Visualização normal

Received yesterday — 18 de Agosto de 2026Negócios

Cyrela (CYRE3): Expansão das margens e geração de caixa são destaques do 2T26; ações valem a pena?

14 de Agosto de 2026, 09:52

Nesta quinta-feira (13), a Cyrela (CYRE3) divulgou seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026 (2T26). Os principais destaques ficaram por conta da expansão das margens e da forte geração de caixa no período.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou 20 empreendimentos, totalizando R$ 3,84 bilhões em VGV na participação Cyrela e excluindo permutas, crescimento de 34% frente ao 2T25 e de 120% em relação ao trimestre anterior. As vendas líquidas somaram R$ 2,56 bilhões, avanço de 14% na comparação anual e de 18% frente ao 1T26.

A VSO em 12 meses recuou para 42,8%, ante 51,4% no 2T25 e 44,7% no trimestre anterior. Já a VSO dos lançamentos ficou em 32%, indicando absorção razoável diante da forte aceleração do volume lançado.

Na demonstração financeira, a receita líquida alcançou R$ 2,48 bilhões, crescimento de 18% frente ao 2T25 e de 23% na comparação trimestral.

Rentabilidade e geração de caixa são destaques do 2T26

A rentabilidade foi uma boa notícia: a margem bruta atingiu 37,3%, aumento de 2,4 p.p. na comparação anual. Segundo a companhia, a evolução foi impulsionada pela melhora da rentabilidade da Vivaz e pelo aumento da participação do segmento econômico na receita. A tendência é que esse cenário continue no curto prazo, sinalizado pela estabilidade da margem a apropriar.

Por outro lado, assim como observado em outros resultados do setor, as despesas comerciais saltaram no trimestre, com alta de 30% na comparação anual, para R$ 294 milhões.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 452 milhões, alta de 16% frente ao 2T25 e de 52% em relação ao trimestre anterior, com margem líquida de 18,2%. O ROE dos últimos 12 meses encerrou o período em 20,9%.

A geração de caixa foi outro destaque, atingindo R$ 272 milhões no trimestre. Com isso, a dívida líquida ajustada recuou de R$ 2,18 bilhões para R$ 1,91 bilhão no trimestre, levando a relação dívida líquida/patrimônio líquido ajustado de 19,6% para 16,5%.

Cyrela (CYRE3): vale a pena comprar ações agora?

De forma geral, o 2T26 apresentou uma leitura positiva, com aceleração de receita, recuperação de margens e forte geração de caixa. Inclusive, o caixa da companhia deve ser reforçado com a venda extraordinária de ativos non-core, anunciada na última semana.

Com isso, cresce a possibilidade de uma remuneração adicional aos acionistas, incluindo dividendos. Negociando a um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

O post Cyrela (CYRE3): Expansão das margens e geração de caixa são destaques do 2T26; ações valem a pena? apareceu primeiro em Empiricus.

Received before yesterdayNegócios

Moura Dubeux (MDNE3): Resultados do 2T26 reforçam boa dinâmica financeira da empresa

13 de Agosto de 2026, 10:59

Nesta quarta-feira (12), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo uma boa dinâmica financeira. Os números vieram ligeiramente acima das nossas estimativas, especialmente nas linhas finais.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,01 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% frente ao 2T25. No semestre, porém, os lançamentos somaram R$ 2,32 bilhões, crescimento de 2,5% na comparação anual.

Destaques do 2T26 da Moura Dubeux

As vendas e adesões líquidas atingiram R$ 1,02 bilhão, retração de 14,7% na comparação anual e praticamente estabilidade frente ao 1T26. O desempenho continuou sustentado principalmente pelos condomínios, que representaram 64% das vendas brutas na participação da companhia. A VSO trimestral ficou em 20,9%, enquanto o indicador em 12 meses permaneceu em patamar saudável, de 51,1%.

No âmbito financeiro, a receita líquida alcançou R$ 731 milhões, crescimento de 10% frente ao 2T25 e de 16,5% em relação ao trimestre anterior. A margem bruta atingiu 38,6%, expansão de 5,3 p.p. na comparação anual, enquanto a margem bruta ajustada chegou a 40,2%. Segundo a companhia, parte importante dessa evolução veio da maior contribuição do modelo de condomínio e do reconhecimento do fee de comercialização de terrenos dos projetos Casa Macedo, Moura Dubeux Plaza e Salvador 220.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 179 milhões, alta de 34,7% frente ao 2T25, com margem de 24,5%, expansão de 4,5 p.p. na comparação anual. Por outro lado, as despesas comerciais e administrativas apresentaram crescimento relevante no período, refletindo, entre outros fatores, maiores gastos com comissões e expansão da estrutura da companhia.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 174 milhões, novo recorde trimestral e crescimento de 44,6% frente ao 2T25. Além do avanço operacional, o resultado foi favorecido por um resultado financeiro líquido positivo de R$ 34,7 milhões. A margem líquida alcançou 23,8%, enquanto o ROAE dos últimos 12 meses ficou em 28%.

MDNE3: evolução financeira e qualidade operacional

Em relação à estrutura de capital, a Moura Dubeux encerrou junho dívida líquida de apenas R$ 56 milhões, equivalente a 2,5% do patrimônio líquido. A companhia apresentou geração de caixa de R$ 27 milhões no trimestre, influenciado pela alienação de recebíveis, revertendo o consumo observado no 1T26.

