O Departamento de Acesso do Programa de Ações Afirmativas (Daces), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe/UFRGS), encaminhou, via Portal do Candidato, nesta quinta-feira, 28 de maio, a convocação para a sessão de verificação da autodeclaração étnico-racial aos candidatos que concorrem ao ingresso na Graduação pela reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
Ao todo, foram convocados 80 ingressantes oriundos do Concurso Vestibular e do Sisu 2026, para ingresso em 2026/2 e em 2027/1. Entre os convocados, também há alguns ausentes em sessões passadas que entraram com recurso, apresentando justificativa para o não comparecimento. Mediante análise do argumento apresentado, a lista conta com ingressantes novamente aptos a comparecer perante a Comissão.
As sessões serão presenciais no dia 10 de junho, em dois horários pela manhã (8h30 e 10h30) e à tarde (13h30 e 15h30). O ingressante deve comparecer à sala 218 do Anexo III da Reitoria (Av. Paulo Gama, 110 – Campus Centro) no horário que está indicado em sua convocação no Portal do Candiato.
Orientações:
Conferir, individualmente, no Portal do Candidato, a indicação de dia, horário e local de comparecimento e as orientações enviadas;
Comparecer, no mínimo, 15 minutos antes do horário de início da sessão;
Levar um documento de identificação oficial, original e atualizado, com foto (não serão aceitos documentos com foto de criança ou que constem como “não alfabetizado”);
Levar a documentação específica solicitada no edital (candidatos quilombolas ou indígenas);
Levar caneta esferográfica azul ou preta.
A sessão de verificação poderá ocupar todo o turno indicado.
Sob a sombra simbólica do baobá, árvore de raízes profundas e memória ancestral, teve início, na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, o I Encontro sobre Enraizamento de Políticas Afirmativas na Pós-graduação, reunindo trajetórias, saberes e experiências comprometidas com a transformação da universidade brasileira. Realizado no Centro Cultural da UFRGS, o evento reúne pesquisadores, docentes, estudantes e gestores de diferentes regiões do país com o objetivo de fortalecer caminhos que ampliam o acesso, a permanência e a produção de conhecimento stricto sensu. A programação continua ocorrendo durante o restante do dia e na quinta-feira, 21 de maio.
Promovido pela “Rede Baobá: inspirações para o enraizamento de políticas afirmativas em programas de pós-graduação”, projeto que iniciou em 2024 e se estende até 2028, o encontro foi marcado pela celebração das conquistas e pela ênfase nos desafios que ainda estão por vir. Refletindo sobre o propósito de fundação da Rede, a coordenadora do evento, Tainah Motta, declarou: “Isso é para a vida. Um projeto de vida que vai se estendendo para encaixar as ações afirmativas nas instituições e nos Programas de Pós-Graduação.” A proposta do evento é analisar os impactos dessas políticas nos diferentes contextos institucionais e regionais, especialmente em relação ao ingresso, permanência e titulação de estudantes.
A mesa de abertura apresentou a Rede Baobá e discutiu o panorama das ações afirmativas na UFRGS, marcando também os 10 anos de implementação dessas políticas no PPGEdu/UFRGS. Participaram do momento Maria Aparecida Bergamaschi, docente do PPGedu, a coordenadora das ações afirmativas do PPGEdu Juliana Vargas, e o Pró-reitor de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS, Alan Alves Brito.
Durante o encontro, a Diretora da Faculdade de Educação (Faced), Aline Lemos da Cunha Della Libera, afirmou ser uma honra participar da atividade. “Eu penso que movimentos como esta rede, como as ações afirmativas no PPGEdu, a nossa participação enquanto pesquisadores negros, em fóruns, a visibilidade das nossas pesquisas e da nossa presença, é o que vai garantir, inclusive, que nós possamos continuar a nossa luta. Porque se há 10 anos lutamos, temos certeza que ainda vamos precisar lutar outros 20 anos. Porque queremos mais.”, ressaltou.
