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Operação Arena: de carros de luxo a obras de arte, veja os itens apreendidos na casa de Nelson Wilians

13 de Agosto de 2026, 21:04

A Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13), chegou à residência do advogado Nelson Wilians, em São Paulo. Durante o cumprimento do mandado, carros de luxo e obras de arte foram registrados no imóvel. Entre eles estão uma Ferrari amarela e veículos da Rolls-Royce.

Os itens fazem parte do cenário encontrado pelos agentes durante a busca. A operação, no entanto, tem como objetivo principal investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionado ao mercado de apostas esportivas e jogos de azar.

A Justiça Federal da Paraíba autorizou 17 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores ligados aos investigados.

Leia também: Quem é Nelson Wilians, advogado alvo da Operação Arena da Polícia Federal

Ferrari e Rolls-Royce aparecem na residência

Entre os bens de luxo registrados durante a operação estão uma Ferrari amarela e veículos da Rolls-Royce. Os carros aparecem no material relacionado à ação realizada na residência de Nelson Wilians, um dos alvos da investigação.

Além dos automóveis, obras de arte também estavam no imóvel. Os registros mostram parte do patrimônio encontrado pelos agentes durante o cumprimento do mandado em São Paulo.

Operação Arena: de Ferrari a Rolls-Royce, veja os itens de luxo apreendidos na casa de Nelson Wilians

Os veículos e as peças de arte, portanto, fazem parte dos bens que aparecem no contexto da operação. Já as medidas de apreensão e sequestro determinadas pela Justiça abrangem os patrimônios relacionados à investigação, conforme a análise das autoridades.

Operação Arena: de Ferrari a Rolls-Royce, veja os itens de luxo apreendidos na casa de Nelson Wilians

O que a Polícia Federal apreendeu

A Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços de cinco estados: Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal da Paraíba.

Além das buscas, a decisão judicial determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores. Além disso, a medida tem como objetivo preservar recursos e patrimônios que possam estar relacionados aos fatos investigados.

Durante a operação, a Polícia Federal e a Receita Federal também atuaram na coleta de documentos e outros elementos que podem ajudar a reconstruir a movimentação financeira do grupo investigado.

Leia também: Operação Arena: entenda investigação que mira esquema de apostas e lavagem de dinheiro

Operação Arena investiga dinheiro de apostas esportivas

A investigação mira um grupo empresarial ligado à exploração de apostas esportivas e jogos de azar. De acordo com a investigação, os envolvidos teriam utilizado uma estrutura formada por empresas no Brasil e no exterior para movimentar recursos e dificultar a identificação de sua origem e destino..

A apuração também envolve possíveis crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além disso, os investigadores apontam que parte das operações financeiras teria passado por diferentes empresas e estruturas antes de chegar aos beneficiários finais.

Além disso, a PF investiga operações envolvendo instituições de pagamento, câmbio e ativos digitais. A Receita Federal participa da apuração para verificar possíveis irregularidades tributárias e financeiras.

Nelson Wilians está entre os alvos da Operação Arena

A residência de Nelson Wilians foi um dos endereços visitados pela Polícia Federal durante a Operação Arena. Nesse sentido, o advogado aparece entre os alvos das medidas autorizadas pela Justiça.

A investigação também analisa a relação profissional de Wilians com empresas do setor de apostas. Entre elas está a PixBet, para a qual o escritório Nelson Wilians Advogados presta serviços jurídicos.

A defesa sustenta que a relação é exclusivamente profissional e afirma que a atuação do escritório não representa participação nas atividades empresariais ou financeiras dos clientes.

Bens fazem parte da apuração

A presença de carros de luxo e obras de arte na residência ganhou destaque entre os elementos registrados durante a operação. A Ferrari amarela e os veículos da Rolls-Royce estão entre os bens que aparecem no material relacionado à busca.

Leia também: Movimentação bilionária, stablecoins e contas no exterior: o fluxo que levou a PF até Nelson Wilians

Ao mesmo tempo, a investigação da PF vai além do patrimônio localizado no endereço. Os agentes procuram entender o caminho percorrido pelos recursos e identificar possíveis conexões entre empresas, contas e operações financeiras no Brasil e no exterior.

Com o avanço da análise dos materiais recolhidos e das movimentações financeiras, a Operação Arena deverá esclarecer a origem dos recursos e a eventual participação de cada investigado. Até o momento, o caso segue em apuração e não representa condenação dos envolvidos.

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PF aponta que Digimais copiou tática do Master de superavaliar ativos para esconder rombo e de se escorar no FGC

23 de Junho de 2026, 09:59

A Polícia Federal apontou que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, replicou a mesma tática usada pelo Banco Master para superavaliar ativos e esconder a deterioração da carteira de crédito.

Segundo a corporação, a instituição se aproveitou da confiança dos depositantes na proteção institucional do Fundo Garantidor de Crédito.

A manobra teria ocorrido por meio da emissão de títulos com rentabilidade desproporcional aos indicadores de mercado. Conforme os investigadores, a estratégia mascarou o real estado financeiro do banco diante do mercado e do próprio Banco Central.

Leia também: Fitch rebaixa rating do banco Digimais; PF investiga gestão e bloqueia R$ 670 milhões

As informações constam de inquérito ao qual a coluna de Fausto Macedo, do Estadão, teve acesso.

Venda ao BTG depende de aporte do FGC

Diante da fragilidade identificada nos balanços, a solução encontrada pela direção do Digimais foi negociar a venda do controle societário ao Banco BTG Pactual. A operação, no entanto, está condicionada a uma injeção de recursos por parte do FGC.

O valor necessário para viabilizar o negócio seria de R$ 7 bilhões, destinado a cobrir o déficit identificado na instituição. Para a PF, isso significa que o prejuízo gerado pela gestão do banco seria repassado em grande parte ao fundo garantidor.

🔍 Fundo Garantidor de Crédito (FGC): entidade privada que protege depositantes de bancos em caso de falência ou liquidação, reembolsando valores até um limite estabelecido por instituição financeira e por CPF.

Os federais classificam a movimentação como uma forma de transferir o risco da atividade bancária para fora da instituição. Segundo o documento, a estrutura permite que operadores e administradores do banco se isentem da obrigação de suportar o passivo resultante da própria gestão.

Leia também: Digimais, banco do Edir Macedo, corre ‘risco real de quebra’, justificou a Fitch diante do corte do rating

Investigadores apontam blindagem de patrimônio

Ainda de acordo com a investigação, a movimentação cria uma dinâmica na qual os responsáveis pela insolvência repassam a integralidade do prejuízo ao sistema de proteção. Dessa forma, conseguem isolar o próprio patrimônio dos resultados da atividade que desempenharam.

Caso a operação com o BTG não avance, a PF afirma que a liquidação do Digimais poderia ser decretada. Para os investigadores, o uso dos instrumentos de assistência financeira em casos como esse acaba favorecendo quem operou à margem da lei, o que vai contra o propósito do FGC de proteger as poupanças da população.

Banco já orbitava o ecossistema Master

O Digimais chegou a registrar exposição de aproximadamente R$ 600 milhões a carteiras de crédito do Banco Master, segundo a PF, após a liquidação da instituição comandada por Daniel Vorcaro. Esses ativos passaram a ser questionados quanto à qualidade, ao lastro e à regularidade documental.

Procurado, o Digimais não se manifestou até a publicação deste texto.

A reportagem de Times Brasil | CNBC também procurou o BTG Pactual para saber se o banco seguirá na compra do banco de Edir Macedo.

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