O cantor norte-americano Oliver Tree e o influenciador argentino Gaspi estão entre as seis vítimas da colisão entre dois helicópteros na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
As aeronaves caíram em um pátio de veículos de uma concessionária da BYD, na região da avenida das Américas. Uma delas explodiu após atingir o solo, e o fogo atingiu veículos no local.
Oliver Tree estava em turnê internacional e havia se apresentado em São Paulo no dia 6 de junho, no Studio Stage, na Lapa. Nos últimos dias, publicou vídeos no Brasil usando camisa da Seleção Brasileira.
Em postagens recentes, o cantor apareceu jogando futebol, comendo churrasco, cortando o cabelo e dirigindo uma motocicleta.
Grupo seguia para Angra
Oliver Tree estava acompanhado do produtor musical e DJ brasileiro Lucas Brito Chaves Frota, radicado nos Estados Unidos, e do influenciador argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi.
O grupo seguia para Angra dos Reis, no litoral fluminense.
Também morreram os pilotos Charles Marsillac e Alexandre Souza, além de Lucas Vignale.
Com a colisão, as duas aeronaves caíram no pátio de veículos. Uma delas explodiu após atingir o solo.
Quem era Oliver Tree
Oliver Tree tinha mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e média de 11,4 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
O cantor iniciaria uma turnê mundial após lançar o álbum “Love you madly hate you badly”. A agenda previa mais de 70 shows em cidades como Paris, Barcelona, Londres, Chicago, Toronto, Sydney e Pequim.
Durante a passagem recente pelo Brasil, Oliver Tree também publicou um registro tocando com o influenciador brasileiro Lucas Inutilismo.
Outras vítimas
Lucas Brito Chaves Frota era produtor musical e DJ brasileiro. Ele vivia nos Estados Unidos e tinha produção voltada principalmente à música eletrônica.
No ano passado, tocou no Burning Man, festival de contracultura realizado nos Estados Unidos.
Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, era influenciador argentino e publicava conteúdo de humor. Ele tinha 2,8 milhões de seguidores no YouTube e no Instagram.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou em entrevista a um canal de TV que os pilotos envolvidos no acidente eram experientes e que conhecia um deles pessoalmente.
Seis pessoas perderam a vida após dois helicópteros colidirem no ar e caírem no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). Conforme o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, ninguém a bordo das duas aeronaves sobreviveu.
A corporação foi acionada às 8h59. Cerca de 45 militares, com apoio de equipes especializadas do Grupo de Ações Especiais, foram enviados ao local.
Os helicópteros caíram na região da Avenida das Américas, no quarteirão entre as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.
O local é um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo, e o fogo se espalhou para os veículos elétricos no pátio.
Pelo menos 20 veículos foram atingidos pelas chamas. A coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância.
O outro helicóptero não pegou fogo e caiu com o trem de pouso para cima.
Destroços em prédios próximos
Destroços das aeronaves ficaram espalhados em um raio de pelo menos 100 metros. Uma cauda parou no terraço de um prédio vizinho.
A aeronave que explodiu era um Eurocopter AS 350 B2, modelo conhecido como Esquilo. Ela levava quatro passageiros e o comandante e teria decolado para Angra dos Reis, na Costa Verde.
Na outra aeronave, um Bell 206B Jet Ranger, estava apenas o piloto, em deslocamento para a Região Serrana.
Investigação
A FAB informou que investigadores do Seripa 3 foram acionados para a ação inicial da ocorrência. Durante essa fase, são coletados e confirmados dados, preservados elementos da ocorrência, verificados danos causados às aeronaves ou pelas aeronaves e reunidas informações para a investigação.
A pista lateral da Avenida das Américas chegou a ser fechada durante o atendimento. Por volta das 10h, o fogo já havia sido controlado, e bombeiros verificavam a possibilidade de vazamento de combustível.
O que diz o Cenipa
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).
Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.
Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram sensores biodegradáveis para monitorar a saúde de plantas em tempo real. Feitos de uma tinta de carbono, os dispositivos miniaturizados são impressos por meio de serigrafia em bioplásticos transparentes e flexíveis. Dessa forma, podem ser fixados diretamente em diversos órgãos vegetais – incluindo caules, cascas e folhas –, possibilitando medir temperatura, umidade, desidratação, biomarcadores, doenças, níveis de nutrientes e até a presença de pesticidas nas plantas.
“Eles permitem detecção não destrutiva, rápida, in loco e descentralizada, fornecendo bioinformação em tempo real sobre o estado de saúde da planta e fatores ambientais”, conta à Agência FAPESP Paulo Augusto Raymundo-Pereira, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP).
O trabalho foi publicado em fevereiro na revista Biosensors and Bioelectronics: X. Como destacam os autores no artigo, a engenharia de sensores vestíveis foi eleita pelo Fórum Econômico Mundial entre as dez principais tecnologias emergentes de 2023, em função do seu potencial para melhorar a saúde das plantas e aumentar a produtividade agrícola. Entretanto, a maioria dos dispositivos hoje é fabricada com polímeros plásticos de origem não renovável (derivados do petróleo) e apresenta baixa aderência em superfícies irregulares, onduladas e curvas.
O sensor “vestível” tem a vantagem de ser aplicado diretamente na amostra, pois o acetato consegue adquirir o formato da superfície em que é posicionado (imagem: Nathalia Oeazu Gomes)
“Já o nosso sensor é feito de acetato de celulose, material flexível de origem vegetal que pode ser produzido a partir de diversos resíduos agrícolas. A celulose é o polissacarídeo natural mais abundante na Terra. Apresenta biocompatibilidade excepcional, alta estabilidade térmica e flexibilidade. É atóxico, econômico, acessível, biodegradável, leve e fácil de manusear”, resume Raymundo-Pereira.
Cada dispositivo de acetato de celulose tem duas unidades sensoriais que empregam técnicas de análise diferentes para detectar três classes de pesticidas numa mesma análise (diquat, carbendazim e difenilamina).
Segundo Raymundo-Pereira, cada dispositivo custa US$ 0,077. “Os sensores são de uso único. Por isso, têm de ser baratos e biodegradáveis. Considerando o funcionamento dos dois sensores em sequência, na mesma amostra, o dispositivo leva três minutos e vinte e oito segundos para fazer todas as aferições.”
A identificação é feita na superfície da planta, mas em meio aquoso (uma gota d’água), pois as medidas são realizadas na interface do eletrodo com esse meio. “Precisamos dessa solução aquosa para haver condutividade. No caso dos sensores vestíveis, a gotinha de água é colocada nos lugares mais fáceis de realizar a medida. No meio das folhas, no pocinho que se forma no pedúnculo do tomate ou da maçã, nos sulcos laterais do pimentão, onde também se consegue acumular água. Depois, é só colocar os sensores, posicionar em cima da gota e medir.”
A plataforma que contém o sensor duplo vestível é integrada a um potenciostato portátil sem fio (aparelho que controla a voltagem e mede a corrente elétrica para detectar e quantificar as substâncias químicas), possibilitando uma avaliação rápida dos pesticidas e exibindo a análise em tempo real em um celular por meio de comunicação sem fio (bluetooth). A equipe já havia criado, em 2022, uma luva com sensores nas pontas dos dedos, para os mesmos fins.
“O sensor vestível tem a vantagem de ser aplicado diretamente na amostra, pois o acetato consegue adquirir o formato da superfície em que é posicionado, ao passo que a luva tem de ser manipulada. Além do mais, a luva é feita de um material que não é biodegradável, enquanto o sensor vestível é totalmente biodegradável e reaproveitável para a confecção de novos sensores”, compara o cientista. Segundo ele, é possível queimar em condições específicas os sensores já utilizados e, assim, obter a tinta de carbono para produzir novos dispositivos.
A Fapesp apoiou o trabalho por meio de Bolsa de Pós-Doutorado concedida a Nathalia Oeazu Gomes, Auxílio à Pesquisa Regular concedido a Sergio Antônio Spínola Machado e Fixação de Novos Doutores a Raymundo-Pereira.
