cerca de 10% acima do valor de laudo dos ativos envolvidos e equivalente a R$ 11,4 mil por m²

A transação contempla participações no Prudenshopping, Shopping Granja Vianna, Boulevard Shopping Rio, Center Shopping Rio, Natal Shopping, Shopping Crystal, Shopping Tacaruna, Via Sul Shopping e West Shopping

Shopping Localização Participação Objeto da Transação Participação VISC11 Remanescente 
Prudenshopping Presidente Prudente, SP 15,00% 73,00% 
Shopping Granja Vianna Cotia, SP 15,00% 20,00% 
Boulevard Shopping Rio Rio de Janeiro, RJ 40,00% 0,00% 
Center Shopping Rio Rio de Janeiro, RJ 7,50% 0,00% 
Natal Shopping Natal, RN 20,00% 0,00% 
Shopping Crystal Curitiba, PR 17,50% 0,00% 
Shopping Tacaruna Recife, PE 10,00% 0,00% 
Via Sul Shopping Fortaleza, CE 45,00% 0,00% 
West Shopping Rio de Janeiro, RJ 7,50% 0,00% 

As participações representam aproximadamente 11% do NOI consolidado do fundo. Entre as posições remanescentes, o fundo manterá participações de 73% no Prudenshopping e de 20% no Shopping Granja Vianna. 

A aquisição será realizada por meio de um fundo imobiliário com duas subclasses de cotas, sendo 80% seniores e 20% subordinadas. A oferta das cotas seniores poderá alcançar R$ 464 milhões, com volume mínimo de R$ 100 milhões, enquanto o VISC11 subscreverá a totalidade das cotas subordinadas do veículo. 

Com isso, o VISC11 preservará exposição ao desempenho futuro dos ativos, embora seu recebimento permaneça subordinado à remuneração e à amortização da classe sênior. A TIR nominal alvo das cotas subordinadas é de 17% ao ano, enquanto o excedente mensal ficará retido no veículo durante os três primeiros anos e deverá ser repassado ao VISC11 a partir do quarto ano. 

O fundo comprador terá duração de cinco anos, prorrogável por mais um, período em que os ativos poderão ser vendidos a terceiros. Caso ainda existam empreendimentos no portfólio ao término desse prazo, o VISC11 deverá recomprá-los por um valor suficiente para a amortização integral das cotas seniores, podendo realizar uma nova emissão de cotas pelo valor patrimonial. 

O pagamento será dividido em quatro etapas: 

  • 50% no fechamento da transação; 
  • 20% em até seis meses, corrigidos pelo IPCA durante o período; 
  • 20% em até 12 meses, corrigidos pelo IPCA durante o período; e 
  • 10% em até 60 meses, corrigidos pelo IPCA durante o período. 

Caso a captação do fundo comprador supere o volume-base da oferta, a operação poderá incluir participações no Ilha Plaza Shopping e/ou no Madureira Shopping. As fatias adicionais dependerão do montante efetivamente captado no lote adicional. 

Em termos financeiros, a gestão estima uma geração de caixa líquido de aproximadamente R$ 346 milhões. O ganho de capital bruto deverá alcançar cerca de R$ 60 milhões e, após as despesas relacionadas à quitação antecipada de dívidas dos ativos envolvidos na transação, o ganho líquido é estimado em R$ 35 milhões, equivalente a R$ 1,21 por cota. 

Considerando o NOI dos últimos 12 meses dos ativos envolvidos, a transação apresenta um cap rate estimado de 7,5% – patamar que consideramos adequado para a venda. Além do preço 10% superior ao valor de laudo dos ativos, a gestão aponta para um portfólio remanescente mais produtivo, enquanto a subscrição das cotas subordinadas permite ao VISC11 preservar exposição a uma eventual valorização futura dos ativos alienados. 

Vinci Shopping Centers (VISC11): FII vale a pena após anúncio?

De modo geral, avaliamos o anúncio como positivo para o VISC11. A operação representa um avanço relevante na estratégia de reciclagem sinalizada pela gestão desde o início do ano, ao destravar valor no portfólio e reforçar o caixa do fundo para o cumprimento de suas obrigações financeiras nos próximos anos. 

Além do MoU de venda, o VISC11 concluiu a conversão de sua exposição ao Midway Mall, em Natal (RN). O fundo transformou o CRI do qual era credor em participação adicional no empreendimento, elevando sua fatia de 0,95% para 12,43%.  

