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Bitcoin (BTC) a US$ 80 mil e a pergunta que não quer calar: para que lado vai a maior criptomoeda do mundo agora?

5 de Maio de 2026, 15:16

O bitcoin ultrapassou a marca de US$ 80 mil ontem (4), atingindo o preço mais alto desde o final de janeiro e uma recuperação de 35% em relação à mínima recente de US$ 60 mil. E a seguir, apresento os fatores que impulsionam essa valorização.

O primeiro deles são as entradas de capital em ETFs de bitcoin. Os ETFs de bitcoin à vista registraram entradas líquidas de aproximadamente US$ 2 bilhões em abril — o mês mais forte desde outubro de 2025. Analistas consideram isso um sinal claro de renovado interesse institucional.

Outro ponto é o progresso CLARITY ACT. O projeto viu um possível acordo sobre o rendimento da stablecoin na semana passada, o que aumenta as chances de aprovação. Uma votação formal do projeto de lei pode ocorrer esta semana, e os participantes do Polymarket agora acreditam que há 64% de chance do Clarity Act se tornar lei em 2026.

A Strategy segue comprando bitcoins. A empresa agora detém 818 mil moedas, ou 3,8% da oferta total. Ao todo, a companhia aumentou sua participação em 13% desde a mínima de US$ 60 mil em janeiro, principalmente com a venda de STRC, que oferece um rendimento de 11,5%.

Por fim, as máximas históricas do mercado de ações favoreceram as criptomoedas. Os mercados de ações estão em um momento de grande apetite por risco, o que provavelmente dá aos investidores de bitcoin alguma confiança para investir a longo prazo.

Vale ressaltar que, nenhum desses fatores estava presente há quatro anos, quando o bitcoin falhou no reteste da média móvel simples de 200 dias em março de 2022. Portanto, a pergunta de um trilhão de dólares agora é:

Esses fatores serão fortes o suficiente para fazer com que desta vez seja diferente?

Conforme mencionado acima, parece que os grupos de pressão das criptomoedas e do setor financeiro tradicional estão próximos de um acordo em relação ao rendimento das stablecoins sob Clarity Act.

Os senadores Tillis (republicano da Carolina do Norte) e Alsobrooks (democrata de Maryland) divulgaram na sexta-feira (1) o texto de compromisso do projeto de lei.

Ele proíbe o rendimento de stablecoins ociosas. Ou seja, não há pagamentos de juros para quem compra e mantém. Ao mesmo tempo, o texto preserva as recompensas para stablecoins usadas em determinadas atividades. Isto significa que, recompensas para quem compra e usa são aprovadas.

Grandes grupos do setor de criptomoedas, como Coinbase e Circle, apoiaram o texto revisado e pediram ao Comitê Bancário do Senado que desse início à fase de votação. O lobby bancário do setor financeiro tradicional (TradFi) mostrou-se menos entusiasmado. Segundo eles, que o projeto de lei estava na direção certa, mas ainda pecava em detalhes importantes.

A questão do rendimento das stablecoins tem sido o principal obstáculo para a aprovação do Clarity Act. Os bancos argumentam que o rendimento das stablecoins provocará uma fuga de depósitos do sistema bancário. As empresas de criptomoedas, por sua vez, afirmam que é economicamente justo para os depositantes, está dentro dos direitos da empresa e é necessário para a competitividade geral.

Com a questão do rendimento perto de ser resolvida, analistas acreditam que uma votação no Senado pode ocorrer antes do recesso de agosto. Nesse cronograma, o Clarity Act poderia ser promulgado até o final do ano. Isso representaria a legislação mais significativa sobre criptomoedas nos EUA até o momento.

  • LEIA MAIS: saiba como buscar renda com criptomoedas, toda sexta-feira, de forma automatizada; conheça o Delta IA

Variações semanais (27/04/26 a 04/05/26)

₿ Bitcoin (BTC): US$ 80.178 | Var. +8,05%

♦ Ethereum (ETH): US$ 2.387| Var. +7,18%

🟠 Dominância Bitcoin: 61,24% | Var. +0,96%

🌐 Valor total do mercado cripto: US$2,66t | Var. +2,7%

💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 322,512b | Var. +0,64%

📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 85,857b | Var +0,74%

* dados referentes ao fechamento em 04/05/26


Tópicos da semana

– Tether reporta lucro de US$ 1,04 bilhão no 1º tri e atinge buffer recorde de US$ 8,23 bilhões:

O relatório de atestação do 1º trimestre de 2026 da Tether apontou um lucro líquido de US$ 1,04 bilhão e um buffer de reservas excedentes recorde de US$ 8,23 bilhões. Ou seja, um ritmo mais moderado em comparação aos mais de US$ 10 bilhões de lucro anual reportados em 2025. A composição das reservas em 31 de março incluía US$ 141 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA, cerca de US$ 20 bilhões em ouro físico e aproximadamente US$ 7 bilhões em bitcoin, dando suporte a US$ 183 bilhões em passivos de USDT. O relatório da BDO é uma atestação pontual (snapshot), e não uma auditoria financeira completa.

