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Jardinagem hidropônica em casa

25 de Dezembro de 2024, 18:48

25 ervas aromáticas, legumes e plantas para cultivar na água: Um guia para a jardinagem hidropônica em casa

A jardinagem nem sempre requer solo. A hidroponia, a prática de cultivar plantas na água, ganhou popularidade devido à sua eficiência de espaço e à alegria de cultivar plantas de maneiras não convencionais. Aqui está uma lista de 25 ervas, vegetais e plantas que você pode cultivar na água, tornando sua casa um oásis verde e abundante.

Ervas
Manjericão: Propague o manjericão colocando estacas na água. Certifique-se de que as estacas tenham cerca de quatro polegadas de comprimento e troque a água regularmente.
Hortelã: Esta erva resistente pode ser cultivada na água a partir de estacas. Basta colocá-las em um recipiente com água e vê-las prosperar.
Orégano: Semelhante ao manjericão, o orégano pode ser propagado a partir de estacas. Coloque os caules na água e espere as raízes crescerem.
Sálvia: Pegue estacas na primavera e coloque-as na água. A sálvia gosta de bastante luz e circulação de ar.
Stevia: Conhecida por suas folhas doces, a estévia pode ser propagada na água. Ela requer luz forte e indireta.
Tomilho: Comece com uma estaca de uma planta existente e coloque-a na água. O tomilho precisa de muita luz para desenvolver raízes.
Capim-limão: Coloque a extremidade da raiz na água e ela crescerá novos brotos. O capim-limão prefere um ambiente quente.
Coentro: Coloque os caules em um copo de água e deixe-os em uma área clara. Troque a água a cada poucos dias.

Vegetais
Alface: Regenere a alface mantendo a base em uma tigela de água rasa. Ela regenerará folhas que podem ser colhidas.
Aipo: Semelhante à alface, mantenha a base do aipo em uma tigela de água para regenerar o talo central.
Cebolinha: Mantenha a base branca com raízes na água e você terá um suprimento contínuo de brotos verdes.
Cebolinha: Se um dente de alho começar a brotar, coloque-o na água. Você cultivará cebolinha de alho, que pode ser usada para cozinhar.
Acelga chinesa: Coloque a base na água e ela brotará novas folhas.
Cenouras: Coloque as partes superiores das cenouras na água e elas produzirão folhas. Embora você não obtenha novas cenouras, as folhas são comestíveis.
Pimentões: Você pode começar os pimentões na água. Depois de brotarem, podem ser transferidos para vasos para continuar crescendo.

Plantas
Pothos: Esta planta de casa popular pode ser facilmente propagada na água. Corte abaixo de um nó e as raízes devem se formar em uma semana.
Filodendro: Como o pothos, estacas podem ser colocadas na água e logo crescerão raízes.
Planta-aranha: Coloque os bebês da planta-aranha na água até que as raízes se formem, então plante-as no solo.
Lírio-da-paz: Esta elegante planta pode ser cultivada em um vaso de água com suas raízes submersas.
Bambu da sorte: Esta planta prospera na água. Basta trocar a água a cada duas semanas para mantê-la saudável.
Violetas africanas: Comece-as a partir de estacas de folhas na água. Depois que as raízes se formarem, você pode plantá-las no solo.
Hera-inglesa: Esta planta trepadeira pode ser iniciada na água. Corte uma seção e mergulhe a extremidade cortada na água.
Coleus: Estacas de coleus podem enraizar facilmente na água. Uma vez enraizadas, podem ser plantadas no solo.
Begônia: As begônias podem ser propagadas a partir de uma única folha. Coloque o caule na água e espere as raízes crescerem.
Lágrimas-de-cristo: Essas flores coloridas também podem ser propagadas na água por meio de estacas.

