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Insetos à mesa da UE

5 de Fevereiro de 2025, 12:04

Ingrediente à base de insetos liberado para alimentos da UE
Pó de larva da farinha tratado com UV pode ser adicionado ao pão, queijo, macarrão e outros produtos alimentícios sob nova regulamentação

A Comissão Europeia aprovou um novo ingrediente alimentar feito de larvas de bicho-da-farinha secas e moídas, a forma jovem dos besouros. As larvas serão tratadas com luz ultravioleta (UV), um processo semelhante ao modo como a luz solar ajuda a pele humana a produzir vitamina D.

A aprovação faz parte do plano da UE de introduzir fontes de proteína mais sustentáveis ​​e permite até 4% do pó à base de insetos em produtos como pão, queijo, macarrão e geleias. A regulamentação entra em vigor em 10 de fevereiro.

A decisão segue um parecer científico da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), que concluiu que o pó de larva de farinha tratado com UV é seguro em níveis aprovados. A EFSA observou que, embora o tratamento com UV aumente o conteúdo de vitamina D3, ele não contribui significativamente para a ingestão alimentar.

No entanto, a agência alertou que algumas pessoas, incluindo aquelas com alergia a frutos do mar ou ácaros, podem apresentar reações às proteínas do bicho-da-farinha e sugeriu mais pesquisas nessa área.

Em resposta, a Comissão Europeia determinou uma rotulagem clara para alimentos que contenham pó de larva de farinha. As embalagens devem declarar “contém vitamina D produzida por tratamento UV” e exibir a quantidade de vitamina D em fatos nutricionais. A lista de ingredientes também deve mencionar claramente o ingrediente à base de insetos, especialmente para consumidores com alergias.

A decisão se alinha com o incentivo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para insetos como uma fonte sustentável de proteína. Comparados à pecuária tradicional, os insetos requerem menos terra, água e ração, enquanto produzem menos gases de efeito estufa, tornando-os uma opção mais ecológica.

O Fórum Econômico Mundial (FEM) também promoveu o consumo de insetos como uma alternativa sustentável à carne. Em 2021, ele descreveu a criação de insetos como uma solução verde para a crescente crise alimentar, enfatizando seus benefícios de proteína e fertilizantes. Em 2022, o FEM delineou cinco maneiras pelas quais comer insetos poderia combater as mudanças climáticas reduzindo as emissões de gases de efeito estufa ligadas à criação de gado.

A aprovação do pó de larva da farinha se soma à lista da UE de alimentos autorizados à base de insetos. Anteriormente, a Comissão Europeia aprovou outros insetos, como gafanhotos migratórios e grilos domésticos, em formas congeladas, secas e em pó.

Os insetos há muito fazem parte das dietas na África, Ásia e América Latina. Países como México e Tailândia consomem regularmente grilos, gafanhotos e larvas de besouros. Recentemente, Cingapura aprovou 16 espécies de insetos para consumo humano. Nos EUA e Canadá, os insetos são classificados como novos alimentos e exigem aprovação regulatória.

Jardinagem hidropônica em casa

25 de Dezembro de 2024, 18:48

25 ervas aromáticas, legumes e plantas para cultivar na água: Um guia para a jardinagem hidropônica em casa

A jardinagem nem sempre requer solo. A hidroponia, a prática de cultivar plantas na água, ganhou popularidade devido à sua eficiência de espaço e à alegria de cultivar plantas de maneiras não convencionais. Aqui está uma lista de 25 ervas, vegetais e plantas que você pode cultivar na água, tornando sua casa um oásis verde e abundante.

Ervas
Manjericão: Propague o manjericão colocando estacas na água. Certifique-se de que as estacas tenham cerca de quatro polegadas de comprimento e troque a água regularmente.
Hortelã: Esta erva resistente pode ser cultivada na água a partir de estacas. Basta colocá-las em um recipiente com água e vê-las prosperar.
Orégano: Semelhante ao manjericão, o orégano pode ser propagado a partir de estacas. Coloque os caules na água e espere as raízes crescerem.
Sálvia: Pegue estacas na primavera e coloque-as na água. A sálvia gosta de bastante luz e circulação de ar.
Stevia: Conhecida por suas folhas doces, a estévia pode ser propagada na água. Ela requer luz forte e indireta.
Tomilho: Comece com uma estaca de uma planta existente e coloque-a na água. O tomilho precisa de muita luz para desenvolver raízes.
Capim-limão: Coloque a extremidade da raiz na água e ela crescerá novos brotos. O capim-limão prefere um ambiente quente.
Coentro: Coloque os caules em um copo de água e deixe-os em uma área clara. Troque a água a cada poucos dias.