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a boa evolução financeira da Moura Dubeux, com expansão de margens e novo recorde de lucro. Mantemos uma leitura positiva sobre a qualidade operacional de MDNE3, que negocia a apenas 3,5 vezes os seus lucros projetados para 2027.

O post Moura Dubeux (MDNE3): Resultados do 2T26 reforçam boa dinâmica financeira da empresa apareceu primeiro em Empiricus.

Direcional (DIRR3): Números do 2T26 mantém ritmo de crescimento e consistência operacional da empresa; veja análise

12 de Agosto de 2026, 10:48

Na última terça-feira (11), a Direcional (DIRR3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo o bom ritmo de crescimento observado nos últimos trimestres.

Conforme antecipado na prévia operacional, os lançamentos totalizaram R$ 2,1 bilhões em VGV (R$ 1,6 bilhão na participação da companhia), crescimento de 8% frente ao 2T25 e mais que o dobro do volume registrado no trimestre anterior. As vendas líquidas atingiram R$ 1,65 bilhão (R$ 1,37 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis na comparação anual e 5% acima do 1T26. A VSO consolidada ficou em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva.

Na demonstração financeira, a receita líquida atingiu novo recorde de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% frente ao 2T25 e de 10% na comparação trimestral. Considerando também as SPEs não consolidadas, a receita líquida total chegou a R$ 1,60 bilhão, enquanto o indicador acumulado em 12 meses superou R$ 6 bilhões.

Rentabilidade é destaque no 2T26 da Direcional

A rentabilidade permaneceu como um dos principais destaques. A margem bruta ajustada atingiu 42,8%, praticamente estável frente ao 1T26 e 110 bps acima do ano anterior. Olhando para frente, a receita a apropriar alcançou R$ 4,1 bilhões, avanço de 21% em 12 meses, enquanto a margem REF ficou em 43,9%, abaixo dos 44,9% do 2T25, mas ainda em patamar elevado.

As despesas comerciais cresceram 33% na comparação anual, refletindo o maior volume de lançamentos e esforços comerciais, além do impacto dos distratos. Com isso, o Ebitda ajustado alcançou R$ 348 milhões, crescimento de 27% em relação ao 2T25, com margem de 27,2%.

Na última linha, o lucro líquido operacional atingiu R$ 202 milhões, avanço de 10% na comparação anual e praticamente estável frente ao trimestre anterior. O ROE anualizado ficou em 35%, mantendo a companhia entre os melhores níveis de rentabilidade do setor.

A geração de caixa também foi destaque, alcançando R$ 130 milhões no trimestre. Mesmo desconsiderando cessões de recebíveis, operações societárias e efeitos relacionados aos repasses da Caixa Econômica Federal, a geração de caixa operacional foi positiva em R$ 80 milhões. Com isso, a dívida líquida caiu para R$ 492 milhões, levando a relação dívida líquida/PL para 18% no trimestre.

DIRR3: recomendação de compra

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a consistência operacional da Direcional, com crescimento de receita, manutenção de margens elevadas e melhora projetada para a estrutura de capital.

Em nossa visão, assim como outros players do setor, o papel foi exageradamente pressionado na última janela. Não a toa, a companhia anunciou um novo programa de recompra, com potencial de aquisição de até 32 milhões de ações.

Negociando a um múltiplo P/L de 5,5 vezes para o próximo ano, as ações de DIRR3 seguem em patamar de compra atrativo.

O post Direcional (DIRR3): Números do 2T26 mantém ritmo de crescimento e consistência operacional da empresa; veja análise apareceu primeiro em Empiricus.

Berkshire (BERK34) honra legado de Buffett e registra números robustos no 2T26; veja os destaques do resultado

10 de Agosto de 2026, 14:33

Suceder a Warren Buffett depois de 60 anos no comando da Berkshire Hathaway (B3: BERK34 | NYSE: BRK/B) talvez seja uma das tarefas mais desafiadoras do mercado financeiro. Sob intensa expectativa dos investidores em seu primeiro balanço, Greg Abel, novo CEO da companhia, entregou resultados do 2T26 acima das expectativas e mostrou que está à altura do cargo nessa transição.

A receita total do conglomerado cresceu 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 101,81 bilhões, substancialmente acima das expectativas de mercado, que estavam em torno de US$ 95,3 bilhões.

Destaques de segmentos da Berkshire

O grande destaque continuou sendo a frente de Seguros, o verdadeiro coração da holding, que respondeu por US$ 88,50 bilhões da receita total e cresceu 10% na comparação anual. O avanço foi impulsionado principalmente pelas receitas de vendas e serviços, que subiram 15,4%, além das receitas de locação, que cresceram 15,1%. Enquanto isso, os prêmios de seguros avançaram apenas 1,3%, e a linha de juros e dividendos registrou uma leve contração de 2,4% na comparação anual.

Vale destacar que, mesmo com um resultado bastante forte, a operação foi parcialmente pressionada pelo aumento de 4,8 p.p. na sinistralidade da GEICO, que chegou a 76,6%, além de um desempenho abaixo do esperado da HomeServices, refletindo a sensibilidade do negócio de corretagem imobiliária ao ambiente de juros elevados.

Já em relação às operações de utilities, a receita somou US$ 13,31 bilhões. A subdivisão BNSF, responsável pelo transporte ferroviário de cargas na América do Norte, viu sua receita crescer 14,6%, enquanto a BHE, responsável pela geração, transmissão e distribuição de energia, cresceu 5,7%.