– As 17 páginas da BlackRock:

A BlackRock enviou uma carta de 17 páginas no último dia do prazo de 60 dias do Office of the Comptroller of the Currency. Na correspondência a companhia se opunha ao limite proposto de 20% para ativos de reserva tokenizados de emissores de stablecoins no âmbito do GENIUS Act. Segundo a gestora, essa restrição afetaria diretamente produtos como o BUIDL, que hoje lastreia mais de 90% do USDtb da Ethena e do JupUSD da Jupiter, além de solicitar que ETFs de Treasuries sejam reconhecidos como reservas elegíveis e que títulos do Tesouro de taxa flutuante de dois anos sejam incluídos na lista de ativos permitidos, argumentando que os riscos reais das reservas estão relacionados à liquidez, duração e qualidade de crédito, e não ao fato de serem ou não tokenizadas.

A Coinbase, em parceria com a Superstate, vai lançar o Coinbase Stablecoin Yield Fund (CUSHY) no segundo trimestre de 2026:

Voltado para investidores institucionais e focado em estratégias de crédito denominadas em stablecoins por meio de uma classe de cotas tokenizada na plataforma FundOS. Este será o primeiro fundo externo emitido nessa infraestrutura. A estrutura regulada do veículo é uma resposta direta ao CLARITY Act, que proíbe rendimentos de stablecoins equivalentes a juros de depósitos, mas permite incentivos via fundos regulados. O fato de a Coinbase ter apoiado publicamente a legislação um dia antes do anúncio reforça o alinhamento entre o avanço regulatório e o lançamento do produto.


Bitcoin é mesmo reserva de valor… ou o mercado inteiro está errado?

Neste episódio do Crypto Never Sleeps, recebemos Samir Kerbage e Gerson Junior, da Hashdex, para uma conversa profunda sobre o futuro do mercado cripto. Assista aqui:


Aviso obrigatório: este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

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A computação quântica pode destruir o Bitcoin mais cedo do que o esperado: verdade ou primeiro de abril?

1 de Abril de 2026, 15:51

O Google divulgou recentemente um white paper que está causando tumulto no mundo dos criptoativos. Escrito em coautoria com a Fundação Ethereum, a mensagem principal do documento é simples:

O computador quântico necessário para quebrar a criptografia que protege quase todas as carteiras de criptomoedas ficou muito menor – e muito mais barato – do que qualquer um imaginava.

Vou tentar analisar essa informação e explicar passo a passo.

Imagine que você, investidor cripto, tem uma chave particular (a chave da sua porta da frente) e uma chave pública (o endereço da sua casa, que qualquer pessoa pode ver).

Os cálculos que as conectam são tão absurdamente difíceis que nenhum computador comum conseguiria fazer uma “engenharia reversa” da sua chave privada a partir da sua chave pública: essa é a promessa que a computação quântica faz.

Mas um computador quântico pode executar algo chamado algoritmo de Shor (um atalho que explora a física quântica) para fazer exatamente isso: transformar sua chave pública em chave privada, e permitir que hackers com poder computacional quântico suficiente entrem em sua conta e roubem suas criptomoedas.

A grande questão sempre foi: quão potente esse computador quântico precisa ser?

Até esta semana, as melhores estimativas indicavam que seriam necessários cerca de 10 milhões de qubits físicos. Qubits são as unidades básicas de processamento de um computador quântico, algo semelhante aos transistores em um chip comum.

Dez milhões pareciam estar a uma distância segura, talvez décadas à frente – o próprio chip Willow, do Google, só tem 105 qubits.

Mas o Google acaba de reduzir esse número necessário para menos de 500.000 qubits, uma redução de 20 vezes.

Por outro lado, outras pesquisas são ainda mais ousadas em suas estimativas: a Oratomic (startup de computação quântica), o Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e a UC Berkeley (Universidade da Califórnia – Berkeley) demonstram que computadores quânticos podem quebrar criptografia com “apenas” 10.000 qubits atômicos reconfiguráveis.

O Google estima 500.000 qubits, enquanto outras instituições renomadas estimam até menos. Em resumo: está mais claro do que nunca que as blockchains precisam de criptografia pós-quântica.

Agora, vamos para a parte menos chata de ler: o Bitcoin.

Aproximadamente 6,9 ​​milhões de BTC já têm suas chaves públicas visíveis na blockchain no momento. Carteiras antigas, endereços reutilizados, moedas dos “primórdios”. E o nome mais importante dessa lista? Satoshi Nakamoto.

Fonte: Arkham

Os bitcoins de Satoshi estão armazenados em um formato de carteira antigo, chamado P2PK, ou Pay-to-Public-Key (não precisa decorar o nome, é só para te informar mesmo).