Vegetais
Alface: Regenere a alface mantendo a base em uma tigela de água rasa. Ela regenerará folhas que podem ser colhidas.
Aipo: Semelhante à alface, mantenha a base do aipo em uma tigela de água para regenerar o talo central.
Cebolinha: Mantenha a base branca com raízes na água e você terá um suprimento contínuo de brotos verdes.
Cebolinha: Se um dente de alho começar a brotar, coloque-o na água. Você cultivará cebolinha de alho, que pode ser usada para cozinhar.
Acelga chinesa: Coloque a base na água e ela brotará novas folhas.
Cenouras: Coloque as partes superiores das cenouras na água e elas produzirão folhas. Embora você não obtenha novas cenouras, as folhas são comestíveis.
Pimentões: Você pode começar os pimentões na água. Depois de brotarem, podem ser transferidos para vasos para continuar crescendo.

Plantas
Pothos: Esta planta de casa popular pode ser facilmente propagada na água. Corte abaixo de um nó e as raízes devem se formar em uma semana.
Filodendro: Como o pothos, estacas podem ser colocadas na água e logo crescerão raízes.
Planta-aranha: Coloque os bebês da planta-aranha na água até que as raízes se formem, então plante-as no solo.
Lírio-da-paz: Esta elegante planta pode ser cultivada em um vaso de água com suas raízes submersas.
Bambu da sorte: Esta planta prospera na água. Basta trocar a água a cada duas semanas para mantê-la saudável.
Violetas africanas: Comece-as a partir de estacas de folhas na água. Depois que as raízes se formarem, você pode plantá-las no solo.
Hera-inglesa: Esta planta trepadeira pode ser iniciada na água. Corte uma seção e mergulhe a extremidade cortada na água.
Coleus: Estacas de coleus podem enraizar facilmente na água. Uma vez enraizadas, podem ser plantadas no solo.
Begônia: As begônias podem ser propagadas a partir de uma única folha. Coloque o caule na água e espere as raízes crescerem.
Lágrimas-de-cristo: Essas flores coloridas também podem ser propagadas na água por meio de estacas.

Dicas para cultivar na água
Use recipientes escuros para limitar o crescimento de algas.
Troque a água regularmente para repor o oxigênio e evitar a decomposição.
Adicione fertilizante hidropônico líquido para fornecer nutrientes essenciais.
Certifique-se de que as plantas recebam luz adequada, seja de uma fonte natural ou de luzes de crescimento.
Seja paciente; algumas plantas demoram mais para enraizar na água do que outras.
A jardinagem hidropônica pode ser uma experiência divertida e gratificante. É uma excelente opção para aqueles com espaço limitado ou para quem está interessado em explorar o cultivo sem solo. Com essas 25 plantas, você pode começar seu próprio jardim aquático interno e desfrutar dos frutos (e vegetais e ervas) do seu trabalho.

Publicado originalmente em https://t.ly/C5aD9

PANCs, alternativas alimentares

7 de Dezembro de 2024, 12:44

Você já imaginou poder diversificar sua alimentação com plantas que muitas vezes passam despercebidas, mas que oferecem uma incrível variedade de sabores, texturas e benefícios nutricionais? As PANCs, ou Plantas Alimentícias Não Convencionais, são exatamente isso! Com nomes curiosos e propriedades surpreendentes, essas plantas são uma ótima alternativa para enriquecer sua dieta e aproveitar ao máximo o que a natureza tem a oferecer. Talvez você tenha PANCs na sua casa… E nem sabe!

As escolhas alimentares geram impactos importantes na saúde humana e no ambiente. O aumento do consumo de produtos altamente processados e com baixa qualidade nutricional está contribuindo para o surgimento de doenças crônicas e degenerativas, como hipertensão, diabetes, câncer e obesidade. Além disso, a falta de contato com a natureza, especialmente entre as crianças, está levando a um distanciamento preocupante, conhecido como transtorno do déficit de natureza, que se manifesta em problemas comportamentais e de saúde.