Carteira de ações da Berkshire valoriza 152,8% em 12 meses

A linha de ganhos com investimentos, que engloba a variação do valor da carteira de ações e derivativos da companhia, na qual a Berkshire investe em empresas como Alphabet, American Express, Apple, BofA e Coca-Cola, posições que, em conjunto, representam 66% do total da carteira de ações, registrou um ganho não operacional de aproximadamente US$ 16,08 bilhões, o que representa uma valorização impressionante de 152,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

A fim de dimensionar o impacto, o valor total dos investimentos em ações da Berkshire Hathaway era de aproximadamente US$ 323,8 bilhões, equivalente a cerca de 25,6% dos US$ 1,263 trilhão em ativos totais da holding.

Falando da eficiência das frentes, a margem operacional da frente de Seguros atingiu 22,4%, o que representa uma expansão de 2,5 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior. Já a frente de Utilities apresentou uma margem de 9%, 3,0 p.p. acima do registrado um ano antes.

Com isso, a margem operacional consolidada, desconsiderando os ganhos com investimentos em ações, chegou a 12,75%, o que representa um aumento de 0,69 p.p. na comparação anual. Já quando incorporamos os ganhos com investimentos em outras empresas, a margem salta para 31,3%, naturalmente inflada pela forte valorização da carteira de investimentos da companhia.

Greg Abel dá continuidade ao legado de Buffett

Na última linha, a companhia dobrou o lucro líquido atribuível aos acionistas em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo US$ 25,67 bilhões, o equivalente a um lucro por ação classe B de US$ 11,91 — grande parte impulsionado pelos ganhos não operacionais.

A companhia segue acumulando um dos maiores caixas de sua história, encerrando o período com US$ 365,5 bilhões, resultado da combinação entre uma postura mais cautelosa diante dos valuations do mercado e uma forte geração operacional.

Ainda assim, ao contrário de Warren Buffett, Greg Abel acelerou a alocação desse capital, recomprando cerca de US$ 4,5 bilhões em ações da própria Berkshire, encerrando uma sequência de 14 trimestres consecutivos de vendas líquidas de ações, ampliando a exposição à Alphabet por meio da recompra de aproximadamente US$ 10 bilhões em ações da companhia, concluindo a aquisição da OxyChem, produtora de químicos industriais e derivados de cloro, e anunciando a compra da Taylor Morrison, uma das maiores construtoras residenciais dos Estados Unidos.

Diante dos números sólidos da companhia, a Berkshire Hathaway permanece como uma das maiores fortalezas defensivas do mercado global. O grande diferencial competitivo da companhia continua sendo o gigante aporte em seguros que os clientes realizam, que atingiu US$ 177,5 bilhões, permitindo que Abel invista um capital vasto a um custo essencialmente zero ou negativo.

Do ponto de vista de valuation, a companhia negocia atualmente próxima de 1,5x o seu valor contábil, patamar considerado justo e alinhado com sua média histórica recente. Sendo assim, um dos principais catalisadores para a tese, além da força do negócio central da companhia, segue sendo a liberdade que essa montanha de caixa oferece para novos aportes, aquisições e outras operações capazes de acelerar a alocação de capital, além de ser uma empresa extremamente resiliente e voltada à preservação de capital, pontos que fundamentam nossa recomendação em Berkshire Hathaway (B3 BERK34 | NYSE BRK/B), uma das principais posições da carteira de Ações Internacionais.

O post Berkshire (BERK34) honra legado de Buffett e registra números robustos no 2T26; veja os destaques do resultado apareceu primeiro em Empiricus.

Barrick Mining (BARR34): Forte produção, ouro em alta e acordos pautaram resultados do 2T26

10 de Agosto de 2026, 11:33

Nesta manhã (10), a Barrick Mining (B3: BARR34 | NYSE: B) divulgou os resultados do 2T26, com desempenho operacional forte, beneficiado também pelo aumento do preço do ouro ao longo do último ano. Ainda assim, a ação recuou cerca de 5% no pregão estendido, com o mercado mais atento à alta dos custos.

A receita totalizou US$ 5,29 bilhões, alta de 44% na comparação anual e acima do consenso de cerca de US$ 5,1 bilhões. O avanço foi impulsionado principalmente pelos preços mais elevados do ouro e do cobre, que atingiram médias de US$ 4.417/oz para o ouro (+34%) e US$ 6,15/lb para o cobre (+41%).

Além disso, a maior produção de ouro, de 796 mil onças, acima da faixa de guidance de 730 mil a 770 mil onças, e a produção de cobre, de 56 mil toneladas (-5% a/a), em linha com o plano, também contribuíram para o avanço da receita.

Custos de produção e vendas de ouro e cobre no 2T26

Do lado dos custos, a disciplina operacional manteve os indicadores dentro do guidance do ano, mas a pressão inflacionária ficou evidente. O custo de vendas do ouro subiu para US$ 1.993 por onça, ante US$ 1.654 no 2T25, enquanto o custo total de sustentação da produção (AISC) avançou 11% a/a, para US$ 1.866 por onça, puxado por royalties maiores devido ao preço do metal, combustível mais caro e menor teor em parte das operações. No cobre, o AISC avançou 36% a/a, para US$ 3,95 por libra.

Com os preços das commodities mais elevados, a margem EBITDA ajustada atribuível atingiu 60%, um forte avanço de 5 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.