Esse formato coloca a chave pública completa diretamente na blockchain, no momento em que as moedas são recebidas. As carteiras modernas escondem a chave por trás de uma segunda camada de cálculos matemáticos, enquanto as carteiras de Satoshi, não.

No Bitcoin, endereço é diferente de chave pública

  • Chave pública: É o par da chave privada, usado para verificar assinaturas digitais. Ela é longa e, em transações antigas, ficava exposta na rede. É como se fosse o número do seu RG, usado pelo sistema para validar que você tem o direito de movimentar aquele dinheiro;
  • Endereço Bitcoin: É uma representação curta e formatada da chave pública (geralmente começa com 1, 3 ou bc1). Funciona como um número de conta bancária, ou PIX, para receber bitcoins.

Quando você recebe Bitcoin, só aparece o seu endereço (hash da chave pública). Já a chave pública só aparece quando você gasta ou envia Bitcoin.

  • Quem envia → revela a chave pública ao gastar;
  • Quem recebenão revela a chave pública, só o endereço.

Mas isso era um problema das carteiras antigas, que não tinham uma tecnologia para resolver a questão. Hoje, as carteiras modernas têm uma tecnologia que evitam a reutilização da chave pública, logo, estão protegidas.

Ainda sim, é um grande problema, uma vez que as carteiras antigas que não foram atualizadas – e, portanto, não tem essa tecnologia – têm suas chaves públicas reveladas, e estão expostas à computação quântica.

E aqui está o ponto crucial…

Nenhuma atualização de software pode corrigir esse ponto retroativamente na carteira de Satoshi.

O próprio Satoshi precisaria fazer login e transferir essas moedas para uma nova carteira à prova de computação quântica. Se ele já faleceu (é no que a maioria das pessoas acredita), essas moedas estão permanentemente expostas.

É um pote de mel, de mais de US$ 70 bilhões, armazenado na blockchain, à espera.

Já existe uma proposta preliminar de Jameson Lopp, pesquisador e especialista em segurança do Bitcoin, para congelar moedas em carteiras vulneráveis ​​após um período de tolerância. Essa proposta incluiria o dinheiro de Satoshi, mas desafiaria o princípio fundamental do Bitcoin de que chaves privadas equivalem a propriedade.

Vocês devem imaginar que esse debate é acalorado e interminável…

A grande questão é que, antes deste artigo do Google, a ameaça quântica parecia um tema com o qual a próxima geração deveria se preocupar. O tipo de assunto que é ignorado em jantares. Mas agora, o próprio Google prevê sistemas quânticos úteis até 2029.

Então, o quanto devemos nos preocupar?

Embora seja um risco real, não é iminente. Não existe, hoje, nenhum computador quântico capaz de fazer isso. Provavelmente, ainda temos anos pela frente. Então, quais são as soluções?

  • A criptografia pós-quântica (uma nova matemática que nem mesmo os computadores quânticos conseguem quebrar) já está sendo testada pelo Ethereum, AlgorandSolana e outros;
  • O próprio Bitcoin já passou por atualizações bem-sucedidas antes (SegWit, Taproot), e pode passar novamente;
  • A Fundação Ethereum foi coautora deste artigo, o que demonstra que estão levando o assunto a sério.

Qual o meu palpite de como tudo isso vai terminar? Bom, acredito que toda a indústria cripto será obrigada a atualizar sua criptografia agora, enquanto ainda há tempo.

E, como resultado, os criptoativos se fortalecem.

  • LEIA MAIS: Criptomoedas em alta, baixa ou ‘estacionadas’? Não importa: o novo robô SOROS busca lucros de maneira automática em qualquer cenário; veja como

Variações semanais (23/03/26 a 31/03/26)

  • Bitcoin (BTC): US$ 68.226 | Var. -3,72%
  • ♦ Ethereum (ETH): US$ 2.103 | Var. -2,64%
  • 🟠 Dominância Bitcoin: 58,74% | Var. -0,35%
  • 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 2,32 tri | Var. -2,52%
  • 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 316,223 bi | Var. +0,18%
  • 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 95,29 bi | Var 2,88%