Dicas para cultivar na água
Use recipientes escuros para limitar o crescimento de algas.
Troque a água regularmente para repor o oxigênio e evitar a decomposição.
Adicione fertilizante hidropônico líquido para fornecer nutrientes essenciais.
Certifique-se de que as plantas recebam luz adequada, seja de uma fonte natural ou de luzes de crescimento.
Seja paciente; algumas plantas demoram mais para enraizar na água do que outras.
A jardinagem hidropônica pode ser uma experiência divertida e gratificante. É uma excelente opção para aqueles com espaço limitado ou para quem está interessado em explorar o cultivo sem solo. Com essas 25 plantas, você pode começar seu próprio jardim aquático interno e desfrutar dos frutos (e vegetais e ervas) do seu trabalho.

Publicado originalmente em https://t.ly/C5aD9

Alface: tipos e benefícios

5 de Dezembro de 2024, 10:33

É uma verdura muito consumida no Brasil, sendo rica em fibras, água e nutrientes. Suas variedades possibilitam que a hortaliça seja cultivada o ano todo.

Originária do leste do Mediterrâneo, sendo utilizada na alimentação há muito tempo, desde 500 a.C. Muito popular, é cultivada praticamente no mundo todo, sendo ainda bastante nutritiva. Foi trazida para o Brasil pelos portugueses, no século XVI.

Seu nome científico é Lactuca Sativa, e é uma hortaliça pertencente à família Asterácea, a mesma da chicória, da escarola, do almeirão e da alcachofra.

As folhas de alface encontram-se prontas para o consumo quando estão frescas, ou seja, quando possuem a aparência brilhante, firme e sem áreas escuras. Quando estão com as folhas amassadas ou amareladas, é melhor não consumi-la.

Com a tecnologia cada vez mais avançada, a hortaliça passou a ser vendida em embalagens adequadas e que a mantêm tenra por um período maior, já que ela se perde muito rápido. Por isso, é importante condicioná-la refrigerada.

Os principais tipos
Engana-se quem pensa que toda alface é igual. Ela pode ser lisa, crespa e ter diferentes tonalidades de cor verde ou roxa. Na verdade, existem sete principais tipos de alface, e eles têm propriedades bem parecidas entre si, mas com sabores, texturas e cores diferentes.

Alface-americana: é a mais comum dos tipos de alface, encontrada com facilidade em supermercados e feiras livres. Possui cor verde-claro, sabor leve e textura firme. Dos tipos da hortaliça, é a que tem menor índice de vitaminas.

Alface-crespa: o próprio nome já diz sobre a sua textura, destaca-se por ter fósforo e cálcio em sua composição.

Alface-romana: com folhas levemente crocantes, ela nos faz lembrar de outra verdura, a acelga, com a diferença de não ter as folhas tão rígidas. É fonte de vitamina K e magnésio.

Alface-roxa: recebe esse nome por ter a ponta de suas folhas na cor roxa. Ela também possui alto poder antioxidante.

Alface-lisa: chamada popularmente de alface-manteiga, tem um amargor levemente acentuado. Não possui o aspecto crocante que outros tipos de alface possuem. Contém bastante cálcio e potássio, e é bastante utilizada em lanches e hambúrgueres.

Alface-frisada: conhecida também como alface frisée, é muito consumida na gastronomia francesa, geralmente acompanhada com molho de mostarda dijon. Apresenta vitamina A, vitamina C, cálcio e fósforo.

Alface-mimosa: tem o aspecto delicado e pode apresentar suas pontas na cor roxa. Possui um amargor mais acentuado.

Seus benefícios
A alface possui baixo teor calórico, já que cada 100g dela contém somente 15 calorias. A folha contém vitamina A, vitamina C, niacina (vitamina do complexo B) e minerais como cálcio, fósforo e ferro. É rica também em zinco, cobre, enxofre, silício, ácido fólico e clorofila.

O seu consumo auxilia no funcionamento da visão, no processo de cicatrização, no combate de infecções, além de fortalecer ossos e dentes. Também funciona como calmante, combate a insônia e tem efeito diurético e laxante.

Não existe restrição no que diz respeito à quantidade de alface consumida por dia, mas o recomendado é comer de seis a oito folhas diariamente.