Na linha final, o lucro líquido da Barrick somou US$ 1,22 bilhão (+50% a/a). O lucro líquido ajustado foi de US$ 1,36 bilhão, equivalente a um lucro por ação ajustado de US$ 0,82, alta de 74% na comparação anual. Frente ao consenso, o número ficou em linha com a estimativa mais citada, de cerca de US$ 0,81, e marginalmente abaixo de outras projeções próximas de US$ 0,84, o que ajuda a explicar as manchetes de miss e a reação cautelosa do mercado.

A Barrick também seguiu gerando valor aos acionistas. A companhia declarou dividendo trimestral de US$ 0,175 por ação e recomprou US$ 1,21 bilhão em ações no trimestre, elevando a devolução total aos acionistas para US$ 1,50 bilhão (+242% a/a).

Para 2026, a companhia manteve o guidance de produção e custos. A previsão de produção de ouro permanece entre 2,90 milhões e 3,25 milhões de onças, enquanto a de cobre fica entre 190 mil e 220 mil toneladas. No ouro, o custo de vendas projetado ficou entre US$ 1.870 e US$ 2.070 por onça, com AISC entre US$ 1.760 e US$ 1.950 por onça. No cobre, o AISC ficou entre US$ 3,45 e US$ 3,75 por libra.

Já o guidance de investimentos de capital atribuível foi reduzido para US$ 3,8 bilhões a US$ 4,2 bilhões, ante US$ 4,0 bilhões a US$ 4,45 bilhões anteriormente, refletindo principalmente o menor dispêndio no projeto Reko Diq, mina de cobre e ouro da Barrick no Baluchistão, no Paquistão, considerado um dos maiores depósitos ainda não desenvolvidos do mundo.

Além disso, a Barrick fechou um acordo com a Newmont para ampliar a joint venture Nevada Gold Mines. O acordo adiciona três ativos ao complexo, que terá quase 100 milhões de onças, e garante à Barrick US$ 1,95 bilhão em caixa, além do consentimento para o IPO norte-americano.

Barrick Mining (BARR34): Vale a pena investir nas ações?

Entre os pontos positivos dos resultados, estão a produção de ouro acima do plano pelo terceiro trimestre seguido, o forte crescimento de receita e lucro impulsionado pelo ciclo de preços, a redução do guidance de investimentos de capital atribuível para US$ 3,8 bilhões a US$ 4,2 bilhões, ante US$ 4,0 bilhões a US$ 4,45 bilhões, e, sobretudo, o acordo com a Newmont.

Do lado negativo, o que pesou na avaliação do mercado foi a alta dos custos unitários, o aumento do custo de produção do cobre e um lucro por ação ajustado que não superou de forma clara o consenso mais otimista. Parte das casas também segue atenta à execução do IPO e à revisão de projetos como Reko Diq, que está por trás da redução do orçamento de capital. Esses pontos devem continuar no centro da narrativa da companhia ao longo do segundo semestre.

Ainda assim, o ouro segue sendo uma das melhores formas de proteção em momentos de conflito e maior tensão. Nesse contexto, o investimento em uma mineradora que reforça sua tese operacional no ciclo do ouro, com produção acima do plano e resultados impulsionados pelos preços, continua servindo como uma luva no cenário atual.

Negociada atualmente a cerca de 10x os lucros projetados para os próximos 12 meses, a Barrick Mining (B3: BARR34 | NYSE: B) segue sendo uma das principais teses da carteira Ações Internacionais.

O post Barrick Mining (BARR34): Forte produção, ouro em alta e acordos pautaram resultados do 2T26 apareceu primeiro em Empiricus.

Petrobras (PETR4) supera expectativas no 2T26 e anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos; hora de investir?

7 de Agosto de 2026, 11:09

O mercado já esperava que a Petrobras (PETR4) entregasse resultados fortes no 2T26, ajudados pelos preços elevados de petróleo e derivados no período. Ainda assim, a companhia superou as expectativas.

Em Exploração e Produção (E&P), a receita cresceu 42% vs 1T26, para US$ 22,8 bilhões e o ebitda saltou 54%, para US$ 15,9 bilhões, com ganho de 6 p.p. de margem.

Esse resultado foi proporcionado em grande parte pela forte alta do petróleo no período (o brent médio foi US$ 24/barril maior no 2T26), mas também por maior produção e menor custo de extração (lifting cost), que mais do que compensaram maiores gastos com royalties.

No segmento de Refino, a receita cresceu 45%, explicado por maiores preços de derivados e maior volume de exportação. Apesar disso, o ebitda ajustado do segmento caiu 7,4% vs 1T26, para US$ 3,6 bilhões, por conta de um menor ganho com giro de estoques, maiores despesas com vendas e frete, além do aumento nos impostos de exportação.

Ainda assim, os números ficaram acima das estimativas e mostraram avanço 230% na comparação anual.

Em Gás e Energia o ebitda cresceu 25%, para US$ 419 milhões, também impactado positivamente por preços maiores no período.

No consolidado, o ebitda chegou a US$ 18,6 bilhões, alta trimestral de 64%, com ganho de 7 p.p. de margem, e o lucro líquido chegou a US$ 10,4 bilhões, ambos acima das estimativas do mercado.

Vale a pena investir na Petrobras (PETR4) agora?

O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que praticamente dobrou frente ao 1T26 e permitiu o anúncio de R$ 17,4 bilhões em dividendos, também acima das expectativas do mercado.

No geral, a Petrobras apresentou resultados fortes, beneficiados pela alta do petróleo, mas também por um ótimo desempenho operacional.

Com perspectivas de um ambiente de preços ainda favorável e de aumento de produção pela frente, seguimos construtivos com a tese de Petrobras. PETR4 segue com recomendação de compra pela Empiricus.