*dados referentes ao fechamento em 31/03/26


Tópicos da semana

  • Michael Barr, do Fed, defende supervisão mais rigorosa sobre as stablecoins: O governador do Federal Reserve (Fed), Michael Barr, alertou que as stablecoins exigem uma supervisão federal robusta. Embora tenha reconhecido que o GENIUS Act fornece maior clareza, Barr destacou lacunas significativas restantes, incluindo regulação dos ativos de reserva, potencial de arbitragem regulatória entre estruturas estaduais e federais, exigências de capital e liquidez, e proteção ao consumidor. Os comentários indicam que o Fed pretende pressionar por regras mais rígidas durante a implementação, mesmo com a expansão das stablecoins para além do trading cripto, incluindo remessas, trade finance e gestão de tesouraria corporativa.
  • Nova regra busca abrir mercado de aposentadoria de US$ 8 trilhões para cripto: O Departamento de Trabalho dos EUA propôs uma regra de safe harbor que permite que fiduciários de planos de aposentadoria (os chamados “401(k)”) considerem investimentos alternativos, incluindo fundos ligados a criptomoedas, implementando a diretiva executiva de agosto de 2025 de Donald Trump para ampliar o acesso a planos de aposentadoria. A regra se aplica a um mercado de US$ 10,1 trilhões, distribuído em aproximadamente 721.000 planos elegíveis, onde atualmente apenas 4% dos planos de contribuição definida oferecem alternativas, e apenas 0,1% dos ativos estão alocados nelas. As dúvidas em aberto incluem as taxas reais de adoção pelos investidores e se o acesso ampliado via planos de aposentadoria poderia canibalizar a demanda por produtos de bitcoin baseados em ações já existentes.
  • BNP Paribas lança seis ETNs de cripto para clientes de varejo na França: O banco BNP Paribas está disponibilizando seis ETNs ligados a cripto, indexados a Bitcoin e Ether, para clientes de varejo franceses, abrangendo investidores individuais, empreendedores, clientes de private banking e usuários do Hello bank!, com potencial expansão para clientes de wealth management fora da França. O acesso do varejo europeu a produtos cripto regulados está acelerando: o Reino Unido reabriu o acesso a ETNs cripto para varejo em outubro de 2025, após uma proibição de quatro anos, e o banco alemão ING adicionou recentemente ofertas de ETNs da Bitwise e da VanEck. O BNP Paribas também vem ampliando sua exposição à blockchain, tendo ingressado na Canton Foundation em setembro de 2025, participado da rodada de financiamento de US$ 135 milhões da Digital Asset e lançado cotas tokenizadas de fundos de mercado monetário na rede Ethereum.

Gráfico da semana

Fonte: TradingView

Ao longo de 2026 (e já desde 2025), o Bitcoin vinha ficando para trás em relação ao ouro e ao Nasdaq, sequer participando do debasement trade, que favoreceu o ouro como alternativa ao dólar, ou do rali de tecnologia global puxado pela inteligência artificial (IA).

No entanto, o gráfico acima mostra que, desde o início do conflito no Oriente Médio, o BTC começou a mudar esse comportamento. O ativo passou a reagir melhor nesse ambiente de maior incerteza, reforçando sua tese como hedge geopolítico.


Por que o Bitcoin está caindo — e será que esse ciclo é diferente de tudo que já vimos?

No último episódio do Crypto Never Sleeps, recebemos André Portilho (Head de Digital Assets do BTG Pactual) para uma análise profunda do momento atual do mercado de cripto.

A queda recente do Bitcoin levantou dúvidas importantes: estamos em bear market, ou apenas em uma correção? O institucional mudou o jogo? Será que as narrativas clássicas ainda fazem sentido?

Assista ao episódio na íntegra clicando aqui.

Aviso obrigatório
Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

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Inside information? Que ‘segredo’ os usuários do Polymarket estão guardando sobre o fim da guerra no Oriente Médio?

24 de Março de 2026, 12:55

Durante o último final de semana, Donald Trump deu um ultimato ao Irã dizendo que, se o país não abrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas, os Estados Unidos atacariam e destruiriam diversas usinas elétricas na região, começando pela maior.

Poucas horas antes de completar o prazo, Trump o prorrogou até sexta-feira (27), e disse que as conversas com o Irã foram “muito boas e produtivas”.

O bitcoin (BTC) saiu da faixa dos US$ 68 mil para os US$ 70 mil em questão de minutos, e o mercado respirou como um todo. Eis que…

O Irã, então, afirmou que não houve contato direto com Trump e, inclusive, não vai abrir o Estreito de Ormuz enquanto os EUA não se desculparem e repararem os estragos que causaram com a guerra.

Além disso, alegaram que Trump recuou, pois a ameaça era de atingir a infraestrutura energética de toda a Ásia Ocidental.

Sim, temos dois países contando histórias diferentes do que aconteceu. Enquanto um fala que as negociações estão progredindo, o outro fala que nunca houve qualquer negociação.

O que isso indica? Que provavelmente a guerra vai se estender, correto?

Enquanto isso, misteriosamente, 10 carteiras novas no Polymarket apostam em “SIM” para um cessar-fogo entre EUA e Irã acontecer entre os dias 31 de março e 15 de abril.

Fonte: X (antigo Twitter), Polymarket

Todos esses usuários acima, a favor de um “SIM”, com posições entre US$ 7 mil e US$ 24 mil.

99% das posições foram compradas com ordens a mercado, e o tamanho combinado soma aproximadamente US$ 160 mil. O pagamento em caso de cessar-fogo até o final desse mês soma algo em torno de US$ 1,04 milhão.

E sabe o que é mais curioso? Duas dessas carteiras idênticas apostaram anteriormente em “SIM” para o ataque dos EUA ao Irã antes de 28 de fevereiro – e sacaram US$ 135 mil.

Alguém está construindo uma posição gigantesca, e parece difícil acreditar que sejam apenas usuários aleatórios.