Diante desse cenário, é fundamental adotar uma alimentação que promova qualidade de vida, segurança alimentar e nutricional, respeitando a cultura local e estimulando práticas agrícolas sustentáveis. É necessário buscar o equilíbrio entre produtividade, sustentabilidade e qualidade nutricional, apoiando a agricultura familiar e o comércio justo, respeitando a biodiversidade e a sazonalidade dos alimentos. Essa abordagem não só beneficia a saúde das pessoas, mas também contribui para a preservação do ambiente e a promoção de um estilo de vida mais saudável e conectado com a natureza.

Mas… Como assim “não convencional”?
Para uma planta ser considerada uma PANC, é necessário analisar o contexto em que ela está inserida. Em algumas regiões, essas plantas são consumidas no dia a dia e são consideradas tradicionais. O Brasil possui um grande potencial para explorar as PANCs, sejam elas nativas ou vindas de outros lugares.
O nome “não convencional” foi dado a essas plantas por elas não serem tão comuns no nosso cotidiano e por não fazerem parte de uma cadeia produtiva já estabelecida (não são facilmente encontradas em mercados, por exemplo).

Como consumir as PANCs?
As PANCs podem ser incorporadas no cardápio do dia a dia. Não é necessário ser um chef de cozinha para utilizá-las; muitas receitas podem ser adaptadas substituindo os ingredientes convencionais pelas PANCs. Cada planta possui sua própria peculiaridade e forma de consumo.

Como saber se minha planta é uma PANC ou não?
É importante identificar corretamente as PANCs, pois algumas plantas podem ter partes comestíveis não conhecidas ou consumidas pela maioria das pessoas. É fundamental ter certeza do que está sendo consumido, evitando confusões que podem gerar problemas de saúde. Uma dica é sempre verificar se o nome científico corresponde à planta.

Onde encontrar as PANCs?
Calçadas e ruas podem ser ambientes poluídos e contaminados, por isso é recomendável adquirir as PANCs em locais com procedência confiável. Feiras orgânicas e agroecológicas são ótimos lugares para encontrar PANCs para consumo, sementes ou mudas.

Que benefícios as PANCs trazem para a saúde?
O consumo de PANCs traz diversos benefícios para a saúde, contribuindo para a diversidade da alimentação e a garantia da segurança alimentar e nutricional. Essas plantas apresentam um potencial nutritivo surpreendente, sendo ricas em compostos bioativos, fibras alimentares, aminoácidos essenciais, vitaminas, proteínas, carboidratos, antioxidantes e ômega 3.

As Plantas Comestíveis Não Convencionais são uma verdadeira riqueza da natureza, oferecendo uma variedade incrível de sabores, texturas e benefícios nutricionais. Incluir essas plantas em nossa alimentação pode ser não apenas uma forma de diversificar os pratos, mas também de promover uma alimentação mais saudável e sustentável. Que tal experimentar algumas dessas PANCs e descobrir novos sabores e nutrientes para sua dieta?

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)
Talvez uma das mais conhecidas, a ora-pro-nóbis é uma planta rica em proteínas, fibras e vitaminas A, B e C, além de minerais como cálcio, ferro e fósforo. Suas folhas podem ser utilizadas em saladas, refogados, sopas e até mesmo sucos, adicionando um toque especial à dieta.

Taioba (Xanthosoma sagittifolium)
A taioba é outra PANC bastante nutritiva, sendo uma ótima fonte de vitamina A, ferro, cálcio e fósforo. Suas folhas podem ser consumidas refogadas, em saladas ou em sopas, proporcionando sabor e nutrientes essenciais à nossa saúde.

Caruru (Amaranthus viridis)
Rico em ferro, cálcio, fósforo e vitaminas A e C, o caruru é uma excelente opção para incluir nas refeições. Pode ser utilizado em refogados, saladas e sopas, garantindo um aporte nutricional extra e um sabor único aos pratos.

Capuchinha (Tropaeolum majus)
As flores e folhas da capuchinha são ricas em vitamina C, ferro e enxofre. Podem ser consumidas cruas em saladas, adicionando cor e sabor, além de nutrientes essenciais à nossa saúde. As folhas e flores de Tropaeolum majus possuem sabor fresco e picante.

