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Alívio externo e queda dos juros impulsionam Ibovespa; bancos e metais lideram ganhos

30 de Abril de 2026, 15:13

No exterior, os mercados operam em tom mais construtivo nesta quinta-feira (30), favorecidos pela acomodação dos preços do petróleo, que recuam ao redor de 3%, após a recente escalada e pela ausência de novos catalisadores que elevem as tensões geopolíticas.

A agenda macroeconômica americana também esteve no radar: o índice de preços ao consumidor (PCE) de março mostrou aceleração da inflação cheia, puxada por combustíveis, enquanto o núcleo perdeu fôlego na margem, permanecendo dentro do esperado.

Já o PIB dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 2% no primeiro trimestre, abaixo das projeções, mas sinalizando uma economia ainda resiliente, sustentada por investimentos e consumo de serviços.

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Esse conjunto de fatores contribui para um ambiente de juros estáveis no curto prazo e limita movimentos mais bruscos nos Treasuries, títulos do Tesouro americano, e no dólar, permitindo avanço das bolsas globais.

No Brasil, o ambiente externo mais benigno se soma ao recuo das taxas de juros futuros, mesmo após o tom mais cauteloso adotado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A leitura de que o ciclo de flexibilização monetária segue aberto — ainda que dependente da evolução do cenário internacional — sustenta o desempenho dos ativos locais.

Por volta das 15h, o Ibovespa avançava 1,39%, aos 187.318 pontos, impulsionado por ações de bancos e empresas ligadas a commodities metálicas. No câmbio, o dólar operava praticamente estável frente ao real (-0,02%), cotado a R$ 4,98, refletindo forças técnicas associadas à Ptax e o suporte do diferencial de juros doméstico.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o movimento positivo é majoritário, com destaque para o setor financeiro, beneficiado tanto pelo ajuste de carteiras de fim de mês quanto pelo alívio observado nos juros futuros. Na ponta oposta, a Suzano (SUZB3) registra desempenho inferior após a divulgação de um resultado trimestral mais fraco, pressionado pelo desempenho da celulose.

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Já empresas de mineração e siderurgia ensaiam recuperação após as perdas recentes, acompanhando a melhora dos preços internacionais. Movimentos pontuais em petroquímicas e companhias industriais refletem fatores corporativos específicos e revisões de expectativas sobre gestão e resultados.

Dow Jones hoje e futuros de NY estendem perdas com alta do petróleo após ameaças de Trump

23 de Março de 2026, 07:44

Dow Jones hoje estende perdas da semana passada diante da alta nos contratos futuros do petróleo, que subiram mais de 2% na madrugada desta segunda-feira (23), em meio à escalada das tensões da guerra no Oriente Médio.

No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura de energia do país.

Às 7h40 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para maio subia 0,50% na Nymex, a US$98,70, enquanto o do Brent para junho avançava 2,09% na ICE, a US$ 108,52.

Cenário internacional abala as bolsas de Nova York

Enquanto o petróleo dispara, os índices futuros das bolsas de Nova York operaram em baixa de cerca de 1% na madrugada, estendendo as perdas da semana passada.

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A agenda econômica dos EUA de hoje traz um índice de atividade e dados de investimentos em construção. Às 7h40 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,80%, o S&P 500 recuava 0,91% e o Nasdaq tinha perda de 1,03%.

Treasuries avançam com incertezas econômicas

Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, Treasuries, operam em alta desde a madrugada de hoje, ampliando os ganhos da sessão anterior e permanecendo nos maiores níveis desde o segundo semestre de 2025.

O movimento ocorre em meio às incertezas econômicas relacionadas à guerra, que levaram grandes bancos centrais, incluindo o norte-americano, o Federal Reserve (Fed), a deixar suas taxas de juros inalteradas na semana passada.

Às 7h40 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 3,999%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,439% e o do T-bond de 30 anos avançava a 4,967%.

Dólar não para de ganhar força

Seguido pela guerra e nova alta do petróleo, o dólar hoje segue subindo ante outras moedas de economias desenvolvidas.

Às 7h40 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,149, a libra recuava a US$ 1,326 e o dólar avançava a 159,58 ienes. Já o índice DXY do dólar — que acompanha as flutuações da moeda norte-americana em relação a outras seis divisas relevantes — tinha alta de 0,47%, a 100,12 pontos.

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Com informações do Broadcast.

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