O post Petrobras (PETR4) supera expectativas no 2T26 e anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos; hora de investir? apareceu primeiro em Empiricus.

Axia (AXIA3): após lucro de R$ 1,7 bi no 2T26, investidores podem se preparar para colher dividendos

6 de Agosto de 2026, 16:48

Depois de receios que fizeram as ações terem um desempenho ruim nos últimos meses, na última quarta-feira (5), após o pregão, a Axia (AXIA3) apresentou resultados sólidos e em linha com as expectativas no 2T26, e com boas notícias envolvendo dividendos.

Como foi o resultado da Axia (AXIA3) no 2T26?

A receita de geração aumentou 2,3%, com a queda de volume por conta de maiores restrições à geração hídrica sendo mais do que compensadas por melhores preços de energia. Em transmissão, a receita ficou praticamente estável na comparação anual. Esses fatores, combinados com menores deduções, levaram a receita líquida consolidada a um crescimento de 3,1% vs 2T25, para R$ 10 bilhões.

Por sua vez, o ebitda mostrou aumento ainda mais expressivo, de 21,5%, chegando a R$ 6,7 bilhões. Esse resultado é reflexo de:

  • Maiores margens no segmento de geração — ajudadas pelo aumento de preços e maior participação de vendas no mercado livre; e
  • Bom controle dos gastos gerenciáveis (PMSO), que cresceram apenas 1,9% na comparação anual, além de contribuições positivas de participações societárias.

Assim, acompanhando a evolução do resultado operacional, o lucro líquido saltou 35%, para R$ 1,7 bilhão, em linha com as estimativas do mercado.

O fluxo de caixa operacional aumentou de R$ 4,1 bilhões para R$ 7,8 bilhões, ajudado pela redução de capital de giro. A alavancagem fechou o trimestre em patamar saudável, de 1,7x dívida líquida/ebitda, com prazo médio de vencimento superior a 4 anos.

Com relação aos empréstimos compulsórios, o estoque de provisões caiu R$ 278 milhões na comparação com o 1T26 (-R$ 1,3 bilhão vs 2T25).

Números positivos e resgate ou conversão de AXIA7

Por fim, depois de um certo pessimismo com dividendos após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a companhia anunciou que reservou R$ 3,7 bilhões para resgate/conversão de AXIA7 referente ao 2T26, reforçando a tese de que está no caminho para se tornar uma boa pagadora de dividendos – yield próximo de 10% esperado para 2027.

Axia segue com recomendação de compra em várias séries da Empiricus.

O post Axia (AXIA3): após lucro de R$ 1,7 bi no 2T26, investidores podem se preparar para colher dividendos apareceu primeiro em Empiricus.

Cyrela (CYRE3): Venda de ativos em SP pode destravar dividendos extraordinários aos acionistas; entenda

6 de Agosto de 2026, 10:07

Na última quarta-feira (5), a Cyrela (CYRE3) comunicou a assinatura de memorando de entendimentos não vinculante para a potencial venda de um portfólio de ativos imobiliários por cerca de R$ 2,14 bilhões. A operação inclui quatro galpões logísticos e lajes corporativas do Oscar Freire Corporate em São Paulo.

Como parte dos imóveis pertence a parceiros, a parcela atribuível à Cyrela é estimada entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Aproximadamente metade do valor deverá ser recebida em dinheiro e o restante por meio de cotas do TRXF11 e de novos fundos imobiliários (compradores).

As estimativas apontam para um ganho entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, além de uma melhora relevante na estrutura de capital.

Venda abre espaço para dividendos extraordinários

A entrada dos recursos também abre espaço para dividendos extraordinários, embora parte do montante provavelmente seja preservada para desenvolvimento de projetos, terrenos e investimentos. Os cálculos preliminares indicam um dividend yield adicional de 7%, dependendo da destinação dos valores.

A transação ainda depende de diligências, aprovações e condições precedentes. Mesmo assim, o anúncio é positivo para a tese, ao combinar monetização de ativos non-core, redução da alavancagem e maior flexibilidade para remunerar os acionistas.

Negociando um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

O post Cyrela (CYRE3): Venda de ativos em SP pode destravar dividendos extraordinários aos acionistas; entenda apareceu primeiro em Empiricus.

Itaú (ITUB4) reporta números sólidos no 2T26, apesar do ambiente desafiador 

5 de Agosto de 2026, 17:32

Depois de muitas expectativas (especialmente após o resultado fraquíssimo do Santander), o Itaú (ITUB4) apresentou mais uma rodada de números sólidos referentes ao 2T26, ainda que com alguma desaceleração refletindo o ambiente macro mais adverso.

A carteira de crédito total expandiu cerca de 10%, com destaque para pequenas, médias e grandes empresas, e crédito imobiliário para pessoas físicas. A margem financeira com clientes expandiu 5,1% na comparação anual, para R$ 32,5 bilhões.

Apesar do ritmo de crescimento ser mais modesto do que o observado até o fim de 2025, está em linha com o piso da faixa do guidance e com o discurso de maior disciplina do banco neste ano.

Por outro lado, depois de dois trimestres relativamente fracos, a margem financeira com o mercado (tesouraria) voltou a superar a faixa dos R$ 900 milhões, com alta de 8,6% vs 2T25 e 13,6% na comparação com o 1T26.