Portanto, fique de olho nas notícias. Semana que vem, trago uma atualização com gráficos sobre o ciclo das criptomoedas.


Variações semanais (16/03/26 a 23/03/26)

  • Bitcoin (BTC): US$ 70.862 | Var. -4,61%
  • ♦ Ethereum (ETH): US$ 2.160 | Var. -7,81%
  • 🟠 Dominância Bitcoin: 58,95% | Var. -0,22%
  • 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 2,38 tri | Var. +2,25%
  • 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 315,686 bi | Var. -0,29%
  • 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 95,81 bi | Var.-3,79%

*dados referentes ao fechamento em 23/03/26


Tópicos da semana

  • New York Stock Exchange (NYSE) firma parceria com Securitize: a Securitize será o primeiro agente de transferência digital da NYSE, para liberar ações e ETFs tokenizados com negociação 24 horas por dia, 7 dias por semana, e liquidação instantânea via stablecoins.
  • Gemini é alvo de processo judicial por divulgações no IPO: A Gemini enfrenta uma ação coletiva (class-action) movida em Nova York, alegando que a empresa enganou investidores sobre sua estratégia de negócios antes e depois do seu IPO, em 2025. As ações estrearam a US$ 32 em setembro de 2025 e, desde então, caíram mais de 80%, para aproximadamente US$ 6. A combinação da forte queda do papel com o processo por valores mobiliários levanta questionamentos sobre os padrões de divulgação de empresas nativas de cripto que buscam abertura de capital.
  • Aave DAO dá um passo mais próximo da implementação do V4: A Aave DAO aprovou sua proposta de Aave Request for Comment (ARFC), com 100% de apoio, para iniciar as discussões sobre a implementação do Aave V4 na rede principal do Ethereum. A atualização introduz uma arquitetura modular de Hub and Spoke, na qual pools de liquidez compartilhados atendem múltiplos mercados de empréstimo por meio de linhas de crédito limitadas. O desenvolvimento contou com 345 dias de auditorias acumuladas, verificação formal, e um concurso público de segurança financiado pela DAO no valor de US$ 1,5 milhão. O ARFC representa a fase inicial de governança não-vinculante antes de avançar para uma votação vinculante on-chain de uma Aave Improvement Proposal (AIP) e, posteriormente, para a implementação efetiva.

Gráfico da semana

Fonte: X (antigo Twitter)

O gráfico mostra uma estimativa da receita do Polymarket após a introdução de um novo modelo de taxas, marcando uma mudança importante na estratégia da plataforma. Durante sua fase inicial, o Polymarket operou sem cobrar fees, priorizando crescimento e adoção (uma abordagem comum em cripto para atrair usuários e liquidez).

Agora, com volumes já relevantes (cerca de US$ 2,54 bilhões na semana analisada), a introdução de taxas passa a monetizar essa base. O modelo projetado indica aproximadamente US$ 13,4 milhões por semana (cerca de US$ 696 milhões anualizados), com destaque para a categoria de Crypto, responsável por quase metade da receita (aproximadamente 47%).

Um ponto interessante é a diferenciação de taxas entre as categorias: “esportes” apresenta as menores taxas, o que faz sentido, dado o ambiente altamente competitivo com casas de apostas tradicionais.

Já “crypto” concentra as maiores taxas, refletindo o fato de que o Polymarket é líder claro no nicho de prediction markets (mercados preditivos) atualmente.

Por outro lado, esse domínio pode começar a ser desafiado por players relevantes, como a Coinbase e a Hyperliquid, que já estão explorando iniciativas em prediction markets e podem representar um risco competitivo no médio prazo.

Ainda assim, o ponto mais importante é que, com infraestrutura e liquidez já estabelecidas, grande parte dessa receita tende a ter alta margem. Isso sugere que o Polymarket pode rapidamente se posicionar como uma das maiores (senão a maior) empresas lucrativas do mercado de cripto, caso consiga sustentar esses volumes e manter engajamento após a introdução das taxas.


Estamos entrando na maior crise global da história? É o começo de uma nova ordem mundial?

No último episódio do Crypto Never Sleeps, Daniel Lopez explica como guerras, energia, dólar e tecnologia podem estar conectados em um possível “reset” do sistema global — e o que isso significa para os seus investimentos. Assista clicando aqui.

Saiba mais sobre nossos fundos de criptoativos:

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Aviso obrigatório
Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

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Você perdeu essas três notícias do mercado de criptomoedas enquanto ‘rolava’ a tela do celular

18 de Março de 2026, 14:23

Enquanto todos nós atualizávamos nossos feeds de notícias macro e geopolíticas para aliviar o estresse, três grandes acontecimentos no mundo das criptomoedas passaram completamente despercebidos nas últimas 24 horas.

1. Mastercard concorda em adquirir a BVNK por US$ 1,8 bilhão

Nunca ouviu falar da BVNK? Eu também não, mas é uma empresa de infraestrutura de stablecoins.

