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EUA receberam alertas de Israel sobre planos do Irã para matar Trump

13 de Agosto de 2026, 21:33

Os Estados Unidos receberam vários ⁠alertas de Israel ao longo do último ano de que o Irã ⁠pretendia assassinar o presidente Donald Trump, inclusive antes de uma manobra secreta envolvendo o Air Force One ‌na Turquia — informações que as autoridades de inteligência norte-americanas não conseguiram verificar de forma independente, segundo uma autoridade atual dos EUA e duas ex-autoridades.

Os alertas, repassados às agências de inteligência dos EUA e, em alguns casos, ‌transmitidos diretamente por autoridades israelenses a funcionários seniores da Casa Branca, incluíam possíveis planos para atirar em Trump por meio de um atirador de elite ou recrutar alguém para atacá-lo com uma faca em um grande evento público, disseram as fontes. As informações começaram na véspera da guerra de 12 dias em junho de 2025 e se intensificaram antes da decisão dos EUA de entrar em guerra contra o Irã em fevereiro, disseram as fontes.

O alerta mais detalhado ocorreu ⁠antes ‌da cúpula da Otan em Ancara, em julho, disseram a autoridade norte-americana e a outra pessoa a par do ⁠assunto. Autoridades israelenses informaram a Casa Branca sobre dados de inteligência que indicavam que o Irã poderia tentar matar Trump, possivelmente com um míssil lançado do ombro, enquanto ele viajava no Air Force One para a cúpula, afirmaram as autoridades.

A comunidade de inteligência dos EUA há muito avalia que o Irã deseja retaliar pela morte do comandante militar iraniano Qassem Soleimani, ordenada por Trump em 2020. No entanto, a Agência ​Central de Inteligência não conseguiu corroborar algumas das ameaças específicas contra a vida de Trump compartilhadas pela inteligência israelense desde o início do ano passado, afirmaram as autoridades.

No caso do episódio da Otan, uma autoridade ​turca afirmou que as agências de inteligência do país também não tinham nenhuma evidência para corroborar a alegação israelense sobre a ameaça à vida de Trump, uma avaliação que o país anfitrião compartilhou com os norte-americanos.

Apesar da falta de verificação, autoridades da Casa Branca e do Serviço Secreto tomaram medidas para mitigar as ameaças por uma questão de extrema cautela, incluindo uma operação extraordinária de disfarce durante a viagem à Turquia que envolveu a ‌transferência de Trump do Air Force One para outra aeronave em seu voo ​de volta do país.

Esse episódio ressalta como a inteligência israelense está influenciando a tomada de decisões do governo Trump em relação ao Irã em um momento de tensões intensificadas com Teerã — e de divergências mais amplas entre as avaliações das agências de inteligência dos EUA e ⁠de Israel sobre a ameaça iraniana em ​geral.

No início deste ano, as ​agências de inteligência norte-americanas avaliaram que o Irã não estava desenvolvendo ativamente uma arma nuclear, mesmo com Israel argumentando que Teerã representava uma ameaça ⁠urgente. Apesar dos relatórios da comunidade de inteligência dos EUA, ​Trump seguiu adiante com os ataques no Irã em fevereiro. Trump também levou em consideração informações compartilhadas por Israel de que Teerã havia tentado assassiná-lo antes de lançar a campanha militar, conforme noticiado anteriormente pela Reuters.

Um porta-voz da embaixada israelense contestou que Israel ​estivesse usando suas informações de inteligência para influenciar a política dos EUA em relação ao Irã.

“As mesmas pessoas que afirmam que Israel está tentando influenciar a política dos EUA por meio ​do suposto compartilhamento de informações de ⁠inteligência não hesitariam em acusar Israel de ocultar informações críticas se isso beneficiasse seus próprios interesses”, disse o porta-voz.

A Casa Branca e a CIA se ⁠recusaram a comentar.

O porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, se recusou a discutir questões específicas de inteligência, mas afirmou que a agência continua focada na segurança de Trump em meio às recentes tentativas de assassinato e ao aumento das ameaças contra o presidente.

“O Serviço Secreto dos EUA analisa continuamente uma ampla gama de informações para orientar nossas operações de proteção em tempo real e em todos os locais que protegemos”, disse ele.

(Reportagem de Erin Banco, em Washington; reportagem adicional de Humeyra ​Pamuk)

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Israel teria usado bombas de fósforo branco no Líbano, diz “NYT”

6 de Junho de 2026, 16:52

Imagens analisadas pelo The New York Times indicam que o Exército de Israel utilizou munições de fósforo branco em regiões habitadas do sul do Líbano durante operações militares recentes. A conclusão foi baseada na verificação de vídeos, fotografias e depoimentos de especialistas em armamentos consultados pelo jornal.

Os registros mostram rastros de fumaça característicos da substância em áreas próximas às cidades de Tiro, Qlayaa, Khiam e Yohmor. Um dos vídeos analisados, divulgado pela emissora Al Jazeera em 30 de maio, registra uma ação militar na região de Nabatieh, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

O direito internacional impõe restrições ao uso de fósforo branco em áreas com presença de civis devido ao potencial de causar incêndios e queimaduras graves.

Segundo especialistas ouvidos pelo New York Times, os vídeos mostram indícios compatíveis com projéteis de artilharia M825A1, fabricados nos Estados Unidos.

Esse tipo de munição dispersa fósforo branco no ar para criar barreiras de fumaça utilizadas em operações militares. Embora possa ser empregado para ocultar movimentações de tropas, o material também apresenta riscos quando utilizado próximo a áreas habitadas.

O fósforo branco entra em combustão ao entrar em contato com o oxigênio, produzindo intensa fumaça e calor. Seu uso é alvo de restrições previstas em acordos internacionais relacionados a armas químicas e incendiárias.

Resposta de Israel

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ao jornal que utilizam esse tipo de munição para fins de camuflagem e não para atingir pessoas ou provocar incêndios. Segundo os militares, os procedimentos internos proíbem o emprego do material em áreas povoadas, embora admitam a existência de exceções em determinadas circunstâncias operacionais.

O New York Times informou que solicitou esclarecimentos específicos sobre os episódios registrados no sul do Líbano, mas não recebeu resposta sobre os casos analisados.

O uso de fósforo branco por Israel já foi alvo de questionamentos em conflitos anteriores. Organizações de direitos humanos e organismos internacionais investigaram denúncias relacionadas ao emprego da substância na Faixa de Gaza em 2009 e 2023, além de episódios ocorridos no Líbano durante os conflitos de 1982 e 2006.

Em 2013, após críticas de entidades internacionais, o Exército israelense anunciou que reduziria a utilização desse tipo de munição em operações militares.

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Bessent, do Tesouro, diz que EUA têm “dinheiro de sobra” para guerra contra Irã

23 de Março de 2026, 05:05

O governo dos Estados Unidos tem “dinheiro de sobra” para financiar a guerra contra o Irã, mas está solicitando financiamento suplementar do Congresso para garantir que as Forças Armadas estejam bem abastecidas no futuro, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, neste domingo (22).

Bessent, falando no programa “Meet the Press” da NBC News, também descartou aumentar impostos para financiar a guerra.

O pedido das Forças Armadas dos EUA de US$ 200 bilhões em financiamento adicional para a guerra no Irã enfrenta forte oposição no Congresso, com democratas e até mesmo alguns republicanos questionando a necessidade após grandes verbas para defesa no ano passado.

Bessent defendeu o pedido sem confirmar o valor.

O presidente Donald Trump ainda não enviou uma solicitação para que Senado e Câmara dos Deputados aprovem a quantia e seu governo deixou claro que o número pode mudar.