A plataforma é integrada a um potenciostato portátil sem fio (comercial), possibilitando uma avaliação rápida dos pesticidas e exibindo a análise em tempo real em um celular por meio de bluetooth (gráfico: Nathalia Oeazu Gomes)
Outros usos
Nas plantas, o teste dos sensores vestíveis simulou uma situação real de uso. Primeiro, uma solução do pesticida foi borrifada na casca de maçãs e pimentões em uma concentração de 1.000 micrômetros, e os alimentos foram deixados para secar por cinco horas. Em seguida, as análises foram feitas diretamente na superfície dos produtos (in loco): o sensor foi fixado na casca e, para permitir a leitura elétrica e química, adicionou-se uma gota de 500 microlitros (a milionésima parte de um litro) de uma solução de tampão fosfato – um líquido que estabiliza o ambiente para o sensor funcionar.
A tecnologia dos sensores vestíveis se presta a uma infinidade de aplicações, como ressalta Raymundo-Pereira. “É possível detectar a presença de pesticidas na saliva das pessoas, ou mesmo na água da torneira. Fizemos os testes. Amostras de saliva humana e água da torneira foram adicionadas de pesticidas e analisadas com o sensor para prever os níveis de resíduos. Também é possível usar para mensurar componentes presentes na urina e no suor”, diz o pesquisador.
A adaptação da tecnologia para uso agrícola foi uma ideia de Raymundo-Pereira após um estágio no Centro de Sensores Vestíveis da Universidade da Califórnia, em San Diego (Estados Unidos), com o professor Joseph Wang. “Já que boa parte do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro se concentra no setor agrícola, eu pensei: por que não adaptar a tecnologia? Lá fora, o uso é direcionado para humanos. Aplica-se na pele para saber, por exemplo, o que há no suor das pessoas. É possível detectar ácido lático, ácido úrico, glicose, cortisol, íons sódio, íons potássio, íons cloreto, hormônios e medicamentos. Mas esses sensores usados em humanos são feitos de plástico de origem petroquímica. Os primeiros biodegradáveis, de origem natural, são os nossos, que também podem ser adaptados para uso em humanos.”
Os pedidos de patente, tanto da luva quanto do sensor vestível, já estão no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A equipe multidisciplinar que desenvolveu o dispositivo é composta também pelas pesquisadoras Samiris Teixeira, Nilda de F.F. Soares e Taíla de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa.
O cultivo de eucalipto vive um momento de expansão em São Paulo. Com crescimento da produção e da geração de riqueza no campo, a cultura fortalece uma cadeia produtiva estratégica que abastece a indústria, impulsiona as exportações e contribui para o desenvolvimento regional. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) apontam aumento de 14% na produção paulista da cultura. O desempenho também se refletiu no Valor da Produção Agropecuária (VPA), que alcançou R$ 2,9 bilhões, resultado superior ao registrado no ano anterior.
O cultivo do eucalipto abastece diferentes segmentos da economia, sendo destinado à fabricação de papel e celulose, à geração de energia por biomassa e carvão vegetal e ao fornecimento de matéria-prima para a construção civil e a indústria moveleira. A cultura também é utilizada na produção de óleos essenciais e se destaca pela rápida capacidade de crescimento e renovação.
Principal espécie da silvicultura paulista, o eucalipto ocupa mais de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado. São pouco mais de 1 milhão de hectares cultivados, o que coloca São Paulo como o terceiro maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A produção atingiu 23,9 milhões de metros cúbicos, volume 14,6% superior ao registrado no ciclo anterior.
As regiões que mais se destacam no cultivo são sudoeste paulista, centro-oeste e no Vale do Paranapanema, áreas que apresentam condições edafoclimáticas favoráveis e relativa disponibilidade de terras, em cidades como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema, importantes pólos da silvicultura no estado.