Veja outros benefícios dessa hortaliça:

Alimentação: o consumo da alface traz a sensação de saciedade. Isso se deve à quantidade de fibras e água presente em cada folha da hortaliça. No entanto, é bom lembrar que nenhum alimento sozinho ajuda a emagrecer. Ainda nesse sentido, fique atento aos acompanhamentos, uma vez que molhos muito cremosos ou gordurosos podem aumentar o consumo de calorias.

Sistema imunológico: o consumo regular da alface ajuda a manter o fortalecimento do corpo humano, melhorando os mecanismos de defesa do organismo. Com isso, ela se torna uma boa aliada no combate de gripe ou resfriado.

Visão: por possuir vitamina A, luteína e zeaxantina, substâncias carotenoides que agem na redução de doenças oftalmológicas, como a catarata (que, se não tratada, pode levar à cegueira), o consumo diário da alface pode evitar esse tipo de problema de saúde.

Funcionamento intestinal: ainda sobre as fibras presentes nas folhas de alface, são elas que auxiliam na prevenção da constipação intestinal, ajudando a melhorar o trânsito que ocorre esse órgão. Dentre as fibras importantes da hortaliça, destaca-se a pectina.

Efeito calmante: já ouviu falar que comer alface dá sono? É que suas folhas contêm uma substância conhecida como lactucina, que relaxa o organismo e contribui no combate até da insônia. Por isso o alimento é considerado para alguns um calmante natural.

Hidratação: a folha da alface tem em sua constituição, aproximadamente, 96% de água. Assim, seu consumo ajuda a deixar o organismo hidratado por mais tempo. No entanto, é claro, nada substitui o consumo de água.

Pressão arterial: uma dieta rica em potássio contribui para baixar a pressão arterial. Desse modo, por esse nutriente ser encontrado nas folhas da alface, é possível que ela apresente mais esse benefício, já que o potássio ajuda a diminuir os efeitos do sódio e a dilatar os vasos sanguíneos.

Seu cultivo
O cultivo da alface é apropriado em regiões que possuem temperaturas amenas, entre 20ºC e 25ºC. Contudo, há no mercado variedades que possibilitam a disposição da hortaliça o ano todo. Para isso, é preciso ter cuidado na escolha das sementes de acordo com o clima da época e/ou da região e atenção, altas temperaturas e muita luminosidade provocam o florescimento precoce da folha.

Publicado originalmente em https://brasilescola.uol.com.br/saude/alface.htm

Cultive flores na horta

28 de Novembro de 2024, 11:27

A melhor maneira de proteger a nossa horta é criar um espaço rico em biodiversidade, com plantas que podem ajudar a proteger os cultivos que queremos fazer. Existem plantas que atraem insetos polinizadores e outras que repelem naturalmente pragas, mantendo afastada toda a bicharada indesejada. São muitos os benefícios desta mistura e podem ainda ser melhorados quando fazemos algumas associações de cultivo favoráveis, que devem ser planejadas ainda antes de plantar.

Em qualquer horta há uma ordem natural na qual as pragas e os predadores estão em equilíbrio entre si. Por exemplo, as joaninhas e as moscas das flores comem piolhos e pulgões. As minhocas arejam o solo, melhorando a drenagem e levando a matéria orgânica da superfície para o subsolo. Os pássaros comem lesmas e caracóis. Quando tudo funciona bem, a população de pragas é controlada eficazmente e os danos que causam são limitados.

Flores para cultivar na Horta – Mais cor e mais colheitas!
1- Amor-perfeito
O seu pequeno porte torna-o versátil para plantar em qualquer lugar. É muito conhecido pelos jardineiros, mas como planta meramente ornamental. Muitos não sabem que as suas bonitas flores são comestíveis e que pode ajudar no controlo de pragas. Aprecia solos permanentemente húmidos, ricos em matéria orgânica e moderadamente ácidos.

Uma curiosidade: a flor do amor-perfeito significa romantismo e amor duradouro, está associada à reflexão, ao pensamento e recordações amorosas. Em francês ele é chamado de “pensée”, em português significa pensamentos.