No período, as receitas com seguros mostraram bom crescimento anual de +8,4%. Mas o grande destaque negativo foi a receita de serviços, que cresceu apenas 2,3%, para R$ 11 bilhões, evidenciando um ambiente mais difícil para repasse de preço de tarifas e, provavelmente, maior competição.

Diante deste cenário, o Itaú aproveitou para revisar para baixo o guidance da linha de receitas com serviços e seguros de 7% de crescimento anual para 3,5%, considerando o ponto médio da faixa.

Com relação às provisões, o grande receio do mercado com o setor financeiro neste trimestre, o Itaú mais uma vez mostrou solidez, com aumento do custo do crédito de 7,4% vs o 2T25 (+1,9% vs 1T26) e manutenção do patamar de custo do crédito sobre a carteira em 2,7%, estável desde o junho do ano passado.

Por sua vez, os índices de inadimplência (15 a 90 dias e acima de 90 dias) mostraram piora de apenas 0,1 p.p.

Itaú tem lucro de R$ 12,4 bi e ROE de 24,3% no 2T26

No período o Itaú mostrou aumento controlado nas despesas operacionais, que cresceram 3,1% (+3,9% na comparação com o primeiro semestre de 2026), com melhora de 0,6p.p. no índice de eficiência na comparação com o 2T25.

Com isso, o banco apresentou lucro operacional de R$ 17,8 bilhões e lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, altas anuais de 5% e 7,8% respectivamente, com ROE consolidado de 24,3%, patamar elevado e que mostrou aumento de 1p.p. em relação ao 2T25.

ITUB4: recomendação de compra

Apesar de um ritmo de expansão mais fraco na comparação com os anos anteriores, os números ficaram praticamente em linha com as expectativas e reforçam que o banco está preparado para continuar entregando resultados sólidos, mesmo em um ambiente desafiador. O Itaú segue entre as nossas recomendações.

O post Itaú (ITUB4) reporta números sólidos no 2T26, apesar do ambiente desafiador  apareceu primeiro em Empiricus.

Gerdau (GGBR4): 2T26 traz números robustos e retomada nas operações brasileiras; hora de comprar ações?

5 de Agosto de 2026, 17:30

A Gerdau (GGBR4) reportou um resultado robusto referente ao 2º trimestre de 2026 (2T26), com manutenção de rentabilidade elevada na América do Norte e sinais de retomada da divisão brasileira, que voltou a mostrar margem operacional de duplo dígito.

Como era esperado, a operação no Brasil mostrou uma recuperação apoiada na retração de 30% no volume de importação, melhores preços e mix de vendas.

Na comparação com o 1T26, o volume de aço vendido da companhia cresceu +2,1%, e a receita líquida aumentou +6,6%. As vendas de produtos de maior valor agregado compensaram a pressão de custos, e o Ebitda totalizou R$ 705 milhões (+22% vs 1T26), com ganho de 1,3 ponto percentual (p.p.) de margem.

Resultados da Gerdau (GGBR4) na América do Norte

A divisão América do Norte continuou mostrando bons números com crescimento de volume, manutenção das tarifas de proteção à indústria local e aumento do preço realizado.

Assim, o volume de aço vendido ficou estável na comparação anual – em meio ao ajuste tarifário que favoreceu os produtores locais –, apesar de ter recuado -1,3% vs 1T26. A receita atingiu R$ 10,1 bilhões (+10,8% vs 2T25 e +8,3% vs 1T26).

Mesmo com impactos de custos, a expansão do top-line e câmbio favorável contribuíram para um aumento de +15,4% do Ebitda, para R$ 2,6 bilhões, com ganho de +1,6 p.p. de margem, para 25,7%.

Como foi o desempenho na América do Sul?

A América do Sul mostrou retração no volume de aço vendido de -7,8% vs 1T26, impactado pela antecipação de vendas no Peru no último trimestre. Com isso, a receita líquida somou R$ 1,3 bilhões (-8,4% vs 1T26).

Porém, o efeito cambial favorável, maior utilização da capacidade e eficiência operacional ajudaram o Ebitda a somar R$ 205 milhões, com margem de 16% (+10,4% e +2,7 p.p. respectivamente vs 1T26).

Números consolidados impulsionam Ebitda

No consolidado, a receita líquida apresentou uma alta de +6,9% na comparação anual, para R$ 17,9 bilhões, com aumento de vendas e preços das principais regiões.

A manutenção do forte desempenho da América do Norte e recuperação do Brasil ajudaram o Ebitda a atingir R$ 3,4 bilhões, com margem de 19,2% (+15,9% e +1,5 p.p. respectivamente, na comparação trimestral).

Junto com a melhora na linha financeira, o lucro líquido foi de R$ 1,5 bilhão (+44,7% vs 1T26), com ganho de 2,1 p.p. na margem líquida, para 8,2%. A alavancagem permaneceu em um patamar bastante confortável de 0,69x dívida líquida/ebitda vs 0,74x no 1T26.

Apesar de ter melhorado o ciclo financeiro, para 80 dias, o aumento do estoque e fornecedores pressionaram o capital de giro, que saiu de R$ 286 milhões no 2T25 para R$ 933 milhões. Ainda assim, a expansão do ebitda ajudou o fluxo de caixa livre a atingir R$ 237 milhões, frente um consumo de R$ 772 milhões no 2T25.

Gerdau (GGBR4): Vale a pena comprar ações?

Para finalizar, a companhia anunciou que chegou a 31% do programa de recompra de ações e também divulgou a distribuição de R$ 451,3 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,23 por ação, yield de 0,9%, e será pago em 11 de setembro.

