Visualização normal

Received before yesterdayPolítica - Brasil

Saiba a posição do Brasil no ranking dos países mais felizes do mundo em 2026

20 de Março de 2026, 23:06
Pessoas na mureta do Cristo Redentor
Rio de Janeiro, cartão-postal do Brasil – Reprodução

O Brasil aparece na 7ª posição entre os países com maior nível de felicidade no Ipsos Happiness Report 2026, levantamento internacional que ouviu 23.268 adultos em 29 nações entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026. No país, 80% dos entrevistados afirmaram estar “felizes” ou “muito felizes”, percentual acima da média global de 74%. O resultado coloca o Brasil entre os dez melhores desempenhos do ranking divulgado pela Ipsos em março de 2026.

No recorte brasileiro, 28% disseram estar muito felizes, 52% bastante felizes, 15% não muito felizes e 5% nada felizes. A pesquisa também registrou alta de 2 pontos percentuais no índice de felicidade no Brasil em relação a 2025. À frente do país aparecem Indonésia, Países Baixos, México, Colômbia, Malásia e Tailândia. Logo depois surgem Austrália, Espanha e Bélgica, que completam o grupo dos dez primeiros colocados.

O levantamento mostra ainda quais fatores foram mais associados à felicidade pelos brasileiros. O item mais citado foi sentir-se amado, com 34% das respostas. Em seguida aparecem saúde física e mental, com 31,4%, relacionamento com família e filhos, com 29,4%, controle da própria vida, com 29%, e a percepção de que a vida tem significado, com 27%. Entre os entrevistados no Brasil, fé religiosa ou vida espiritual também ganhou destaque, com 22% das menções, índice superior à média global de 10%.

Pessoas com boto
Reprodução/Agência Brasil

A pesquisa também apontou diferenças por faixa etária e perfil de renda. No Brasil, a soma dos que se declaram muito felizes e bastante felizes entre 50 e 74 anos chegou a 82%, a maior média entre os grupos analisados. Já a Geração Z foi a que mais concentrou respostas na faixa “nada feliz”, com 5,6%. Os dados da Ipsos ainda indicam correlação entre renda e felicidade: pessoas de renda mais alta registraram índice de felicidade de 79%, contra 67% entre as de renda mais baixa.

Segundo a metodologia divulgada pela Ipsos, a pesquisa foi conduzida em plataformas on-line. No Brasil, a amostra foi de mil entrevistados e, como a própria empresa informa, o grupo consultado tende a representar uma parcela mais urbana, com maior escolaridade e renda acima da média nacional. Esse recorte delimita o alcance estatístico do levantamento no país e integra as condições metodológicas do relatório de 2026.

No cenário geral, a Ipsos informou que 25 dos 29 países pesquisados registraram aumento nos níveis de felicidade em relação ao ano anterior. O relatório também aponta que, globalmente, sentir-se apreciado ou amado segue entre os principais fatores ligados ao bem-estar declarado pelos entrevistados. No caso brasileiro, os dados colocam o país entre os melhores resultados da edição de 2026 e mostram peso maior de vínculos pessoais, saúde e espiritualidade nas respostas coletadas.

O país latino-americano que entrou no top 5 da felicidade mundial em 2026

20 de Março de 2026, 22:36
Paisagem na Costa Rica
Paisagem na Costa Rica – Reprodução

A Costa Rica apareceu na 4ª posição no Relatório Mundial da Felicidade 2026 e se tornou o único país da América Latina entre os cinco primeiros colocados do levantamento global. O ranking é produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. O estudo reúne respostas de cerca de 100 mil pessoas em mais de 140 países sobre a avaliação da própria vida.

A presença da Costa Rica nas primeiras posições foi associada, segundo os autores e especialistas ouvidos pela imprensa internacional, à força dos vínculos sociais e à estabilidade interna. “Acreditamos que isso se deve à qualidade da vida social e à estabilidade que eles desfrutam atualmente”, afirmou Jan-Emmanuel De Neve, professor de economia em Oxford e um dos editores do relatório. Ele também declarou que a América Latina tem “fortes laços familiares, fortes conexões sociais e um alto nível de capital social”.

Além do fator social, a Costa Rica também passou a integrar o grupo de países de alta renda na classificação do Banco Mundial para o ano fiscal de 2026. Segundo o organismo, o país registrou crescimento médio anual de 4,7% nos últimos três anos, com avanço de 4,3% em 2024, impulsionado por demanda doméstica, consumo privado e investimento.

Finlândia
Finlândia ficou em 1º lugar – Reprodução

O relatório de 2026 também mostra avanço recente da Costa Rica no ranking. O país ocupava a 23ª posição em 2023 e agora alcançou o 4º lugar, na melhor colocação já registrada por uma nação latino-americana na série histórica do estudo. No topo da lista, a Finlândia ficou em 1º lugar pelo nono ano seguido. Dinamarca, Islândia, Costa Rica e Suécia completam o grupo dos cinco primeiros.

Entre os autores do levantamento, a permanência dos países nórdicos nas primeiras posições está ligada a fatores como renda, distribuição menos desigual, proteção social e expectativa de vida saudável. Na outra ponta, o relatório mantém o Afeganistão como o país com pior resultado, seguido por Serra Leoa e Malaui.

Na América do Sul, o melhor colocado foi o Uruguai, na 31ª posição, seguido pelo Brasil, em 32º. Argentina apareceu em 44º, Chile em 50º e Paraguai em 57º, segundo os dados divulgados na edição de 2026 do relatório.

❌