Histórico e Desafios
Ao relembrar a criação das ações afirmativas, a professora Maria Aparecida Bergamaschi recordou os passos iniciais da política. Ao longo de 10 anos, cerca de 300 estudantes ingressaram no PPGEdu por meio dessa modalidade. Foi destacado que, em 2023, a UFRGS incluiu em sua totalidade as ações afirmativas nos programas de pós-graduação. Atualmente, a Rede Baobá tem estudado como se aproximar dos grupos sub-representados que ainda não estão tão presentes na pós-graduação, como os grupos imigrantes e refugiados.
A coordenadora Juliana Vargas enfatizou o quanto a política faz diferença para o ingresso e para a permanência no programa. Entre os desafios apontados por ela para os próximos anos estão: ampliar o número de discentes tentando ocupar todas as vagas reservadas; estruturar políticas de acompanhamento de permanência dos estudantes; debater o currículo e as disciplinas; e buscar a aproximação com comunidades representativas, estudantes de graduação e professores da educação básica. “Espero que a gente consiga superar um pouquinho desses desafios nos próximos anos”, pontuou Juliana. Em sua fala, o pró-reitor de ações afirmativas, Alan Alves Brito, destacou que as políticas de diversidade e inclusão na pós-graduação são frutos de um processo histórico de intensas lutas dos movimentos sociais, e não de concessões institucionais. O pró-reitor lembrou que este é um processo muito recente, que não tem sido fácil e tem sido marcado por tensionamentos e disputas o tempo inteiro. Contudo, concluiu que, apesar de tudo, há muito o que celebrar e que o trabalho segue firme para a construção de uma realidade mais equitativa.
A Rede Baobá é em uma iniciativa liderada pela UFRGS em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS (PROAFE) e o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu/UFRGS). Garantindo a inclusão, todas as ações do evento contarão com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Caso algum participante necessite de algum recurso de acessibilidade adicional, é necessário entrar em contato previamente pelo e-mail rede.baoba@gmail.com.
A programação segue ao longo desta quarta-feira e quinta-feira com mesas de debates, relatos de estudantes e egressos, apresentações de pesquisas e reuniões dos grupos de trabalho da Rede Baobá. O encerramento será realizado na quinta-feira, às 17h, no Auditório Jacarandá, com uma atividade cultural.
A Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) enviou nesta terça-feira, dia 18, via Portal do Candidato, a convocação para a sessão de verificação da autodeclaração étnico-racial aos candidatos que concorrem ao ingresso na graduação pela reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
Ao todo, foram convocados 117 candidatos, oriundos do primeiro chamamento do Vestibular para ingresso em 2026/2, sendo que as sessões serão presenciais e vão ocorrer nos seguintes termos:
As verificações ocorrerão nas seguintes datas e horários:
24 de março – turnos manhã e tarde, na sala 218 do Anexo III
26 de março – turno manhã, na sala 218 do Anexo III
31 de março – turno manhã, na sala 218 do Anexo III
Todos os encontros acontecem no Campus Centro, localizado na Av. Paulo Gama, 110, bairro Farroupilha.
No dia 9 de março foram convocados 254 candidatos para o ingresso na UFRGS em 2026/1 e 2026/2 para sessão de verificação da autodeclaração étnico-racial daqueles que concorrem ao ingresso na graduação pela reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
As sessões presenciais ocorrem dias 18 e 19/03, nos turnos manhã e tarde, e o dia 23/03, turno tarde. E os candidatos devem comparecer à sala 218 ou 324 do Anexo III da Reitoria, Campus Centro da UFRGS – Av. Paulo Gama, 110, Farroupilha, Porto Alegre/RS.
A Proafe destaca que é fundamental que os candidatos leiam atentamente as orientações encaminhadas. Entre as recomendações, estão: comparecer ao local com pelo menos 15 minutos de antecedência; apresentar documento de identificação original e atualizado, com foto, pois não sendo aceitos documentos com fotos de infância ou com indicação de “não alfabetizado”; portar a documentação específica exigida em edital, no caso de candidatos indígenas e quilombolas; além de levar caneta esferográfica azul ou preta.
A universidade também informa que a sessão de verificação pode ocupar todo o turno indicado, sendo importante que os candidatos se programem com antecedência.
O procedimento de verificação da autodeclaração é etapa obrigatória para a efetivação da matrícula nas vagas destinadas às políticas de ações afirmativas, assegurando a correta aplicação dos critérios estabelecidos nos processos seletivos.