O crescimento da produção também impulsiona a balança comercial do agronegócio paulista, com os produtos florestais ocupando a terceira maior participação nas exportações de São Paulo. O grupo é superado apenas pelo complexo sucroalcooleiro e pelo setor de carnes. Em abril de 2026, este setor alcançou US$1,14 bilhão em valor exportado, representando 13,6% do total de produtos exportados, com celulose respondendo por 66,3% e papel por 27,9% desta participação.
O setor também celebrou o incremento nos números da produção do eucalipto paulista. Fernanda Abilio, presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, associação que representa os produtores florestais no estado, enfatizou a importância da planta para todo o grupo e sua capacidade de movimentar a totalidade do ramo.
“A indústria florestal paulista possui uma base produtiva consolidada, sustentável e altamente tecnificada, e majoritariamente de eucalipto. O crescimento observado no VPA e na produção reflete não apenas a competitividade do setor, mas também sua capacidade de agregar valor, gerar empregos, movimentar exportações e fornecer matéria-prima renovável para diferentes cadeias industriais. São Paulo reúne produtividade, indústria e logística, o que mantém o setor florestal entre os segmentos estratégicos do agro paulista”, disse Fernanda.
Além da produção e exportação: eucalipto é aliado no desenvolvimento do agro paulista
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento contribui para o crescimento e desenvolvimento da produção do eucalipto, sobretudo com trabalhos de pesquisa realizados pela APTA REGIONAL, principalmente na relação entre o sistema ILPF (Integração Pecuária, Lavoura e Floresta), no aumento da produtividade, sustentabilidade e rentabilidade, nas unidades de Brotas, Itapetininga e Tietê.
Esses sistemas funcionam integrando o plantio de árvores de eucalipto com culturas agrícolas, criação de gado, agricultura regenerativa, como a recuperação de áreas biodegradadas, e o bem estar animal, no qual o eucalipto aparece como aliado do conforto térmico animal, reduzindo impactos do calor e favorecendo melhores condições fisiológicas e produtivas dos rebanhos Nelore.
Mais de 150 cães e gatos estarão disponíveis para adoção neste sábado (30), em Porto Alegre. O evento Me Adota será realizado das 13h às 17h, no Abrigo Municipal, junto à Unidade de Saúde Animal Victoria, no bairro Lomba do Pinheiro.
Entre os animais aptos para adoção estão mais de 16 filhotes de cães e gatos e 39 cães de médio porte. Os animais foram resgatados de situações de abandono ou maus-tratos e estão acolhidos pela rede municipal de proteção animal.
A ação é promovida pelo Gabinete da Causa Animal e pelo Hospital Veterinário Faculdade Anclivepa. O Me Adota ocorre sempre no último sábado do mês e integra o programa municipal de incentivo à adoção responsável.
Como adotar
Para adotar, é necessário ter mais de 18 anos e apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência.
Interessados em adotar cães devem levar guia e coleira. Para a adoção de gatos, é obrigatório levar caixa de transporte.
Os animais adotados pelo programa têm direito vitalício a atendimento médico-veterinário gratuito na Unidade de Saúde Animal Victoria. Para acessar o serviço, é preciso apresentar o documento de adoção e a carteira de vacinação do animal.
Endereço e atendimento
O evento ocorre no Abrigo Municipal, junto à Unidade de Saúde Animal Victoria, na Estrada Bérico José Bernardes, 3489, bairro Lomba do Pinheiro.
Quem não puder participar no sábado pode visitar a unidade durante a semana. O espaço fica aberto para adoções de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
A Causa Animal também mantém a plataforma digital Me Adota, onde é possível consultar on-line os animais disponíveis para adoção.
Crédito: Marinha do Brasil / Arquivo EBC, Agência Brasil
A Justiça francesa condenou, nesta quinta-feira (21), a Air France e a Airbus por homicídio culposo pela queda do voo AF447, que matou 228 pessoas em 1º de junho de 2009. Entre as vítimas estavam 58 brasileiros.
O Airbus A330-203 fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris quando caiu no Oceano Atlântico. A decisão foi tomada pela Corte de Apelações de Paris e reverteu sentença de primeira instância de 2023, que havia absolvido as duas empresas das acusações criminais.
