Markus Zusak já provou, em escala global, que sabe como extrair beleza da dor. Se em seu best-seller mais famoso, A Menina que Roubava Livros, a morte era a narradora, em Três Cães Selvagens (e a Verdade) quem dita o ritmo são três forças da natureza que não pedem licença para entrar: Reuben, Archer e Frosty, cachorros que acompanharam a vida do autor por vários e vários anos. Ao abrir as portas de seu lar para esses animais — que estão mais para lobos indomáveis do que para cães domésticos —, Zusak nos convida a assistir ao desmonte da própria sanidade e, curiosamente, à reconstrução de sua ideia de família.
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