Depois de alguns trimestres com elevada importação chinesa, algumas medidas de proteção à indústria brasileira começaram a surtir efeito.

Além disso, a companhia segue entregando projetos de eficiência operacional e margens robustas na operação na América do Norte. Por 4,7x EV/Ebitda esperados para o ano, as ações seguem na carteira.

O post Gerdau (GGBR4): 2T26 traz números robustos e retomada nas operações brasileiras; hora de comprar ações? apareceu primeiro em Empiricus.

Eli Lilly (LILY34): Mounjaro e Zepbound impulsionam receita do 2T26; ações valem a pena agora?

5 de Agosto de 2026, 11:24

Nessa quarta-feira (5), a Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) reforçou mais uma vez a força da tese de combate à obesidade e sua crescente relevância em diferentes áreas da medicina com os resultados do 2º trimestre de 2026 (2T26).

A receita total somou US$ 23 bilhões (+48% na comparação anual), substancialmente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de US$ 20,7 bilhões. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo avanço de 60% no volume de medicamentos vendidos, com destaque para o Mounjaro e o Zepbound.

Esse avanço no volume foi parcialmente compensado pela queda de 13% nos preços dos produtos. Na China, o Mounjaro passou a integrar a National Reimbursement Drug List (NRDL) no início do ano, lista oficial de medicamentos reembolsados pelo sistema público, o que ampliou o acesso ao tratamento e impulsionou as vendas, embora com preços negociados em níveis mais baixos. Nos Estados Unidos, a pressão também refletiu os cortes de preço do Zepbound para pacientes que pagam pelo tratamento sem cobertura de planos de saúde.

Destrinchando os números da Eli Lilly (LILY34) no 2T26

Entre os principais medicamentos (concentrados nas áreas de metabologia, oncologia e doenças autoimunes) a receita alcançou US$ 15,7 bilhões (+76%). Apenas o Mounjaro faturou US$ 9,9 bilhões (+91%), enquanto o Zepbound somou US$ 4,9 bilhões (+46%), ambos representando quase 65% da receita total da companhia.

Já o Foundayo (medicamento oral para diabetes tipo 2) estreou entre os principais produtos da companhia, com receita de US$ 98 milhões. Fora da área metabólica, os medicamentos de imunologia, oncologia e neurociência registraram crescimento de 121% na receita.

Geograficamente, a receita nos Estados Unidos atingiu US$ 14,4 bilhões (+33%). No entanto, o principal destaque ficou com as operações internacionais, cuja receita chegou a US$ 8,6 bilhões (+80%).

A margem bruta ajustada ficou em 86,3% da receita, avanço de 1,3 p.p. na comparação anual, favorecida pela melhora nos custos de produção e pelo mix de produtos, apesar da pressão decorrente dos preços realizados mais baixos. Já a performance margin ajustada (métrica própria da Lilly que corresponde à margem bruta menos as despesas com P&D e comerciais) atingiu 54,8% no trimestre, alta de 8,9 p.p. em relação ao 2T25.

Mesmo com o avanço dessas despesas, a companhia entregou um lucro líquido ajustado de US$ 7,5 bilhões, enquanto o lucro por ação ajustado alcançou US$ 8,38 (+33% na comparação anual).

Em relação ao guidance para 2026, a Lilly elevou a faixa de receita para US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões (antes, US$ 82 bilhões a US$ 85 bilhões), a projeção da performance margin para 49,0% a 50,5% e a expectativa de lucro por ação ajustado foi reajustada para US$ 35,50 a US$ 36,50.

No pipeline, a companhia ainda conta com um importante candidato a blockbuster, que pode transformar o mercado de tratamento da obesidade. A Lilly concluiu o pacote de estudos de Fase 3 da retatrutida para obesidade, conjunto de dados necessário para solicitar o registro do medicamento.

Além da expressiva perda de peso, os estudos também demonstraram benefícios no tratamento da apneia obstrutiva do sono e da dor causada pela osteoartrite de joelho. Com isso, a empresa pretende protocolar o pedido de aprovação junto à FDA no primeiro trimestre de 2027.

A companhia também pediu aprovação do Foundayo nos EUA. Na Europa, o Jaypirca (tratamento de leucemia linfocítica crônica) foi aprovado para uso em qualquer linha de tratamento e, nos EUA, o Ebglyss (medicamento para dermatite atópica) passou a poder ser administrado a cada oito semanas como terapia de manutenção.

Eli Lilly (LILY34): Vale a pena comprar ações agora?

Portanto, o trimestre reforçou a força da tese de emagrecimento em escala global e mostrou que a Lilly continua convertendo esse potencial em resultados. O volume de Mounjaro e Zepbound segue acelerando, o Foundayo passa a integrar o portfólio comercial e a retatrutida próximo ao pedido de registro.

Mesmo sendo uma das principais companhias na vanguarda do tratamento da obesidade e apresentando crescimento nas vendas em todas as principais linhas de negócio, a Lilly segue negociada a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, patamar substancialmente inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3x. Esse desconto, aliado à sólida execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta nossa recomendação em Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) nas carteiras internacionais da casa.

O post Eli Lilly (LILY34): Mounjaro e Zepbound impulsionam receita do 2T26; ações valem a pena agora? apareceu primeiro em Empiricus.

Direcional (DIRR3): consistência é destaque em prévia operacional do 2T26; ações valem a pena agora?