A corte acatou recomendação do MP (Ministério Público) francês e reconheceu responsabilidade das companhias por imprudência e negligência. A multa pode chegar a 225 mil euros para cada empresa, cerca de R$ 1,3 milhão.
A decisão ainda pode ser contestada. De acordo com Maarten Van Sluys, vice-presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo Air France 447, as empresas manifestaram intenção de recorrer.
Familiares falam em vitória moral
Van Sluys, que perdeu a irmã Adriana Van Sluys no acidente, disse à Agência Brasil que a condenação representa “alívio” para parentes e amigos das vítimas.
“O resultado é o que esperávamos: uma condenação por homicídio culposo. Entendemos que isto é uma vitória moral incomensurável, pois muito mais do que valores monetários, que acabam sendo irrisórios em se tratando de empresas deste porte, agora temos um certificado da culpa da Air France e da Airbus”, afirmou.
O acidente matou 216 passageiros e 12 tripulantes de 33 nacionalidades. Familiares recorreram da decisão de 2023, que havia reconhecido responsabilidade civil das empresas, mas não condenação criminal.
A principal forma de transmissão da raiva para herbívoros se dá pela mordedura do morcego hematófago Desmodus rotundus - Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi
O alerta também aponta risco de avanço para cidades próximas. Na área de Tiradentes do Sul, a advertência envolve Esperança do Sul, Crissiumal e Derrubadas. Na região de São Nicolau, o comunicado cita os municípios de Pirapó, Garruchos e Dezesseis de Novembro.
Conforme a secretaria, há grande número de agressões a animais nesses municípios, e os refúgios dos morcegos hematófagos transmissores da doença ainda não foram localizados nem identificados.
As equipes estaduais atuam na região para localizar esses refúgios e adotar medidas de prevenção. O trabalho envolve controle de morcegos hematófagos e orientação a produtores sobre a vacinação dos rebanhos.
Orientações aos produtores
A orientação aos produtores é não tentar capturar morcegos-vampiros por conta própria. Em caso de localização de possíveis esconderijos, a recomendação é comunicar imediatamente a Inspetoria ou o Escritório de Defesa Agropecuária do município.
Entre os locais onde esses animais podem se abrigar estão troncos ocos, cavernas, fendas em rochas, túneis e casas abandonadas.
A captura é feita apenas pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, que são acionados quando há laudo positivo para raiva em herbívoro ou alto índice de mordeduras em animais de produção, como bovinos, equinos, ovinos e suínos.
O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-RS (Ministério Público do RS), cumpriu nesta segunda-feira (20) três mandados de busca e apreensão em Pelotas. As ordens judiciais fazem parte de uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a uma organização criminosa com atuação no Sul do Estado.
A ofensiva, chamada de Operação Hibernação, é desdobramento das Operações Caixa-Forte I e II e apura a ocultação de valores ilícitos por meio da compra de bens.
Os mandados foram cumpridos em um apartamento avaliado em cerca de R$ 500 mil, apontado pela investigação como bem usado na lavagem de capitais, na residência de uma servidora pública estadual e na construtora responsável pela obra. Pelo menos três pessoas são investigadas.
Compra sob suspeita
Conforme o Ministério Público, documentos apreendidos em fase anterior da Caixa-Forte indicaram a compra do imóvel ainda na planta em nome da servidora. Entre os materiais analisados, havia recibo de aquisição do apartamento, apontado como instrumento para ocultar dinheiro de origem criminosa e beneficiar familiar de um dos líderes da facção.
A apuração atribui a lavagem de dinheiro ao núcleo financeiro de um apenado já condenado por associação para o tráfico de drogas. Segundo o Ministério Público, ele também tem condenações por homicídio qualificado e posse de arma de fogo de uso restrito, com pena total próxima de 20 anos de reclusão.
Operações anteriores
A Operação Caixa-Forte começou em dezembro de 2023, com foco no ingresso de drogas, celulares e outros materiais ilícitos no Presídio Regional de Pelotas. Na primeira fase, foram apreendidos 53 celulares, quase R$ 69 mil em dinheiro, drogas e documentos da contabilidade do tráfico.