Jambu (Acmella oleracea)
Conhecido pelo efeito “choque” que causa na boca, o jambu é uma planta rica em vitamina C e cálcio. Suas folhas são ideais para serem utilizadas em saladas e refogados, adicionando um toque exótico e estimulante às refeições.

Peixinho (Stachys byzantina)
O peixinho é rico em vitamina C, ferro e cálcio. Suas folhas macias podem ser consumidas cruas em saladas, proporcionando um sabor suave e nutritivo. As folhas da planta Stachys byzantina podem ser consumidas tal como peixe frito, isto é, à milanesa e fritas e o sabor é similar ao de peixe.

Beldroega (Portulaca oleracea)
Com alto teor de ômega-3, vitaminas A, C e E, além de minerais como ferro, cálcio e potássio, a beldroega é uma excelente opção para enriquecer saladas e refogados, oferecendo benefícios nutricionais importantes para nossa saúde. A beldroega possui folhas suculentas e sabor ácido.

Orelha-de-padre (Opuntia cochenillifera)
Os frutos da orelha-de-padre são uma fonte rica em vitamina C, cálcio, fósforo e ferro. Podem ser consumidos in natura ou em sucos, adicionando um sabor único e nutritivo às nossas refeições.

Publicado originalmente em https://www.invivo.fiocruz.br/biodiversidade/pancs/

Moringa, a árvore da vida

7 de Dezembro de 2024, 11:49

Considerada como uma das árvores cultivadas mais úteis para o ser humano, praticamente todas as suas partes podem ser utilizadas para diversos fins. Nos trópicos, a sua folhagem é usada como forragem para animais. As suas sementes, oleosas, são utilizadas para a produção do óleo de ben (ou bem), rico em ácido beénico, usado em pintura artística. Flores têm um aroma muito delicado e são usadas para produzir produtos cosméticos. A madeira é usada na produção de papel e de fibras têxteis. As raízes são consideradas abortivas. Quando reproduzida através da técnica de estaquia, produz raízes capazes de conter a erosão dos solos.

A Moringa oleifera contêm mais de 92 nutrientes e 46 tipos de antioxidantes, além de 36 substâncias anti-inflamatórias e 18 aminoácidos, inclusive os 9 aminoácidos essenciais que não são fabricados pelo corpo humano. As folhas frescas contêm nutrientes na seguinte proporção: sete vezes mais vitamina C que a laranja; dezessete vezes mais cálcio que o leite; dez vezes mais vitamina A que a cenoura; quinze vezes mais potássio que a banana; duas vezes mais proteína que o leite (cerca de 27% de proteína, equivalente à carne do boi); vinte e cinco vezes mais ferro que o espinafre; vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e betacaroteno. Minerais presentes: Cromo, Cobre, Fósforo, Ferro, Magnésio, Manganês, Potássio, Selênio e Zinco.

Com as deficiências alimentares hoje em dia, a busca de complementos alimentares traz uma alternativa viável a uma alimentação saudável, que supra todas as necessidades diárias do ser humano. Entretanto, muito desses suplementos alimentares podem trazer danos ou possuem alguma limitação em relação ao uso. Uma alternativa vista para minimizar as deficiências alimentares, seria um alimento com uma quantidade grande de vitaminas e minerais, que são essenciais no dia-a-dia. Um exemplo dessa “super” alimentação seria a moringa oleífera, que em suas variedades suprem a alimentação e até mesmo a sobrevivência de povos (principalmente os africanos saarianos). Essa planta contém dessas substâncias essenciais como vitamina A, vitamina C, proteína, potássio, cálcio, ferro, entre outros. As folhas de Moringa oleífera são conhecidas pela sua alta concentração de minerais, dentre eles o cálcio e o ferro, que são vitais para o organismo humano, e sua deficiência gera enfermidades graves como a anemia e osteoporose. Em sua maioria o complemento e suplemento de cálcio, é usado para suprir deficiências como osteoporose, pressão alta e também no reparo de fraturas ósseas que são causadas pela hipocalcemia, e o complemento e suplemento de ferro na alimentação evita a anemia ferropriva é ultilizada também como antídoto (contra centopeias, escorpiões e aranhas) bactericida, diurético, estrogênica, expectorante, purgativo, estimulante, tônico e vermífugo.