Pense nela como a camada de infraestrutura que permite que grandes instituições financeiras movimentem stablecoins e ativos tokenizados, sem precisar substituir toda a sua estrutura tecnológica e começar do zero.

Agora, a Mastercard está adquirindo empresas como essa em massa. Não porque queiram se tornar uma empresa de criptomoedas em si – eles querem continuar sendo a Mastercard de hoje.

Mas a BVNK permite que eles façam o que já fazem, ao mesmo tempo em que também capturam a movimentação de dinheiro on-chain em mais de 130 países.

Essa história parece familiar? No ano passado, a Stripe adquiriu a Bridge (outra empresa de infraestrutura de stablecoins). Agora, a Mastercard adquire a BVNK.

O padrão está ficando mais claro: os gigantes do setor financeiro tradicional não estão construindo suas próprias infraestruturas de criptomoedas, mas sim comprando empresas que já as construíram.

2. Cinco bancos dos EUA anunciam que estão depositando na blockchain

Não são stablecoins. São depósitos bancários reais, representados em uma blockchain.

Os bancos: Huntington Bancshares, Old National Bancorp, First Horizon, M&T Bank e KeyCorp.

Todos estão testando algo chamado Cari Network: uma plataforma de depósito tokenizada construída sobre o Prividium da ZKsync. Basicamente, é uma camada de preservação de privacidade projetada especificamente para instituições financeiras:

  • Transações são verificadas sem expor os dados;
  • Concorrentes não podem ver suas posições;
  • Órgãos reguladores ainda podem auditar tudo.

Eis o motivo pelo qual isso causa um impacto diferente: O dinheiro continua segurado pelo FDIC, dentro do perímetro regulatório. O banco não muda – mas a infraestrutura que o sustenta, sim.

Liquidações de processos, que antes levavam dias, agora levam apenas segundos. E tudo funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Eu entendo, esses bancos não são o JPMorgan ou o Bank of America, estão no nível intermediário dos bancos regionais… mas, se funcionar, os grandes seguirão o exemplo.

Por fim,

3. Bitmine (BMNR) acaba de fazer três movimentos simultâneos

A Bitmine (NYSE: BMNR) liderou uma rodada de financiamento de US$ 125 milhões para a Eightco (Nasdaq: ORBS), investindo US$ 75 milhões.

A Eightco usou US$ 50 milhões desses recursos para comprar uma participação na OpenAI, dona do ChatGPT.

E enquanto tudo isso acontecia, a Bitmine aumentou silenciosamente suas reservas de ethereum (ETH), chegando a 4.595.562. Isso representa um aumento de 65.000 ETH em sete dias.

Junte tudo isso, e a leitura fica cristalina:

A BMNR não está escolhendo entre criptomoedas e inteligência artificial (IA). Estão apostando em um mundo onde os dois convergem, e usando um para financiar o outro.

Eles acumularam uma reserva financeira em Ethereum, e a usaram como plataforma de lançamento para entrar na “corrida armamentista” da IA.

O cenário macroeconômico atual é conturbado, isso é inegável.

Mas enquanto todos nós estávamos de olho nos preços do petróleo e nos mapas de guerra, a infraestrutura institucional do mundo cripto teve uma de suas maiores semanas em muito tempo.

A Mastercard está entrando nesse mercado. Os bancos estão testando depósitos on-chain. E os investidores mais experientes estão integrando criptomoedas e inteligência artificial, antes que o resto do mercado perceba.

  • VEJA MAIS: Ferramenta automatizada “varre” o mercado de criptomoedas em busca de retornos de até R$ 1 milhão; veja como acessar 

Variações semanais (09/03/26 a 16/03/26)

  • Bitcoin (BTC): US$ 74.294 | Var. +8,44%
  • ♦ Ethereum (ETH): US$ 2.343 | Var. +17,62%
  • 🟠 Dominância Bitcoin: 59,08% | Var. -0,11%
  • 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 2,32 tri | Var. +8,19%
  • 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 315,827 bi | Var. +0,85%
  • 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 99,595 bi | Var.+4,75%