Considerando os investimentos realizados e as obrigações futuras assumidas, o desembolso total para a aquisição da participação soma R$ 200 milhões. Desse montante, R$ 99,8 milhões serão pagos em quatro parcelas anuais de aproximadamente R$ 25 milhões, corrigidas pelo IPCA. A gestão estima um cap rate de 9,2% sobre o orçamento de 2026, considerando as parcelas trazidas a valor presente.  

O Midway Mall é um dos principais shopping centers de Natal, com cerca de 300 lojas e posição de destaque no mercado regional. Ao final do primeiro semestre de 2026, o empreendimento registrava crescimento de 13% no NOI caixa em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a atratividade operacional do ativo e seu potencial de geração de valor. 

Em nossa visão, a conclusão da transação também é positiva para a tese ao ampliar a exposição do fundo a um ativo relevante, com desempenho operacional consistente, e aquisição realizada a um cap rate atrativo de 9,2%.  

Dessa forma, as cotas do VISC11 permanecem entre as recomendações da Empiricus. 

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Direcional (DIRR3): consistência é destaque em prévia operacional do 2T26; ações valem a pena agora?

10 de Julho de 2026, 13:35

Na noite da quarta-feira (8), a Direcional (DIRR3) divulgou a prévia operacional do 2º trimestre de 2026 (2T26), mantendo a consistência observada nos últimos trimestres. Os números vieram próximos das nossas projeções, com destaque para a geração de caixa e para a manutenção de uma VSO saudável, apesar de um trimestre marcado por fatores pontuais que impactaram a conversão de vendas. 

No período, a Direcional lançou R$ 2,1 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), sendo R$ 1,6 bilhão na participação da companhia, avanço de 8% em relação ao 2T25 e mais que o dobro do registrado no 1T26. O mix permaneceu concentrado na marca Direcional (62%), enquanto a Riva respondeu por 38% dos lançamentos.

Vale destacar também a contribuição dos dois primeiros projetos desenvolvidos em parceria com a Moura Dubeux (MDNE3), localizados em Fortaleza e Natal, reforçando o avanço da estratégia de expansão no Nordeste. 

As vendas líquidas totalizaram R$ 1,7 bilhão no trimestre (R$ 1,4 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis em relação ao 2T25 (-1%) e 5% superiores ao 1T26. Apesar de ligeiramente abaixo das estimativas do mercado, o desempenho permaneceu sólido diante do maior volume de distratos observado em algumas praças e da desaceleração das conversões nas últimas semanas do trimestre, coincidindo com o período da Copa do Mundo, segundo a administração.

A velocidade de vendas (VSO) encerrou o trimestre em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva, patamar ainda elevado para o setor. 

Na frente financeira, a companhia reportou geração de caixa contábil de R$ 130 milhões. Desconsiderando os efeitos extraordinários relacionados à cessão de recebíveis, às operações societárias e às alterações operacionais da Caixa Econômica Federal nos repasses, a geração de caixa operacional foi de R$ 80 milhões. 

Direcional (DIRR3): vale a pena comprar ações pós-resultados do 2T26?

De forma geral, seguimos vendo a Direcional (DIRR3) bem-posicionada para capturar a demanda do segmento econômico, sustentada por disciplina operacional, crescimento consistente e fundamentos sólidos. 

As ações das incorporadoras registraram queda relevante nos últimos pregões, interrompendo o forte desempenho relativo observado nos dois meses anteriores. Nossa leitura é que o movimento recente reflete, em grande parte, uma combinação de realização de lucros após a forte valorização recente e de prévias operacionais com leitura mais mista, mais do que uma mudança estrutural na tese das incorporadoras voltadas ao segmento econômico. 

O ambiente segue exigindo seletividade, especialmente diante de múltiplos que já haviam se expandido em algumas companhias. Nesse contexto, seguimos vendo a Direcional (DIRR3) como uma das alternativas mais interessantes do setor. Negociando próxima de 6 vezes o lucro estimado para 2027, DIRR3 permanece entre as principais recomendações da Empiricus

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Prévia operacional do 2T26 pesa sobre incorporadoras, mas abre janela para ações da Direcional (DIRR3)

8 de Julho de 2026, 17:14

As ações das incorporadoras registraram queda relevante nos últimos pregões, interrompendo um movimento de forte desempenho relativo observado nos últimos dois meses.

Desde abril, o setor vinha superando o mercado com alguma folga, especialmente entre as companhias mais expostas ao segmento econômico, beneficiadas por uma combinação de resultados sólidos, boa percepção sobre demanda, geração de caixa e expectativa de continuidade de dividendos.