Noutras partes do mundo, farmacêuticos já utilizam as folhas do vegetal, no aproveitamento terapêutico de folhas da planta e produzem xaropes, cápsulas e medicamentos essenciais, além de ajudar no tratamento de mazelas associadas ao HIV/SIDA, tuberculose, anemia, dentre outras associadas a várias enfermidades.

No Brasil, é conhecida no Estado do Maranhão desde 1950 e usada como planta ornamental, tendo em vista o desconhecimento do seu uso como hortaliça. Possui também ação de coagulante, ajudando assim no tratamento de água poluída, e ainda pode ser utilizada no desenvolvimento de remédios, entre outros setores.

Descrição
A espécie Moringa oleifera possui folhas compostas que apresentam filotaxia alterna. As flores são zigomorfas, possuem um único pistilo, seu tamanho varia entre 2 e 3cm, exibem a coloração que varia do branco ao amarelo pálido, as sépalas, por sua vez, estão dispostas em um único verticilo. O ovário é súpero e unilocular, possui apenas um único óvulo e o gineceu é tricarpelar. Suas anteras se abrem longitudinalmente. As folhas são tripinadas. As flores são amarelo-pálidas e relativamente grandes. A sua polinização é efetuada por pássaros e insetos. Os frutos são vagem cápsulas piramidais arredondadas, com sementes com três asas equidistantes. A vagem possui em média 30 cm e é indescente, ou seja, não se abre quando atinge a maturação. Divisão: Anthophyta. Classe: Magnoliopsida. Subclasse: Dillenidae. Ordem: Capparidales. Família: Moringaceae. Gênero: Moringa Espécie: Moringa oleífera.

Cultivo
Cresce principalmente em áreas semi-áridas tropicais e subtropicais. Sendo o seu habitat preferencial o solo seco e arenoso, tolera solos pobres, como em áreas costeiras. Suas mudas são obtidas através de semeadura ou estaquia de ramos com mais de 20 cm. No cultivo em larga escala, seu tronco é submetido a podas regulares de forma que sua altura não ultrapasse cerca de um metro e meio, visando facilitar a colheita das folhas.

Seu crescimento é extremamente rápido, atingindo o porte arbóreo já nos primeiros meses após a semeadura. A produção de sementes se inicia no primeiro ano.

Aparentemente, é nativa dos sopés montanhosos meridionais dos Himalaias (Noroeste da Índia). Hoje, o seu cultivo estende-se a África, à América Central e América do Sul, Sri Lanka, Índia, México, Malásia e nas Filipinas. O nordeste da África é o centro de diversidade da família, com nove espécies.

Publicado originalmente em https://pt.wikipedia.org/wiki/Moringa_oleifera

Alface: tipos e benefícios

5 de Dezembro de 2024, 10:33

É uma verdura muito consumida no Brasil, sendo rica em fibras, água e nutrientes. Suas variedades possibilitam que a hortaliça seja cultivada o ano todo.

Originária do leste do Mediterrâneo, sendo utilizada na alimentação há muito tempo, desde 500 a.C. Muito popular, é cultivada praticamente no mundo todo, sendo ainda bastante nutritiva. Foi trazida para o Brasil pelos portugueses, no século XVI.

Seu nome científico é Lactuca Sativa, e é uma hortaliça pertencente à família Asterácea, a mesma da chicória, da escarola, do almeirão e da alcachofra.

As folhas de alface encontram-se prontas para o consumo quando estão frescas, ou seja, quando possuem a aparência brilhante, firme e sem áreas escuras. Quando estão com as folhas amassadas ou amareladas, é melhor não consumi-la.

Com a tecnologia cada vez mais avançada, a hortaliça passou a ser vendida em embalagens adequadas e que a mantêm tenra por um período maior, já que ela se perde muito rápido. Por isso, é importante condicioná-la refrigerada.

Os principais tipos
Engana-se quem pensa que toda alface é igual. Ela pode ser lisa, crespa e ter diferentes tonalidades de cor verde ou roxa. Na verdade, existem sete principais tipos de alface, e eles têm propriedades bem parecidas entre si, mas com sabores, texturas e cores diferentes.

Alface-americana: é a mais comum dos tipos de alface, encontrada com facilidade em supermercados e feiras livres. Possui cor verde-claro, sabor leve e textura firme. Dos tipos da hortaliça, é a que tem menor índice de vitaminas.