Floração: abundante na Primavera e Outono e cessa no calor do Verão.

O que atrai: vários insetos polinizadores.

Como incluir no desenho da horta: intercalar entre as culturas ou colocar ao redor do canteiro.

2. Tagetes ou cravo-de-defunto
É uma planta herbácea muito fácil de manter na horta, jardim ou mesmo em vasos. A associação de tagetes a outras culturas, permite trazer cor para a horta e obter resultados muitos positivos.

Uma Curiosidade: o nome tagete surgiu como uma homenagem a Tages o Deus da sabedoria, que atribuiu ao povo de Etrúria o dom de bem cultivar a terra. É uma planta originária do México, onde era denominado como cravo de defunto e utilizado na decoração de altares.

Floração: a floração acontece no Verão e Outono e pode ser amarela, cor de laranja, vermelha, castanha ou matizada de diversas cores.

O que atrai: as suas flores amarelas e laranjas ajudam a atrair abelhas, borboletas e libélulas.

O que repele: pulgões, mosca branca, ácaros e algumas lagartas. Beneficia diversas culturas, tais como feijão, tomate e pimenta. Atua como um inseticida natural, uma vez que toda a planta têm características que lhe permitem afastar vários tipos de pragas e parasitas do solo, como por exemplo nematoides.

Como incluir na horta: na bordadura de culturas ou para separar canteiros com cultivos diferentes.

3. Capuchinha ou Chagas
A capuchinha tem um comportamento invasivo, o que faz com que ela se espalhe facilmente no espaço onde é plantada, quer a nível do solo, ou como trepadeira. Evita o aparecimento de ervas daninhas e protege o solo da luz solar direta. Sendo pouco exigente em nutrientes é uma boa combinação com culturas altas que deixam muito solo descoberto, como por exemplo tomates ou pepinos.

Uma Curiosidade: a capuchinha possui um óleo nas folhas que faz com que estas não molhem. Toda a planta com exceção da raiz é comestível. Em apenas 100 gramas de folhas conseguimos quase 100 por cento de sua necessidade diária de zinco, mineral que fortalece o nosso sistema imunológico.

Floração: floração ocorre na Primavera, Verão e Outono. Com flores das mais diferentes cores, ricas em carotenoides e vitamina C (bem versáteis e famosas na cozinha, combinando com saladas e queijos). Vejam aqui, mais flores comestíveis para plantar.

O que atrai: embora possa ter problemas com pulgões, podemos dizer que é uma “cultura armadilha”, pois mantém essa praga bem longe das plantações com as quais está associada.

O que repele: é um repelente natural de pragas como pulgões e fungos.

Como incluir na horta: ao longo de todo o terreno. Pode funcionar bem para cobrir solo quando plantada com algumas plantas mais altas ou como bordadura de canteiros.

4. Calêndula
A calêndula é originária do sul da Europa e bacia do Mediterrâneo. É cultivada por imensos benefícios, funcionando como planta ornamental, comestível (as flores) e medicinais. As suas flores comestíveis são ricas em flavonoides e são antioxidantes.

Uma Curiosidade: amplamente utilizada na homeopatia e indústria farmacêutica. O nome calêndula deriva de uma palavra latina: calendae, que significa o primeiro dia de cada mês. A sua flor está ligada ao sol. As suas pétalas abrem quando o sol nasce e fecham no por do sol.

Floração: são plantas que necessitam de pelo menos 6 horas de luz por dia para florir. Bastante floração na Primavera, Verão e Outono.

O que atrai: insetos benéficos como joaninha e vários sirfideos (moscas-das-flores). Todos eles são predadores de insetos que se alimentam de pragas de insetos, como pulgões.

O que repele: produz um inseticida natural que repele nematoides, pulgões e besouros. É uma boa companhia para os morangos, framboesa, tomate e alho francês. Atua como um repelente da mosca branca, várias pragas da couve e nematoide do solo.