*dados referentes ao fechamento em 16/03/26


Tópicos da semana

  • OpenSea adia lançamento do token SEA devido às condições desafiadoras de mercado: A OpenSea adiou o lançamento do token SEA, que estava previsto para 30 de março, com o cofundador Devin Finzer reconhecendo diretamente o atraso;
  • Fundação Solana lança a plataforma de agregação de ativos @tokens: A Fundação Solana lançou o @tokens, seu primeiro produto oficial, que agrega as representações fragmentadas e com múltiplas variantes de ativos estrangeiros na Solana (por exemplo, as várias versões de Bitcoin “wrapped”) em uma única camada neutra com novas APIs. A plataforma também oferece um feed de notícias com assistência de IA, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, destacando manchetes globais conectadas diretamente a ativos negociáveis relevantes na rede Solana;
  • Argentina ordena bloqueio nacional do Polymarket: Um tribunal de Buenos Aires determinou o bloqueio nacional do Polymarket após uma denúncia da loteria da cidade, citando operações de jogo não-autorizadas e a ausência de verificação de idade, o que permite a participação de menores. O órgão regulador de comunicações, ENACOM, foi instruído a coordenar a aplicação da medida com os provedores de internet (ISPs), e tanto o Google quanto a Apple foram orientados a remover os aplicativos móveis do Polymarket das lojas argentinas. A Argentina se torna o segundo país da América Latina a proibir a plataforma, depois da Colômbia, juntando-se a mais de 30 países no mundo que restringiram o acesso. A atenção aumentou após as probabilidades em um mercado do Polymarket, que acompanhava o índice de inflação de fevereiro da Argentina, mudarem bruscamente 15 minutos antes da divulgação oficial dos dados, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada.

Gráfico da semana

Conforme demonstrado abaixo, o preço do bitcoin (BTC) está seguindo aproximadamente a tendência de 2022, no atual mercado de baixa.

Fonte: The DeFi Report

Em 2022, vimos uma recuperação de dois meses (+34%) durante o mesmo período de baixa no mercado, que coincidiu com o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Essa recuperação contrária à tendência foi rejeitada na média móvel de 50 semanas, e o BTC acabou despencando. Levaria quase dois anos para recuperar esse nível.

Nas últimas seis semanas, vimos uma recuperação semelhante, com o BTC subindo 22% em relação às mínimas do início de fevereiro.

A principal diferença entre 2022 e atualmente, é que, na minha visão, o BTC já entrou em território de valor justo.

Portanto, embora a queda de hoje seja semelhante àquela de 2022, creio que o mercado atual de baixa está mais avançado na formação de uma mínima macro.


Assista ao último episódio do podcast Crypto Never Sleeps aqui.

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Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

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Onde estamos no ciclo do bitcoin (BTC)? Esses indicadores podem dar a resposta

10 de Março de 2026, 16:32

Nós, do mercado de criptomoedas, acompanhamos regularmente alguns indicadores de ciclo do bitcoin (BTC). No momento, eles nos mostram que estamos em uma boa “zona de compra”. A seguir, vamos destrinchá-los.

Coinbase Bitcoin Premium Index:

Fonte: Coinglass

O cálculo desse índice é feito da seguinte maneira:

Prêmio = (Preço Coinbase – Preço médio Global) / Preço médio Global

Quando esse índice está positivo, significa que os norte-americanos estão comprando bitcoin (BTC) mais caro na Coinbase do que outros investidores ao redor do mundo. Isso normalmente sugere:

  • Forte demanda de compra nos EUA;
  • Entrada de capital institucional;
  • Alta liquidez em dólares;
  • Otimismo dos investidores.

Através desse índice, é possível ter uma noção do apetite ao risco e do nível de participação dos investidores dos Estados Unidos, acompanhando entradas e saídas do capital institucional, e coletando sinais sobre tendências de preços de curto prazo e mudanças na estrutura de mercado.

O gráfico acima condiz exatamente com o gráfico abaixo, que mostra a entrada de capital institucional nos ETFs de Bitcoin nos EUA.

Total Bitcoin Spot ETF Net Inflow:

Fonte: SoSoValue

Os dados mostram uma captação líquida positiva nas últimas 3 semanas, indicando que, apesar de todo o pessimismo de mercado e o cenário geopolítico conturbado, investidores institucionais dos EUA voltaram a acumular Bitcoin – o que pode significar que estamos em uma região favorável de compra.

Bitcoin Long-Term Holders Net Position

Outro indicador interessante de acompanhar é a posição líquida dos long-term holders (LTH) – ou seja, os detentores de Bitcoin de longo prazo. O gráfico nos permite analisar se os detentores de longo prazo estão comprando ou vendendo BTC.

Fonte: Glassnode

Apesar de termos visto uma maior pressão vendedora nos últimos meses, quando olhamos à direita do gráfico, vemos uma barrinha verde bem fina, mostrando que os investidores voltaram a acumular, o que corrobora ainda mais a tese de estarmos em uma região interessante de compra.

Média móvel do bitcoin (BTC)

Um outro indicador que gostamos de comparar é a média móvel de 200 semanas do preço do BTC versus sua cotação atual:

Fonte: TradingView

A média móvel de 200 semanas (200 SWA) virou uma referência no Bitcoin por representar o custo médio de longo prazo do mercado.

O período de 200 semanas é utilizado porque suaviza 4 anos de preço: é equivalente a cerca de 3,8 anos – praticamente um ciclo completo do Bitcoin (halving cycle) e, por isso, torna-se uma espécie de linha estrutural do ciclo.

Hoje, a média móvel de 200 semanas do indicador está na faixa dos 1,22, sinalizando que estamos em um território de “valor justo”. No bear market de 2018, o preço do BTC não caiu abaixo desse indicador. Em 2022, caiu significamente abaixo, chegando a um índice de apenas 0,68.

