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Clive Davis, executivo que revelou Whitney Houston, morre aos 94 anos

22 de Junho de 2026, 14:05
Crédito: Daniel Prakopcyk / via Instagram

Clive Davis, um dos executivos mais influentes da história da indústria musical, morreu nesta segunda-feira (22), aos 94 anos, em sua casa, em Nova York (EUA).

A morte foi confirmada por sua representante, Aliza Rabinoff. De acordo com ela, Davis morreu em decorrência de problemas de saúde relacionados à idade, cercado por familiares e pessoas próximas.

Ao longo de uma carreira de sete décadas, Davis ajudou a lançar, consolidar ou reposicionar artistas que marcaram diferentes gerações da música. Entre os nomes associados à trajetória dele estão Whitney Houston, Janis Joplin, Aretha Franklin, Carlos Santana, Alicia Keys, Bruce Springsteen, Billy Joel, Patti Smith, Lou Reed, Barry Manilow, Kelly Clarkson e Carrie Underwood.

Davis assumiu a presidência da Columbia Records em 1967, depois de ingressar na gravadora como advogado. Mais tarde, fundou a Arista Records e a J Records, selos que se tornaram centrais para a música pop, o R&B, o rock e outros gêneros.

Uma de suas principais apostas foi Whitney Houston, contratada pela Arista ainda adolescente. A cantora se tornou uma das maiores vozes da música pop e acumulou sucessos no topo das paradas antes de morrer em 2012, em Los Angeles.

Davis também teve papel decisivo na retomada comercial de artistas veteranos. Ele idealizou o álbum “Supernatural”, de Carlos Santana, lançado em 1999, que reuniu o guitarrista a nomes da música pop e venceu oito Grammys.

Líder das tendências

Outro traço marcante da carreira foi a capacidade de atuar em diferentes fases da indústria fonográfica. Davis trabalhou com nomes do rock dos anos 1960, com divas do soul, com artistas pop, com vencedores do “American Idol” e com cantores de R&B dos anos 2000.

Desde 1975, ele também ficou conhecido pela tradicional festa realizada na véspera do Grammy, evento que se tornou ponto de encontro de artistas, executivos e produtores da música norte-americana.

Em comunicado, a família afirmou que Davis “moldou a trilha sonora de inúmeras vidas” e deixou uma marca duradoura na cultura e na história da música moderna.

Nascido no Brooklyn, em Nova York, em 4 de abril de 1932, Clive Davis estudou Direito em Harvard antes de iniciar sua trajetória na indústria fonográfica. Ele permaneceu ativo no mercado musical até os últimos anos de vida.

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Morre Juca de Oliveira, um dos maiores nomes das artes cênicas do país, aos 91 anos

21 de Março de 2026, 15:36
Juca de Oliveira na mnissérie "A Cura", de 2010. Foto: Renato Rocha Miranda/Globo

O ator, autor e diretor Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado desde 13 de março na UTI cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em razão de pneumonia associada a uma condição cardiológica.

Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, em 16 de março de 1935, José Juca de Oliveira Santos construiu uma carreira extensa no teatro, na televisão e no cinema. Ao longo da vida, participou de mais de 30 novelas e minisséries, dez longas-metragens e cerca de 60 peças como ator. Também escreveu textos para o palco e presidiu o Sindicato dos Atores de São Paulo.

A entrada no teatro veio depois de um teste vocacional e da passagem pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), que acabou abandonada. Antes, havia trabalhado em banco. A carreira profissional começou no Teatro Brasileiro de Comédia, onde atuou em montagens como “A Semente” e “A Morte do Caixeiro Viajante”. Esta última lhe rendeu o prêmio Saci de ator coadjuvante.

Nos anos 1960, Juca integrou o grupo que comprou o Teatro de Arena, ao lado de nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Paulo José. O espaço se tornou referência de produção intelectual e resistência à ditadura militar. Durante o período de perseguição política, ele se exilou na Bolívia e depois voltou ao Brasil.

Estreia na TV

Na televisão, estreou na TV Tupi em “Quando o Amor é Mais Forte”, em 1964. Ganhou projeção nacional em 1969, como protagonista de “Nino, o Italianinho”, um dos maiores sucessos da emissora. Também trabalhou com autores como Janete Clair, Walter George Durst e Lauro César Muniz.

Na Globo, a estreia ocorreu em “O Semideus”, em 1973, depois de ter sido convidado para “Os Ossos do Barão”. Em 1976, fez João Gibão em “Saramandaia”, papel que se tornou um dos mais lembrados de sua trajetória.

Nos anos seguintes, atuou em títulos como “Espelho Mágico”, “Pecado Rasgado”, “Fera Ferida”, “Torre de Babel”, “Araguaia”, “Flor do Caribe”, “Além do Tempo” e “O Outro Lado do Paraíso”. Também passou pela Bandeirantes, com “Ninho da Serpente” e “A Idade da Loba”, e pelo SBT, com “As Pupilas do Senhor Reitor” e “Os Ossos do Barão”.

Em 2001, interpretou o Doutor Albieri em “O Clone”, personagem central da trama de Glória Perez. Em 2012, viveu Santiago em “Avenida Brasil”, revelado como o mentor de Carminha.

Juca também atuou em minisséries e séries como “Mad Maria”, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, “S.O.S. Emergência”, “Diversão.Com” e “Os Experientes”.

No teatro, manteve produção contínua como ator e autor. Entre os textos assinados por ele estão “Meno Male”, “Hotel Paradiso”, “Caixa Dois”, “Às Favas com os Escrúpulos”, “Happy Hour” e “A Flor do Meu Bem-Querer”. Nos últimos anos, dedicava-se ao teatro e à fazenda onde criava gado de corte.

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