Como incluir na horta: a intercalação entre culturas ajuda a repelir as pragas. Existem muitas formas de encorajar um conjunto de aliados naturais que incluem plantas, animais e insetos. Deste modo ajudamos a manter as pragas e predadores afastados de modo a prevenir um desequilíbrio no ecossistema e contribuir assim para uma horta mais biodiversa, saudável e por conseguinte mais produtiva.

5. Girassol
Planta anual com grandes flores com uma cor amarelo marcante que contrasta perfeitamente com o azul do céu.

Uma curiosidade: é uma planta originária da América do Norte que pode atingir até 4m de altura. Se orienta de acordo com a posição do sol nascente, um movimento conhecido como heliotropismo. Esse movimento é favorável ao crescimento e a fotossíntese da planta.

Floração: ocorre cerca de dois meses após a germinação da planta. A flor dura em média de 30 a 45 dias.

O que atrai: o néctar do girassol tem elevado teor proteico e de alta qualidade que é muito apreciado pelas abelhas.

O que repele: a cor amarela do gisassol atrai vários inimigos naturais, tais como vespas parasitoides, predadores (joaninhas e percevejos) e insetos polinizadores (abelhas mamangavas e vespas). Por isso, é muito utilizado como planta armadilha em culturas como a do tomate. As folhas e as flores podem ser usadas para repelir insetos como trips e mosca branca quando fervidas e aplicadas sobre outras folhas.

Como incluir na horta: plantado geralmente na bordadura do canteiro para formar uma barreira física para os insetos.

Plantando frutíferas em vasos

26 de Novembro de 2024, 16:07

As frutíferas podem ser plantadas em vasos e produzir belos e deliciosos frutos da mesma forma que acontece no plantio no solo. A única diferença é que no plantio em vasos o solo deverá ser mais estruturado nutricionalmente do que no cultivo tradicional. E a reposição nutricional deverá acontecer durante várias vezes no ciclo de cultivo da planta.

1. Escolha do vaso
A importância de selecionar o vaso certo para plantar a sua frutífera é muitas vezes subestimado. O vaso (bem como as adições: seixos, casca de pinus, biobric) são elementos importantes na composição, e devem ser escolhidos cuidadosamente para manter a umidade do solo e ornamentar o vaso. As árvores que apresentam tamanhos grandes na natureza devem ser colocadas em recipientes maiores, proporcionando às raízes espaço suficiente para que se desenvolvam ajudando a árvore a lidar com a limitação do vaso.

2. Tratos Culturais
2.1. Drenagem do vaso
A drenagem do fundo do vaso é uma das partes mais importantes do plantio. Vasos com drenagem ruim propiciam acúmulo de água, consequentemente, apodrecimento radicular. Em contrapartida, vasos sem elementos drenantes propiciam o crescimento de minhocas que entram pelos furos dos vasos. As minhocas em áreas fechadas, como os vasos, formam torrões que compactam o solo, prejudicando a aeração e o crescimento radicular. Como forma de drenagem, sugerimos: Seixos, Argila expandida, manta Bidin, brita, cacos de telhas, etc.

2.2. Preparo do Solo de Plantio
Para ter sucesso no crescimento das plantas é importante utilizar produtos que sejam capazes de reter umidade, que tenham nutrientes em sua composição e que sejam produtos orgânicos, neste caso, o produto ideal é o condicionador de solo “Classe A” (orgânico). Quando for adquirir um produto para o plantio da frutífera, deve-se procurar na embalagem a Classificação do Produto pelo Ministério da Agricultura, como Condicionador de Solo “Classe A”, essa classificação indica se ele é ou não orgânico. Verifique no Site, o nosso artigo sobre as Classes de Produtos e os riscos que os produtos não orgânicos trazem à saúde. Substratos são produtos utilizados apenas para substituir a terra por um curto período de tempo, pois não conseguem reter umidade, dessa forma as plantas poderão definhar por desidratação rapidamente. É importante ter nutrientes no solo de plantio da muda, para que a mesma absorva-os durante o seu ciclo. Serão estes nutrientes que irão garantir a produção dos frutos e saúde das plantas. Misture ao condicionador de solo “Classe A” os seguintes produtos: cinzas de churrasqueira peneirada, casca de ovo moída no liquidificador, húmus de minhoca, Formulação NPK 04-14-08, borra de café, calcário, etc.