“Temos dinheiro de sobra para financiar essa guerra”, afirmou Bessent. “Isso é suplementar. O presidente Trump fortaleceu as Forças Armadas, como fez em seu primeiro mandato, como está fazendo agora em seu segundo mandato, e quer garantir que as Forças Armadas estejam bem supridas no futuro.”

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse na semana passada que o dinheiro extra era necessário “para garantir que estejamos adequadamente financiados para o que foi feito e para o que talvez tenhamos que fazer no futuro”.

As primeiras indicações sugerem que a guerra será a mais cara para os EUA desde os longos conflitos no Iraque e no Afeganistão. Autoridades do governo disseram aos parlamentares que os primeiros seis dias da guerra contra o Irã custaram mais de US$ 11 bilhões.

Petróleo dispara 15% e supera US$ 106 com nomeação de novo líder do Irã

8 de Março de 2026, 20:10

Os preços do petróleo dispararam neste domingo (8) e ultrapassaram US$ 106 por barril, em meio à escalada da guerra envolvendo o Irã e temores de impactos sobre a produção e o transporte da commodity.

O movimento ganhou novo fôlego após a mídia estatal iraniana informar que Mojtaba Khamenei foi nomeado novo líder supremo do país, sucedendo seu pai, Ali Khamenei.

Esta é a primeira vez em quatro anos que o barril é negociado acima de US$ 100.

Por volta das 19h30 (horário de Brasília), o petróleo West Texas Intermediate crude oil (WTI) para abril avançava 17,47%, a US$ 106,60 o barril, enquanto o Brent crude oil para maio subia 14,86%, a US$ 106,34.

Segundo a mídia estatal iraniana, Mojtaba, de 56 anos, vinha sendo apontado desde as primeiras horas do dia como possível sucessor. Considerado um nome de linha-dura, ele ganhou influência após ajudar a organizar a repressão aos protestos da chamada “Onda Verde”, em 2009, ligados às eleições contestadas que mantiveram Mahmoud Ahmadinejad no poder.

O presidente Donald Trump afirmou ao canal ABC News que poderia haver novas retaliações caso o nome escolhido não tivesse aprovação prévia de Washington. “Se não tiver nossa aprovação, não vai durar muito tempo”, disse. Questionado se aprovaria alguém com ligações ao antigo regime, Trump respondeu que poderia apoiar “um bom líder”.

Israel já afirmou que qualquer novo líder iraniano poderá se tornar alvo militar.

*Com Estadão Conteúdo

Irã anuncia suspensão de ataques a países vizinhos; Trump renova ameaças por “mau comportamento do Irã”

7 de Março de 2026, 09:57

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse neste sábado (7) que o conselho de liderança temporário aprovou a suspensão de ataques contra países vizinhos, exceto se esses países facilitarem ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O anúncio ocorreu enquanto o Irã continuava atacando a região, como resposta às ações dos Estados Unidos e de Israel, informou a Reuters.

O assessor Moghadam Far da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o Irã não recuará diante dos Estados Unidos ou de Israel.

“Os países que não permitiram que seus territórios ou instalações fossem usados ​​pelos Estados Unidos ou pelo regime sionista não foram e não serão alvos”, disse Far em um comunicado.

“Todas as bases que foram usadas como pontos de partida para ataques contra o Irã foram atingidas”, acrescentou.

Nesta manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em publicação na rede Truth Social que “áreas e grupos de pessoas” no Irã estão “sob séria consideração para destruição completa e morte certa”, citando o que ele chamou de “mau comportamento do Irã”.

Trump também respondeu ao anúncio de Pezeshkian e disse que o Irã “pediu desculpas e se rendeu” aos seus vizinhos, acrescentando: “essa promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos EUA e de Israel. Eles queriam dominar e governar o Oriente Médio.”

Além disso, o presidente norte-americano escreveu que “O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO”, destacando que esse cenário seguirá por muitas décadas até que se renda ou entre em “colapso total”.

*Com informações de Reuters e CNBC

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