No entanto, o início da temporada de prévias operacionais do 2T26 trouxe uma leitura mais mista para o setor. Ainda que os números não indiquem uma deterioração estrutural da demanda, alguns pontos específicos ficaram abaixo das expectativas de mercado e serviram como gatilho para uma realização de lucros mais intensa, em um pregão mais desafiador no ambiente macro.

Tenda, Cury, Moura Dubeux: como foram as incorporadoras na prévia do 2T26?

Entre os destaques, a Tenda (TEND3)apresentou distratos acima do esperado, impactados por um efeito pontual relacionado a um empreendimento com licença ambiental em discussão. Além disso, a companhia reportou recuo na VSO, reflexo da estratégia de reprecificação dos imóveis ao longo do trimestre, com foco na preservação de margens em um ambiente de maior pressão de custos. Apesar disso, os números gerais foram saudáveis, o que sugere manutenção da disciplina comercial e capacidade de repasse.

Na Cury (CURY3), a prévia também veio marginalmente abaixo das expectativas, com desaceleração da VSO em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a geração de caixa permaneceu robusta, reforçando a tese de boa capacidade de distribuição de dividendos.

No caso da Moura Dubeux (MDNE3), além da conjuntura setorial mais desafiadora, a menor participação de projetos de incorporação — voltados ao segmento econômico — e o consumo de caixa, desconsiderando a alienação de recebíveis, podem ter contribuído para uma leitura mais cautelosa da prévia pelo mercado.

Além dos fatores operacionais, discussões envolvendo funding também aumentaram a percepção de risco para o setor. A eventual utilização de recursos do FGTS para finalidades não imobiliárias e as contestações envolvendo títulos privados isentos, que também funcionam como fonte relevante de financiamento para o mercado imobiliário, adicionam incerteza ao custo futuro do crédito. Qualquer mudança regulatória nesse sentido poderia encarecer o financiamento imobiliário e reduzir a atratividade marginal do setor.

Reação exagerada oferece oportunidade de entrada

Nossa leitura é que o movimento recente reflete, em grande parte, uma combinação de realização de lucros após forte valorização relativa e prévias operacionais com sentimento misto, mais do que uma mudança estrutural na tese das incorporadoras econômicas. O ambiente segue exigindo seletividade, especialmente diante de múltiplos que já haviam se expandido em algumas companhias.

Nesse contexto, seguimos vendo Direcional (DIRR3) como uma das alternativas mais interessantes do setor. A companhia ainda não divulgou sua prévia operacional do 2T26, mas já negocia em um múltiplo historicamente mais favorável para entrada, após a correção recente.

Em nossa visão, a combinação de execução operacional consistente, exposição ao segmento econômico, geração de caixa e valuation mais atrativo reforça uma assimetria positiva para o papel. Desta forma, as ações de DIRR3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Fundos imobiliários: BTLG11, KNRI11, HGRU11 e outros FIIs com atualizações; confira

7 de Julho de 2026, 11:38

Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como BTG Pactual Logistica (BTLG11)Kinea Renda Imobiliaria (KNRI11)CSHG Renda Urbana (HGRU11) e outros. Confira:

Btg Pactual Real Estate Hedge (BTHF11)

O fundo anunciou a conclusão de uma operação estruturada envolvendo 30% do Shopping Pátio Maceió, iniciada em 2024. O investimento consumiu R$ 115 milhões ao longo de 28 meses e foi encerrado com TIR de 20,07% ao ano. Com o desinvestimento, o fundo recebeu R$ 121 milhões em caixa, que deverão ser direcionados para novas operações estruturadas e para ampliar a exposição a CRIs indexados ao IPCA com duration mais longa.

Imobiliario BTG Pactual Terras Agricolas (BTIR11)

A gestora informou que renunciará ao recebimento da taxa de performance referente exclusivamente ao segundo semestre de 2025. A partir da competência seguinte, a taxa de performance voltará a ser cobrada normalmente, conforme previsto no regulamento do fundo.

BTG Pactual Logistica (BTLG11)

O fundo renovou contrato no BTLG Cotia por mais cinco anos com o atual locatário, que passou de atípico para típico. Já no BTLG Louveira III, a renovação por mais cinco anos foi realizada com ganho real de 9,2% no aluguel. Além disso, o fundo firmou uma nova locação no BTLG Cabreúva, por prazo de 10 anos, com uma empresa dos setores alimentício e farmacêutico. A operação reduz a vacância do ativo para 6% e leva a vacância consolidada do portfólio para apenas 2,1%.