10 de Julho de 2026, 13:35

Na noite da quarta-feira (8), a Direcional (DIRR3) divulgou a prévia operacional do 2º trimestre de 2026 (2T26), mantendo a consistência observada nos últimos trimestres. Os números vieram próximos das nossas projeções, com destaque para a geração de caixa e para a manutenção de uma VSO saudável, apesar de um trimestre marcado por fatores pontuais que impactaram a conversão de vendas. 

No período, a Direcional lançou R$ 2,1 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), sendo R$ 1,6 bilhão na participação da companhia, avanço de 8% em relação ao 2T25 e mais que o dobro do registrado no 1T26. O mix permaneceu concentrado na marca Direcional (62%), enquanto a Riva respondeu por 38% dos lançamentos.

Vale destacar também a contribuição dos dois primeiros projetos desenvolvidos em parceria com a Moura Dubeux (MDNE3), localizados em Fortaleza e Natal, reforçando o avanço da estratégia de expansão no Nordeste. 

As vendas líquidas totalizaram R$ 1,7 bilhão no trimestre (R$ 1,4 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis em relação ao 2T25 (-1%) e 5% superiores ao 1T26. Apesar de ligeiramente abaixo das estimativas do mercado, o desempenho permaneceu sólido diante do maior volume de distratos observado em algumas praças e da desaceleração das conversões nas últimas semanas do trimestre, coincidindo com o período da Copa do Mundo, segundo a administração.

A velocidade de vendas (VSO) encerrou o trimestre em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva, patamar ainda elevado para o setor. 

Na frente financeira, a companhia reportou geração de caixa contábil de R$ 130 milhões. Desconsiderando os efeitos extraordinários relacionados à cessão de recebíveis, às operações societárias e às alterações operacionais da Caixa Econômica Federal nos repasses, a geração de caixa operacional foi de R$ 80 milhões. 

Direcional (DIRR3): vale a pena comprar ações pós-resultados do 2T26?

De forma geral, seguimos vendo a Direcional (DIRR3) bem-posicionada para capturar a demanda do segmento econômico, sustentada por disciplina operacional, crescimento consistente e fundamentos sólidos. 

As ações das incorporadoras registraram queda relevante nos últimos pregões, interrompendo o forte desempenho relativo observado nos dois meses anteriores. Nossa leitura é que o movimento recente reflete, em grande parte, uma combinação de realização de lucros após a forte valorização recente e de prévias operacionais com leitura mais mista, mais do que uma mudança estrutural na tese das incorporadoras voltadas ao segmento econômico. 

O ambiente segue exigindo seletividade, especialmente diante de múltiplos que já haviam se expandido em algumas companhias. Nesse contexto, seguimos vendo a Direcional (DIRR3) como uma das alternativas mais interessantes do setor. Negociando próxima de 6 vezes o lucro estimado para 2027, DIRR3 permanece entre as principais recomendações da Empiricus

O post Direcional (DIRR3): consistência é destaque em prévia operacional do 2T26; ações valem a pena agora? apareceu primeiro em Empiricus.

Moura Dubeux (MDNE3) prevê ritmo de vendas saudável em trimestre de base comparativa exigente; veja o que esperar do 2T26 da companhia

7 de Julho de 2026, 09:41

Nesta segunda-feira (6), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou a prévia operacional do 2T26, mantendo indicadores operacionais saudáveis. Os números vieram próximos das expectativas, com destaque para o ritmo de vendas e a geração de caixa.

No período, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,0 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% na comparação anual.

Resultados da Moura Dubeux satisfazem mesmo em menor volume

Apesar da menor atividade, a absorção permaneceu satisfatória, com VSO trimestral de lançamentos de 51,5%, evidenciando a boa receptividade dos empreendimentos apresentados ao mercado. Vale citar que parte dos empreendimentos foi lançada no final do trimestre; portanto, o indicador ainda reflete um período de vendas curto.

No total, as vendas líquidas da Moura Dubeux atingiram R$ 1,02 bilhão (%MD) no trimestre, praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior (-1,8%) e 14,9% inferiores ao 2T25. O desempenho foi sustentado principalmente pelo segmento de condomínios, que respondeu por cerca de dois terços do volume comercializado, enquanto o indicador de VSO consolidado encerrou o período em 20,9% no trimestre e 51,1% na janela de doze meses, permanecendo em patamar resiliente.

Na parte financeira, a companhia destacou a geração de caixa positiva de R$ 28 milhões, revertendo o consumo de R$ 122 milhões registrado no 1T26. O resultado foi favorecido pela antecipação de aproximadamente R$ 153 milhões em recebíveis relacionados a taxas de comercialização de terrenos, operação inédita para a companhia e que, segundo a administração, envolve ativos já performados, de curta duração e baixo risco de inadimplência. Ainda que se trate de um efeito não recorrente, a transação contribuiu para reduzir a pressão sobre o fluxo de caixa em um momento de forte expansão operacional.

De forma geral, a prévia do 2T26 reforçou o bom momento da Moura Dubeux, especialmente no segmento de condomínios, que segue apresentando boa performance no Nordeste. Embora o menor volume de lançamentos tenha levado a uma desaceleração natural na comparação anual, os indicadores de vendas continuam sólidos, e a geração de caixa representa um sinal positivo. Negociando próximo de 4 vezes o lucro estimado para 2027, a ação MDNE3 permanece entre as recomendações da Empiricus.

O post Moura Dubeux (MDNE3) prevê ritmo de vendas saudável em trimestre de base comparativa exigente; veja o que esperar do 2T26 da companhia apareceu primeiro em Empiricus.

❌