2.3. Plantio da muda
A planta ideal deve possuir tamanho médio, estar ereta, possuir galhos e boa quanidade de folhas, caule com grossura de 1 dedo, sistema radicular desenvolvido, pode ou não ter frutos e deve estar saudável (ausência de doenças – manchas foliares). No plantio deve-se retirar o saco plástico e manter o torrão intacto. O vaso escolhido deve ser no mínimo 3 vezes maior que o torrão da muda para propiciar o enraizamento e crescimento saudável da planta. Após a montagem do vaso (drenagem e camada de solo no fundo do vaso), coloca-se o torrão da muda e completa as laterais com o solo, apertando ao redor do torrão, para que a planta fique bem firme. Deve-se cobrir o torrão até a altura de 2 cm acima do torrão inicial. Após o plantio da muda deve-se fazer a irrigação do vaso. É importante tomar cuidado para não lesionar o caule da planta, caso isso aconteça, pincele um pouco de canela em pó umidecida em água para que aconteça a assépcia do lugar machucado.

2.4. Irrigação do vaso
Após o plantio o vaso deve ser irrigado até que a água escorra pelo fundo. A irrigação deverá ocorrer sempre que o solo do vaso estiver seco. E, sempre da mesma forma, com a água escorrendo no fundo do vaso.

2.5. Nutrição Vegetal
O ideal para o desenvolvimento da planta é utilizar adubos foliares que, após a aplicação nas folhas, escorram para o solo e possam ser absorvidos pelas raízes. A adubação deve ser com produtos completos na sua formulação, não apenas o NPK, mas macronutrientes secundários (magnésio e enxofre) e micronutrientes (boro, cobre, cobalto, ferro, manganês, molibdênio e zinco), para garantir o maior desenvolvimento das plantas. Com o uso do Condicionador de Solo “Classe A” no solo e outros produtos na mistura, o fornecimento de nutrientes para as raízes já é suficiente. É importante que a adubação foliar seja feita durante os processos de crescimento da planta (época de crescimento: primavera e verão, florescimento e frutificação) com um produto que possua maior teor de Nitrogênio na sua formulação. Na época de produção, a formulação ideal deve ter mais nitrogênio, potássio e boro em sua composição. A ausência de nutrientes propicia amarelecimento foliar e abortamento de flores e frutos.

2.6. Controle de pragas e doenças
As plantas em geral, estão susceptíveis ao ataque de pragas e doenças. Estes danos podem ocorrer toda vez que a planta estiver em condições de stress, seja hídrico (falta ou excesso de água), luz (sombra ou excesso de sol) ou metabólico (falta ou excesso de nutrientes). Estes fatores podem ser facilmente contornados se buscarmos no mercado produtos orgânicos e de fácil aplicação. Para pragas, em nosso site, temos disponíveis produtos para insetos, lesmas, caracóis e armadilhas amarelas que garantem o controle do inseto. Para doenças, a simples poda de manutenção, esterilização da tesoura e aplicação de canela em pó (condimento – cicatrizante natural) no galho cortado e sulfato de cobre (fertilizante) nas folhas, são suficientes para o controle.

3. Colheita dos frutos
Os frutos devem ser colhidos com o auxílio de uma tesoura de poda, cortando-se o pecíolo. Deve-se tomar o cuidado para não necrosar o caule. Cada ferida na planta é um risco para a entrada de doenças que irão definhar o seu crescimento saudável.

4. Adubação de manutenção
Após a colheita dos frutos é importante fornecer à frutifera todos os nutrientes gastos na produção dos frutos. Este fornecimento deve ser via adubação radicular com o uso da formulação NPK 10-10-10 (formulação de manutenção) e via adubação foliar com uma formulação o mais completa possível.

Publicado originalmente em https://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=50

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