CSHG Renda Urbana (HGRU11)

O fundo anunciou duas aquisições, somando aproximadamente R$ 150,4 milhões. A primeira envolve cinco lojas de varejo no Leblon, no Rio de Janeiro, por R$ 100,4 milhões, com cap rate de 9,4% ao ano. O pagamento foi majoritariamente realizado via compensação com cotas da 6ª emissão, além de R$ 6,1 milhões em caixa.

A segunda transação foi a aquisição de um campus educacional em São Bernardo do Campo, locado à Faculdade São Judas, do Grupo Ânima, por R$ 50 milhões, via subscrição de cotas, com cap rate de 10,0% ao ano.

HSI Malls (HSML11)

O fundo recebeu a segunda e última parcela da venda de 19% do Shopping Pátio Maceió, no valor de R$ 105,5 milhões, concluindo integralmente a operação de desinvestimento de 49% do ativo. A parcela gerou ganho de capital de R$ 48,2 milhões, equivalente a R$ 2,26 por cota.

Kinea Renda Imobiliaria (KNRI11)

A reavaliação anual do portfólio imobiliário, concluída em junho de 2026, indicou valorização de aproximadamente 0,6% em relação ao valor contábil dos imóveis registrado ao final de maio.

Kinea Oportunidades Real Estate (KORE11)

O fundo realizou a reavaliação anual de seu portfólio imobiliário, que resultou em uma valorização de aproximadamente 1% frente ao valor contábil dos imóveis registrado ao final de maio de 2026.

Tellus Properties (TEPP11)

O fundo celebrou compromisso para aquisição de dois conjuntos comerciais no Edifício Torre Sul, em São Paulo, por R$ 10,8 milhões, com conclusão ainda condicionada ao cumprimento de condições precedentes. Os imóveis estão atualmente locados para a IFC (International Finance Corporation) e para a Nexmuv Tecnologia, gerando receita contratada de aproximadamente R$ 86 mil por mês, correspondente a um cap rate de 9,6%.

TRX Real Estate (TRXF11)

O fundo concluiu a aquisição indireta do Hotel Emiliano Rio de Janeiro por R$ 260 milhões.

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Moura Dubeux (MDNE3) prevê ritmo de vendas saudável em trimestre de base comparativa exigente; veja o que esperar do 2T26 da companhia

7 de Julho de 2026, 09:41

Nesta segunda-feira (6), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou a prévia operacional do 2T26, mantendo indicadores operacionais saudáveis. Os números vieram próximos das expectativas, com destaque para o ritmo de vendas e a geração de caixa.

No período, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,0 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% na comparação anual.

Resultados da Moura Dubeux satisfazem mesmo em menor volume

Apesar da menor atividade, a absorção permaneceu satisfatória, com VSO trimestral de lançamentos de 51,5%, evidenciando a boa receptividade dos empreendimentos apresentados ao mercado. Vale citar que parte dos empreendimentos foi lançada no final do trimestre; portanto, o indicador ainda reflete um período de vendas curto.

No total, as vendas líquidas da Moura Dubeux atingiram R$ 1,02 bilhão (%MD) no trimestre, praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior (-1,8%) e 14,9% inferiores ao 2T25. O desempenho foi sustentado principalmente pelo segmento de condomínios, que respondeu por cerca de dois terços do volume comercializado, enquanto o indicador de VSO consolidado encerrou o período em 20,9% no trimestre e 51,1% na janela de doze meses, permanecendo em patamar resiliente.

Na parte financeira, a companhia destacou a geração de caixa positiva de R$ 28 milhões, revertendo o consumo de R$ 122 milhões registrado no 1T26. O resultado foi favorecido pela antecipação de aproximadamente R$ 153 milhões em recebíveis relacionados a taxas de comercialização de terrenos, operação inédita para a companhia e que, segundo a administração, envolve ativos já performados, de curta duração e baixo risco de inadimplência. Ainda que se trate de um efeito não recorrente, a transação contribuiu para reduzir a pressão sobre o fluxo de caixa em um momento de forte expansão operacional.

De forma geral, a prévia do 2T26 reforçou o bom momento da Moura Dubeux, especialmente no segmento de condomínios, que segue apresentando boa performance no Nordeste. Embora o menor volume de lançamentos tenha levado a uma desaceleração natural na comparação anual, os indicadores de vendas continuam sólidos, e a geração de caixa representa um sinal positivo. Negociando próximo de 4 vezes o lucro estimado para 2027, a ação MDNE3 permanece entre as recomendações da Empiricus.

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