Em novembro de 2024, a Caixa-Forte II ampliou o foco da investigação para a estrutura financeira da facção. Na ocasião, a apuração apontou movimentação de mais de R$ 32 milhões e levou ao cumprimento de mais de 170 mandados judiciais, incluindo prisões, bloqueio de contas e apreensão de bens.
Brasília (DF), 09/06/2025.
Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668. Crédito: Ton Molina/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu nesta terça-feira (24) prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi concedida após pedido da defesa, que alegou agravamento do quadro de saúde e falta de condições para o retorno à prisão.
Conforme a decisão, a prisão domiciliar começará depois da alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado desde 13 de março para tratar pneumonia bacteriana.
Moraes fixou prazo inicial de 90 dias para a domiciliar. Ao fim desse período, a manutenção do benefício deverá ser reavaliada, com possibilidade de nova perícia médica.
A decisão também determina o uso de tornozeleira eletrônica. Moraes ainda determinou que agentes da Polícia Militar do DF façam a segurança da residência para evitar fuga.
Também nesta terça-feira (24), Bolsonaro deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star. Conforme boletim médico, ele apresentou melhora clínica, mas segue internado, sem previsão de alta.
O boletim aponta que o ex-presidente continua em antibioticoterapia endovenosa, com suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora.
Já estão em vigor no país as novas regras para o transporte rodoviário de cargas. Entre as mudanças previstas, está a obrigatoriedade de apresentar o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) antes de iniciar o serviço de frete.
A publicação ocorre em meio a ameaça de paralisação por parte dos caminhoneiros, devido à tendência de alta do diesel por conta da guerra no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã.
Segundo o Ministério dos Transportes, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor. Levantamentos da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.
Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia. O fato, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.
Novas regras
O CIOT reunirá informações completas sobre a operação, como contratantes, transportadores, carga, origem, destino, valores pagos e o piso mínimo aplicável.
Segundo a ANTT, o CIOT garantirá que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, não terão o código emitido, de forma a bloquear fretes irregulares ainda na fase de contratação.
Como o código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala, abrangendo todo o território nacional.
As novas medidas estão previstas na Medida Provisória 1.343/2026, publicada na quinta-feira (19), e valem para transportadores, empresas contratantes e intermediários do setor.
Penalidades
A MP estabelece penalidade específica para aqueles que descumprirem as novas regras relativas ao CIOT, com multa de R$ 10,5 mil por operação não registrada.
Quem contratar pagando fretes abaixo do piso mínimo de forma reiterada (mais de três autuações em seis meses) terá o Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) suspenso.
Caso reincida, a suspensão poderá ser cancelado, com impedimento de atuação por até dois anos.
Além disso, define algumas responsabilidades. No caso do contratante, ele será responsável pela emissão do código quando houver transportador autônomo de cargas.
Nos demais casos, a responsabilidade recairá sobre a empresa de transporte.
“Empresas que contratarem fretes abaixo do piso podem pagar multas que variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões a cada operação irregular. Em casos de irregularidades graves, a norma permite alcançar sócios e grupos econômicos, desde que comprovado abuso ou confusão patrimonial”, informou a ANTT.
O governo explica que as medidas mais severas de suspensão e cancelamento não se aplicam ao transportador autônomo de cargas.
Exames clínicos indicaram neste domingo (15) que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro teve uma melhora da função renal nas últimas horas. Ainda assim, devido a uma elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, os médicos que o atendem decidiram ampliar a dosagem de antibióticos.
Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Brasília desde a manhã da última sexta-feira (13), tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa
Segundo o boletim médico divulgado esta manhã, seu quadro clínico é estável, mas ainda não há previsão de quando ele poderá deixar a UTI. Além da ampliação da cobertura dos antibióticos, a equipe médica já havia intensificado a fisioterapia respiratória e motora.
Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
Na última sexta-feira ele passou mal e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star, com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
O boletim médico é assinada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Decisão
Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital, como acompanhante.
Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.
O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.
Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro teve piora da função renal e aumento nos indicadores inflamatórios, informou neste sábado (14) o Hospital DF Star, em Brasília.
Segundo o último boletim médico, ele continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.
O hospital informou que, apesar do agravamento dos rins, o ex-presidente está clinicamente estável e mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa. Bolsonaro também faz exercícios de fisioterapia respiratória e motora e recebe medidas de prevenção de trombose venosa.
Desde a manhã de sexta-feira (13), Bolsonaro está na UTI do DF Star, com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele chegou à unidade hospitalar privada socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
O boletim médico é assinada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Decisão
Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital, como acompanhante.
Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.
O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.
Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.
Uma mulher de 34 anos foi morta a facadas na noite de terça-feira (10) no bairro Imigração, em Montenegro, no Vale do Caí. O autor do feminicídio foi preso em flagrante delito após reagir a uma abordagem da Brigada Militar.
A vítima foi identificada como Gislaine Reguss. Conforme a Brigada Militar, a corporação foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica e encontrou a mulher ferida com golpes de faca. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) confirmou a morte.
De acordo com a Polícia Civil, o homem preso pelo crime tem 52 anos, era ex-companheiro da vítima e cumpria pena em regime semiaberto. Ainda conforme a investigação, ele deveria se apresentar ao sistema prisional na noite do crime.
Testemunhas relataram aos policiais que o homem chegou ao imóvel discutindo com a vítima e, em seguida, passou a agredi-la. Depois do crime, ele fugiu.
A Brigada Militar fez buscas e localizou o homem horas depois, perto de uma estrada que leva a São José do Sul. Segundo a Polícia Civil, ele investiu contra os policiais com uma faca, foi baleado na perna e encaminhado para atendimento médico antes de ser levado à delegacia.
O caso foi registrado como feminicídio. Conforme o delegado Marcos Eduardo Pepe, a vítima não tinha medida protetiva contra o homem.
A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento da produção de petróleo e gás, e pela geração de caixa da empresa. O crescimento foi de 198,9% em relação a 2024.
Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira (5), no quarto trimestre do ano passado o lucro foi de R$ 15,6 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve aumento de 52,3%.
Os números refletem um ano de resultados considerados sólidos pela estatal, mesmo em um cenário de queda no preço internacional do petróleo. Em 2025, o barril do Brent registrou retração de cerca de 14% em relação ao ano anterior, fator que pressionou parte das receitas da companhia.
A Petrobras destacou que o desempenho foi sustentado pelo aumento da produção total de óleo e gás, que cresceu cerca de 11% no ano, além do avanço de novos projetos no pré-sal. O relatório menciona o início da operação de plataformas como o FPSO Almirante Tamandaré e o avanço de unidades em campos como Búzios e Mero.
Outro indicador relevante foi o EBITDA ajustado, que alcançou R$ 244,3 bilhões em 2025, mostrando estabilidade em relação ao ano anterior, apesar da queda do Brent. O resultado foi parcialmente compensado pelo aumento do volume produzido e pela maior eficiência operacional.
“Os resultados de 2025 comprovam a consistência da nossa estratégia, baseada em disciplina de capital, aumento de produção e eficiência operacional. Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano. Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa”, disse Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras.
Segundo a companhia, o desempenho operacional também contribuiu para um recorde nas exportações de petróleo no quarto trimestre, que chegaram a 999 mil barris por dia.
No quarto trimestre, o lucro líquido atribuível aos acionistas da Petrobras foi de R$ 15,563 bilhões, abaixo do registrado no trimestre anterior, quando o resultado havia sido de R$ 32,7 bilhões. A variação foi influenciada por fatores como a oscilação cambial e mudanças no desempenho operacional ao longo do período.
Além dos resultados financeiros, a Petrobras informou que pagou R$ 277,6 bilhões em tributos à União, estados e municípios em 2025 e distribuiu R$ 45,2 bilhões em proventos aos acionistas ao longo do ano.