Abaixo, uma tabela de como interpretar essa métrica e entendermos onde estamos. Esses valores são aproximados, e precisam ser interpretados de acordo com o contexto:

No momento, acreditamos que o bear market atual é mais parecido com o de 2022.

Naquele ano, o BTC oscilou em torno da zona de “valor justo” (US$ 22 mil) por aproximadamente 5 meses antes da queda final em novembro, durante o colapso da FTX. Esse foi o caminho para o fundo.

Durante aquele período, nenhuma alta ultrapassou o suporte anterior (US$ 30 mil na época).

No atual mercado de baixa, podemos observar uma estrutura semelhante começando a se formar. Já houve duas vezes em que o preço se recuperou a partir do suporte na faixa dos US$ 60 mil.

Acredito que a resistência de alta esteja na faixa de US$ 74 mil a US$ 80 mil. Portanto, o cenário-base é de uma oscilação entre US$ 60 mil e US$ 75 mil, aproximadamente.

Ainda poderemos ver preços mais baixos dentro dessa faixa que comentei, ou seja, o mercado ainda pode oscilar um pouco mais para baixo, antes de encontrar um fundo mais claro.

Mas mesmo que isso aconteça, a realidade é que já estamos em uma região de preço que, olhando no longo prazo, dificilmente fará tanta diferença milimétrica no resultado final.

A verdade é que acertar o fundo exato é praticamente impossível, e quem investe há mais tempo no mercado aprende isso cedo ou tarde.

No fim das contas, o mais importante não é acertar o fundo em cheio, mas sim estar posicionado com racionalidade ao longo do ciclo.

  • VEJA MAIS: Ferramenta automatizada “varre” o mercado de criptomoedas em busca de retornos de até R$ 1 milhão – veja como acessar 

Variações semanais (02/03/26 a 09/03/26)

  • ₿ Bitcoin (BTC): US$ 68.394 | Var. 0,59%
  • ♦ Ethereum (ETH): US$ 1.992 | Var.-1,67%
  • 🟠 Dominância Bitcoin: 59,08% | Var. +1,37%
  • 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 2,32 tri | Var. +6,48%
  • 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 314,235 bi | Var. +1,17%
  • 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 95,078 bi | Var.+2,27%

*dados referentes ao fechamento em 09/03/26


Tópicos da semana

  • Strategy faz venda recorde de ações e possível compra de US$ 100 milhões em Bitcoin: A Strategy realizou uma venda recorde de ações preferenciais (STRC) para levantar capital. A operação movimentou cerca de US$ 300 milhões, recursos que fazem parte da estratégia da companhia de financiar novas compras de bitcoin (BTC). Segundo estimativas, parte desse dinheiro já pode ter sido usada para adquirir aproximadamente 1.400 BTCs, o que representaria algo próximo de US$ 100 milhões, dependendo do preço de compra.
  • Presidente da CFTC destaca ampla agenda cripto, incluindo regras sobre DeFi e prediction markets: O presidente da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) destacou que a agência dos EUA pretende avançar em uma agenda regulatória ampla para o setor de criptomoedas, incluindo regras específicas para DeFi e prediction markets em blockchain. A proposta busca esclarecer quando desenvolvedores ou traders de protocolos DeFi precisam se registrar junto ao regulador, e como essas plataformas devem cumprir as leis existentes de derivativos.
  • Co-Fundador do Ethereum vende $158 Milhões de ETH: Um dos cofundadores do Ethereum, Jeffrey Wilcke, movimentou cerca de 79.859 ETH (aprox. US$ 158 milhões) para a exchange Kraken, o que indica que esses tokens provavelmente seriam vendidos no mercado. Após a transferência, a carteira conhecida de Wilcke ficou com cerca de 16 mil ETH, avaliados em aproximadamente US$ 30 milhões. A venda não surpreendeu analistas, já que Wilcke deixou o desenvolvimento ativo do Ethereum em 2019 e tem vendido parte de suas reservas ao longo dos anos, tendo transferido mais de US$ 500 milhões em ETH para exchanges anteriormente. Vitalik Buterin também vem reduzindo parte de suas próprias holdings em 2026 para financiar projetos e iniciativas do ecossistema, em um momento em que o preço do ETH enfrenta pressão e permanece abaixo de US$ 2.000.

“O colapso iminente para o qual ninguém está preparado”

Neste episódio do Crypto Never Sleeps, Fernando Roxo e Otávio Fakhoury entram no centro da crise global e mostram por que o avanço dos conflitos no Oriente Médio, a tensão entre Estados Unidos, Irã, China, Rússia e Taiwan, e a fragilidade do sistema financeiro podem mudar completamente o jogo para investidores.

A conversa conecta geopolítica, dívida global, crédito, commodities, ouro, prata e Bitcoin para explicar o que realmente está em risco nos próximos anos.

Assista esse episódio aqui e tire suas conclusões!

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