Alface-crespa: o próprio nome já diz sobre a sua textura, destaca-se por ter fósforo e cálcio em sua composição.

Alface-romana: com folhas levemente crocantes, ela nos faz lembrar de outra verdura, a acelga, com a diferença de não ter as folhas tão rígidas. É fonte de vitamina K e magnésio.

Alface-roxa: recebe esse nome por ter a ponta de suas folhas na cor roxa. Ela também possui alto poder antioxidante.

Alface-lisa: chamada popularmente de alface-manteiga, tem um amargor levemente acentuado. Não possui o aspecto crocante que outros tipos de alface possuem. Contém bastante cálcio e potássio, e é bastante utilizada em lanches e hambúrgueres.

Alface-frisada: conhecida também como alface frisée, é muito consumida na gastronomia francesa, geralmente acompanhada com molho de mostarda dijon. Apresenta vitamina A, vitamina C, cálcio e fósforo.

Alface-mimosa: tem o aspecto delicado e pode apresentar suas pontas na cor roxa. Possui um amargor mais acentuado.

Seus benefícios
A alface possui baixo teor calórico, já que cada 100g dela contém somente 15 calorias. A folha contém vitamina A, vitamina C, niacina (vitamina do complexo B) e minerais como cálcio, fósforo e ferro. É rica também em zinco, cobre, enxofre, silício, ácido fólico e clorofila.

O seu consumo auxilia no funcionamento da visão, no processo de cicatrização, no combate de infecções, além de fortalecer ossos e dentes. Também funciona como calmante, combate a insônia e tem efeito diurético e laxante.

Não existe restrição no que diz respeito à quantidade de alface consumida por dia, mas o recomendado é comer de seis a oito folhas diariamente.

Veja outros benefícios dessa hortaliça:

Alimentação: o consumo da alface traz a sensação de saciedade. Isso se deve à quantidade de fibras e água presente em cada folha da hortaliça. No entanto, é bom lembrar que nenhum alimento sozinho ajuda a emagrecer. Ainda nesse sentido, fique atento aos acompanhamentos, uma vez que molhos muito cremosos ou gordurosos podem aumentar o consumo de calorias.

Sistema imunológico: o consumo regular da alface ajuda a manter o fortalecimento do corpo humano, melhorando os mecanismos de defesa do organismo. Com isso, ela se torna uma boa aliada no combate de gripe ou resfriado.

Visão: por possuir vitamina A, luteína e zeaxantina, substâncias carotenoides que agem na redução de doenças oftalmológicas, como a catarata (que, se não tratada, pode levar à cegueira), o consumo diário da alface pode evitar esse tipo de problema de saúde.

Funcionamento intestinal: ainda sobre as fibras presentes nas folhas de alface, são elas que auxiliam na prevenção da constipação intestinal, ajudando a melhorar o trânsito que ocorre esse órgão. Dentre as fibras importantes da hortaliça, destaca-se a pectina.

Efeito calmante: já ouviu falar que comer alface dá sono? É que suas folhas contêm uma substância conhecida como lactucina, que relaxa o organismo e contribui no combate até da insônia. Por isso o alimento é considerado para alguns um calmante natural.

Hidratação: a folha da alface tem em sua constituição, aproximadamente, 96% de água. Assim, seu consumo ajuda a deixar o organismo hidratado por mais tempo. No entanto, é claro, nada substitui o consumo de água.

Pressão arterial: uma dieta rica em potássio contribui para baixar a pressão arterial. Desse modo, por esse nutriente ser encontrado nas folhas da alface, é possível que ela apresente mais esse benefício, já que o potássio ajuda a diminuir os efeitos do sódio e a dilatar os vasos sanguíneos.

Seu cultivo
O cultivo da alface é apropriado em regiões que possuem temperaturas amenas, entre 20ºC e 25ºC. Contudo, há no mercado variedades que possibilitam a disposição da hortaliça o ano todo. Para isso, é preciso ter cuidado na escolha das sementes de acordo com o clima da época e/ou da região e atenção, altas temperaturas e muita luminosidade provocam o florescimento precoce da folha.

Publicado originalmente em https://brasilescola.uol.com.br/saude/alface.htm

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